Publicações arquivadas sob Transferência Tecnológica
Palestras gratuitas e de qualidade são sempre bem-vindas, especialmente quando elas são sobre um assunto interessante. Na semana que vem (29/9 a 2/10) ocorrerá em Belo Horizonte a Inovatec: feira de ciência, tecnologia e inovação.
O evento contará com estandes das principais universidades mineiras, de empresas inovadoras, de agências de fomento e outras instituições que de alguma forma se relacionam com inovação. Além disso haverão diversas palestras, painéis e workshops interessantes, dentre as quais eu achei mais interessante:
Gestão do Conhecimento no processo de Inovação Tecnológica
Heitor Pereira (SBGC); Itaipu; Petrobrás e FIAT Automóveis
Abertura Oficial: Wikinomics - Como a colaboração em massa pode mudar seu negócio (paga)
Anthony D. Williams (co-autor do livro Wikinomics)
Atração e Retenção de Centros de P&D
Peter Oliveira (INM, Alemanha), Sérgio Queiroz (UNICAMP). Ainda não está na programação, mas participaremos desse painel, representados pela Janayna
Criatividade, Inovação e Trabalho (paga)
Domenico De Masi (Sociólogo, Itália)
Na verdade são tantas atividades interessantes (e algumas ocorrendo no mesmo horário) que é até difícil escolher.
Sobre as duas palestras que são pagas, acredito que valham o investimento. Já li o Wikinomics e gostei muito. O Domenico também é muito bom, o único perigo é você não querer trabalhar mais de quatro horas por dia depois que assistir.
Eu vou. A programação e a inscrição estão disponíveis aqui.
25 de Setembro de 2008 às 17:41
Bruno Brant

Quarta-feira, 25 de junho, foi realizada a segunda edição do Conecta, evento promovido pelo PIT, o Programa de Investigação Tecnológica da UNESP, Unicamp, USP, IPEN e IPT, gerido pelo Instituto Inovação.
É fácil fazer um paralelo entre as edições (2007 e 2008) do Conecta e a evolução do sistema de ciência, tecnologia e inovação brasileiro, especialmente nas universidades.
Antes da primeira edição, falava-se muito que era preciso estabelecer essa conexão entre universidade e empresa. Havia um discurso da necessidade, mas muito pouco se falava sobre o “como fazer”.
O primeiro Conecta trouxe de forma pioneira, em 2007, os resultados iniciais do PIT. Um programa que usa a metodologia da Diligência da Inovação para investigar o potencial inovativo de tecnologias desenvolvidas pelas universidades. Saímos do discurso do “é preciso fazer a conexão” para a proposição de um caminho prático. E isso faz toda a diferença.
Em 2008, o tema Comercialização e Valoração de Tecnologia mostra que avançamos ainda mais. Não estamos mais falando que é preciso conectar ciência e mercado, nem propondo um caminho. Estamos agora tratando de pontos específicos do processo de transferência de tecnologias, que já está consolidado quanto à necessidade, e ao mérito.
Seria muito difícil falarmos, anos atrás, em como definir o valor de uma tecnologia, ou em mecanismos de comercialização. Essa maturidade marca o início da expansão e consolidação dessas práticas.
Como pano de fundo dessa evolução está o bom trabalho do governo, ao criar a Lei de Inovação e ampliar os estímulos a esse processo. Mais recursos de fomento, mais capital de risco… O trabalho dos Nit’s - Núcleos de Inovação Tecnológica - das universidades, agora inseridos nesse contexto da comercialização também faz muita diferença. Tudo isso associado ao bom momento econômico, gera um interessante e empolgante aquecimento desse segmento.
A ponte foi construída, agora precisamos pavimentá-la e promover cada vez mais fluxo sobre ela.
Alguns links interessantes:
- Site do Conecta
- Revista Conecta (PDF)
- Site do PIT
7 de Julho de 2008 às 15:35
Felipe Matos
O modelo de inovação aberta, no qual as empresas buscam idéias e tecnologias fora de seus muros, é sem dúvida alguma uma forte tendência internacional.
Ao permitir que as organizações utilizem talentos do mundo inteiro, esse modelo faz com que as empresas gerem (ou incorporem) inovações que dificilmente conseguiriam desenvolver sozinhas.
O livro que é considerado uma referência no assunto foi escrito em 2003 por Henry Chesbrough. Ainda que o livro tenha sido escrito há cinco anos, observamos que a imensa maioria das empresas brasileiras ainda engatinha quando o assunto é incorporar tecnologias desenvolvidas por terceiros.
Todos nós sabemos que as mudanças, especialmente as culturais, não ocorrem repentinamente. Com o Open Innovation não está sendo diferente. Mesmo que de forma relativamente lenta, podemos notar que nossas empresas estão se mexendo nessa direção. Um exemplo disso foi a conferência da ANPEI realizada recentemente em Belo Horizonte em que o tema foi muito discutido.
O assunto está tão quente que até eventos e palestras que tratam exclusivamente sobre ele estão sendo realizadas. Agora em junho haverá a palestra “Open Innovation e as Oportunidades de Empreendedorismo Tecnológico” na FGV-EASP (interessados devem entrar em contato pelo email camila.moraes @ fgv.br até o dia 04).
Também em junho teremos o “Open Innovation Seminar 2008“, evento que terá o Henry Chesbrough como palestrante.
Para aqueles que desejam se aprofundar um pouco mais no tema, sugiro a leitura desse texto. Na biblioteca do Simi também existem algumas boas apresentações sobre a Inovação Aberta.
2 de Junho de 2008 às 15:13
Bruno Brant
Aconteceu em Belo Horizonte, de 08 a 10 de Abril, o I Simpósio Internacional de Propriedade Intelectual e Inovação em Biotecnologia, realizado pela FAPEMIG, INPI, WIPO, e governos estadual e federal.
O evento abordou temas que vão desde as políticas públicas até as experiências empresariais e internacionais relacionadas à PI e à Biotecnologia. Confira no site do evento a programação.
Um destaque interessante no evento foi a palestra do Dr. Martin Raditsch, Deputy Managing Director do European Molecular Biology Laboratory (EMBL). O EMBL é uma grande rede de laboratórios que pesquisa de forma colaborativa vários tópicos em Biologia Molecular. São mais de 1.400 pessoas em mais de 60 países trabalhando no EMBL, que possui também uma rede de mais de 3.000 alunos em todo o mundo. Com essa rede de colaboração, o laboratório é o primeiro laboratório fora dos EUA no ranking ISI Science Indicator.
Além da pesquisa básica, o EMBL possui uma série de outras atividades que são muito importantes para a comunidade científica e para a sociedade em si. Vários treinamentos são oferecidos para diferentes públicos; há um corpo de estudantes de PhD com mais de 170 alunos; o laboratório criou uma empresa que faz a gestão da Propriedade Intelectual e da transferência das tecnologias para empresas interessadas em levá-las ao mercado; existe até um fundo de investimento próprio, que financia pesquisas e a criação de spin-offs.
Esse é um claro exemplo da importância da integração para a geração da inovação. Integração tanto entre os pesquisadores quanto entre as ICT’s e o mercado. Como estamos no Brasil em termos dessa integração?
A posição do autor não reflete, necessariamente, a posição do Instituto Inovação.
15 de Abril de 2008 às 15:05
Elimar
“A lot of people in engineering at Google would be in research at other companies - that’s where all the PhDs usually are. This makes it difficult for those researchers to take an idea the whole way through the development process: Technology transfer becomes a big problem. But research isn’t off in a corner here. It’s not an ivory-tower goal. Where does innovation happen at Google? It happens everywhere, because everybody does research.” Fast Company.
Em resumo, o trecho fala sobre como, no Google, os pesquisadores estão por toda a empresa: não somente no departamento de P&D. Isso facilita a transferência tecnológica, e a inovação, que ocorre por toda a empresa. A reportagem é enorme, mas muito boa. Fala sobre as 50 empresas mais inovadoras eleitas pela Fast Company, as chamadas Fast 50. Recomendo demais! Boa leitura.
A posição da autora não reflete, necessariamente, a opinião do Instituto Inovação.
25 de Março de 2008 às 16:05
Isabela
(Continuação…)
Propiedad intelectual
Todos los países visitados cuentan con políticas para la defensa de la propiedad intelectual, sin embargo algunos tienen mayor propensión a invertir en la protección de los conocimientos desarrollados, casos como el de Unicamp (Brazil), con más de 500 patentes anuales, contrastan con las 12 que tiene actualmente la Universidad de Buenos Aires. Colciencias, en Colombia co-financia la solicitud patentes de colombianos en otros países, sin embargo el volumen de solicitudes es aun bajo. Es importante anotar, sin embargo, que el verdadero indicador de innovación no esta en la cantidad de patentes solicitadas sino en el número de estas que ha sido licenciadas o desarrolladas en un spin off. No hay información al respecto.
Recurso humano
En este ítem, la diferencia es notoria entre Brasil y el resto de países de la región, solo EMBRAPA cuenta con 1200 doctores dentro de sus líneas de investigación, poco menos del 25% del total de doctores con que cuenta Colombia. Argentina ha hecho la tarea y solo el Conicet cuenta con más de 10.000 investigadores doctorados. Sin embargo la cantidad de doctores está en un gran porcentaje, vinculado a la universidad y centros de investigación públicos, el porcentaje que trabaja directamente en empresa privada es bajo.
El desarrollo de agentes que intermedien entre universidad, empresa y estado capaces de construir puentes entre mundos con objetivos, aparentemente muy diferentes, surge entonces como una “alternativa innovadora para abrir camino a la innovación”. No es una fórmula mágica ni una solución estándar a todas las economías, pero es sin duda un paso en el camino correcto.
En resumidas cuentas, el trabajo esta por hacerse, pero hay un buen punto de partida, según la Cámara de Comercio de Bogotá (Colombia), en el país una de cada 5 personas económicamente activas ha desarrollado alguna actividad de emprendimiento empresarial. Argentina, luego de consecutivas crisis políticas y económicas comienza a consolidar una economía fuerte basada en el conocimiento intentando regresar a los tiempos en que obtuvieron 3 premio nobel en ciencias. Brasil tiene casi una responsabilidad moral de llevar las riendas del desarrollo regional por el camino de la innovación; el mundo nos ha tomado ventaja pero la tortuga aun puede ganarle a la liebre.

Este artigo foi escrito pelo nosso colega colombiano Mauricio Reyes, que esteve conosco no mês passado em suas andanças pela América do Sul e acaba de regressar a sua terra natal. Hasta!
A posição do autor não reflete, necessariamente, a posição do Instituto Inovação.
14 de Março de 2008 às 09:40
Isabela
Decir que este es un estudio formal sería bastante pretencioso, e incluso irrespetuoso con aquellos que realmente han hecho la tarea; esta es más bien una reflexión juiciosa sobre lo visto en cuatro países de América Latina (Argentina, Colombia, Uruguay y Brasil) a lo largo de un mes de viaje y tras revisar documentos que hablan sobre su economía y modelos de innovación. Al final del artículo se incluye una tabla con algunas cifras, es importante señalar que, en cuanto a estadísticas, se pueden hallar algunos datos en relación con investigación (pesquisa,em português) y desarrollo (con un par de años de atraso), pero realmente poco sobre innovación, procesos de transferencia exitosos, patentes licenciadas, spin off… no son cifras “al alcance de la mano”.
¿Qué tan heterogénea es la región en términos de innovación? Si bien compartimos la misma problemática, cada país (de los visitados) ha afrontado el reto (desafio, em português) de forma diferente. En todos los casos la inversión (investimento, em português) en investigación y desarrollo por parte del gobierno es baja [en comparación con países más desarrollados] en relación con el PIB, y las herramientas jurídicas están en estados iniciales de desarrollo para convertirse verdaderamente en políticas de estado sobre innovación.
Apoyo gubernamental
Argentina, por ejemplo cuenta desde diciembre de 2007 con un Ministerio de Ciencia, Tecnología e Innovación productiva, Brasil, con un Ministerio de ciencia y tecnología que desarrolla a través de entes descentralizados actividades de innovación, mientras en Uruguay los organismos gubernamentales dedicados al tema son escasos y dependen del Ministerio de Educación y Cultura; en Colombia, entre tanto, el sistema depende del Departamento de Planeación Nacional. Esta primera diferencia tiene marcada relevancia en términos de inversión y direccionamiento estratégico y por ende en los resultados posteriores.
Vinculación con la empresa
La vinculación universidad-empresa-estado ha sido identificada de forma general como la fórmula para llevar a cabo innovaciones en el sector productivo, así Argentina cuenta por ley, con UVTs (Unidades de vinculación tecnológica) y UTT (Unidades de transferencia tecnológica) en todas las universidades, sin embargo (porém, em português) la falta de una política clara de apoyo al desarrollo de Spin off no ha permitido un desarrollo empresarial profundo a partir de la investigación. Colombia, de manera informal, ha desarrollado comités regionales en el mismo sentido, su funcionamiento y continuidad dependen únicamente del sentido innovador y emprendedor de sus participantes por lo cuál solo uno de los cinco existentes (comité Antioquia) cuenta con una gestión exitosa; es de resaltar, sin embargo que el Foro Económico Mundial (weforum.org) señala los esfuerzos de vinculación universidad-empresa en Colombia como una de las mejores en América Latina. En Brasil se cuenta con sitios del gobierno como redebrasil.gov.br; en todos los casos hay desarrollo de incubadoras y parques tecnológicos, sin embargo este no ha sido, en general un mecanismo suficiente para lograr la transferencia de tecnología.
Continua…
Este artigo foi escrito pelo nosso colega colombiano Mauricio Reyes, que esteve conosco no mês passado em suas andanças pela América do Sul e acaba de regressar a sua terra natal.
A posição do autor não reflete, necessariamente, a posição do Instituto Inovação.
13 de Março de 2008 às 15:20
Isabela
No dia 21 de fevereiro, a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) divulgou o ranking de registro de patentes. O Brasil até apresentou avanço (4 posições), e foi para a 24ª posição, tendo apresentado 384 registros de patentes internacionais. Mas Francis Gurry, vice-diretor da OMPI, declarou que, diante do tamanho da economia brasileira, poderia ter sido apresentado um número melhor. Mais: disse que os dados revelam que o Brasil ainda é um país voltado à exploração de matérias primas.
Os fatores responsáveis por este resultado são vários, e eu levaria dias comentando cada um deles. Escolhi apenas um, o sistema de registro de patentes. Como não sou especialista no assunto, apenas vou citar dois exemplos que nós fazem refletir sobre o assunto:
1. O Sistema de registro de patentes no Brasil é lento. Uma patente que está sendo analisada hoje, 26/02, pelos técnicos do INPI, foi requerida ainda em 2005.
Pergunto: uma inovação pode esperar tanto? Vale lembrar que há três anos, em meados de 2005 começaram a circular nas ruas do país os primeiros carros com a tecnologia Flex, e hoje eles representam mais de 90% das vendas. Em 2005 a tecnologia Flex levou o prêmio FINEP de inovação na categoria produto.
2. Só o iPhone, lançado pela Apple, empresa reconhecidamente inovadora, em janeiro de 2007, já gerou 200 patentes para a empresa. Nos EUA, o registro de uma patente é rápido, simples assim, rápido.
Citando esses exemplos, podemos concluir que temos muito o que aprender com o USPTO, órgão que exerce a mesma função do INPI nos Estados Unidos. Chega a ser um contrasenso um processo de registro de patentes, para proteger tecnologias, demorar tanto tempo. As tecnologias evoluem muito rápido; são rompidas por novas tecnologias muito rápido. Precisamos de um processo mais ágil. Será que podemos copiar os métodos de trabalho do USPTO?
A opinião / posição do autor não reflete necessariamente a opinião / posição do Instituto Inovação, e / ou da Ecovec.
26 de Fevereiro de 2008 às 16:08
Luis Felipe, Ecovec