Recentemente me perguntaram se pequenas empresas ou start-ups também inovam. Penso que estas empresas é a que mais inovam, inclusive se pensarmos nas interessantes maneiras que inovam em gestão. Para superar os desafios do início, o empreendedor é um inovador nato.
Não é necessário investir milhões de reais ou possuir um diferencial tecnológico complexo para ser inovador. Várias das inovações que conhecemos são simples e integram tecnologias ou plataformas já existentes. Quando olhamos os dados do IBGE, apesar de um pouco defasados, vemos que as pequenas empresas são as que mais inovam proporcionalmente ao seu bugdet. A taxa de inovação proporcional destas empresas supera os esforços das grandes.
As vezes, a flexibilidade de gestão que estas empresas possuem, principalmente no que tange ao seu processo decisório, permite um maior atrevimento (ou ousadia) no mercado. Quando possuem bons empreendedores tecnológicos em sua equipe, esta estrutura é bastante interessante para desenvolver soluções e explorar novas oportunidades. Inclusive, a tática de criar uma nova pequena empresa à partir de uma grande (spin-off empresarial) tem se mostrado uma boa estratégia para as grandes empresas.
No entanto, os empreendedores start-ups não devem se esquecer que um dos fatores críticos de sucesso de seus esforços reside na boa gestão de seu empreendimento. A tecnologia, por sí só, não resolve todos os problemas, afinal a inovação é um resultado – ou seja, precisamos gerar impacto na sociedade e capturar o seu valor.
Este texto foi escrito por Guilherme Pereira, consultor associado do Instituto Inovação, e postado originalmente aqui.
Tido como um caso interessante de inovação no posicionamento de mercado, o modelo low-cost para as companhias aéreas mostrou-se muito interessante não só em países em desenvolvimento. O modelo, no Brasil iconizado pela Gol Linhas Aéreas, mostrou grande aderência ao incluir as classes C e D como potenciais usuários da malha aérea. Contudo, as empresas aéreas já não navegam mais no oceano azul.
Nos últimos anos, analistas observam uma nova abordagem no modelo de negócios de algumas cias aéreas, como a Ryanair. Ela oferece passagens na europa a custos proporcionais a R$50,00 ou até menos. Como consegue isto? Através da complementação de sua receita por serviços não ligados diretamente à locomoção aérea do passageiro. Ela realiza seus vôos à partir de aeroportos secundários e fez parcerias com diversos estabelecimentos de serviços que servem estas localidades. Por exemplo: a Ryanair oferece vôos de Roma para uma cidade a 100km de Paris, e fez uma parceria com uma linha de ônibus que liga a cidade ao centro de Paris. Parte da receita da empresa de transporte terrestre nesta linha é revertida para a empresa áerea.
Além de parcerias como esta, que envolve também os serviços de alimentação nos aeroportos servidor, a receita extra tickets é obtida através de: propaganda a bordo, propaganda no website, parceria comissionada com locadoras de veículos e hotéis, alimentos e bebidas vendidas a bordo, cobrança por bagagens excedentes, seguros e check-in prioritário vendido com os tickets, produtos livres de imposto vendidos a bordo, raspadinhas vendidas a bordo, tarifas de uso de cartão de crédito, tarifas de alteração de tickets, cobrança de chamadas à central de atendimento, entre outros.
Se dependesse apenas das vendas das passagens, a empresa operaria no prejuízo. Empreendedores, perguntem-se: o que, além do meu produto, poderia oferecer ao cliente? Como agregar e capturar valor ao meu processo comercial? Existem oportunidades para a perenização da receita de sua empresa através de serviços complementares, tente fazer este exercício.
Este texto foi escrito por Guilherme Pereira, consultor associado do Instituto Inovação, e postado originalmente aqui.
Em sua 5ª edição, a Inovatec – Feira de Inovação Tecnológica — se consolida como um dos mais significativos eventos voltados à inovação tecnológica e social do país. Com o tema “Integração para a Inovação – Empresas, ICTs e Governos” o Expominas vai abrigar, durante os dias 6 a 9 de outubro de 2009, programas, oficinas e divulgar mecanismos e instrumentos para fomentar e induzir a inovação e o empreendedorismo, além de apresentar vários cases de inovação em produtos e processos.
Nesta edição, a feira traz o conceito colaborativo da Web 2.0 na sua concepção. Por meio do blog da Inovatec (inovatec2009.simi.org.br), pesquisadores, instituições de ensino e pesquisa, empresas, estudantes e interessados vão sugerir palestras e cursos, participando da composição do evento. Segundo o coordenador técnico, Heber Neves, a dinâmica do evento vai criar ambientes para setores econômicos específicos – Biotecnologia, Automotivo, Nanotecnologia, Eletroeletrônico, Software, Leite, Café, Design, Meio Ambiente, Metalúrgico, Energia e outros. “Desta forma, estaremos aproximando os ‘atores de inovação’ - Empresas, ICT e Governos - de um mesmo setor tecnológico”, afirma.
França no Brasil
Baseado no conceito de inovação aberta, o evento, que em 2008 atraiu mais de 10 mil pessoas ao Expominas, evidencia os benefícios e a necessidade de interação entre empresas, universidades e centros de pesquisa para otimizar processos e fortalecer o sistema de inovação. Pela segunda vez consecutiva, a Inovatec traz um país convidado. Em 2008, a Itália participou do evento. Neste ano é a vez da França, coincidindo com o calendário de comemorações do Ano da França no Brasil.
Além da exposição, na qual empresas francesas irão expor suas inovações tecnológicas, bem como produtos e serviços, a 5ª Inovatec contará também com um ambiente de intercâmbio. Pesquisadores, empresários e investidores de ambos os países discutirão em uma conferência, a transferência tecnológica, parcerias, casos de sucesso, oportunidades, desafios e os modelos de gestão de cada país.
A Semana Franco-Brasileira de Ensino Superior será realizada durante a Inovatec pela Agência Campus France e pelo Centro Franco-Brasileiro de Documentação Técnica e Científica (CENDOTEC), com o apoio da Embaixada da França. O objetivo é viabilizar o diálogo entre instituições de ensino superior francesas e brasileiras além de favorecer a mobilidade acadêmica franco-brasileira.
Leite e Derivados
Também na programação, o Congresso Franco Brasileiro do Leite e Derivados vai promover a interação entre produtores de queijos artesanais, empresários do setor de laticínios, de insumos e demais agentes envolvidos com cadeia do leite. Engenheiros, técnicos, professores, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação, que atuam na região do Pólo de Excelência do Leite, vão ter a oportunidade de interagir durante o evento.
A Inovatec é promovida pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes). Conta com o apoio e a participação da Embaixada da França, Fapemig, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), SEBRAE MG e FIEMG. A Feira é voltada para estudantes, pesquisadores, instituições de P&D, instituições de fomento, órgãos de governos municipal, estadual e federal e empresas nacionais e estrangeiras.
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais, Alberto Duque Portugal, a Inovatec é um importante ambiente para a inovação se mostrar. “Na economia do conhecimento, o governo do Estado está apoiando a feira, e mais do que isso, trabalhando uma série de programas, projetos e ações que visam à liderança de Minas na inovação”, ressalta Portugal.
Para mais informações acesse: inovatec2009.simi.org.br
Evento: 5ª Inovatec – Feira de Inovação Tecnológica Data: 6 a 9 de outubro, de 2009 Horário: 14 às 21 horas Local: Expominas, Minas Gerais, Brasil. Informações para a imprensa: (31) 3247 2018
Existem muitos conhecimentos nas empresas, ou melhor, na cabeça das pessoas das empresas que, apesar do potencial de ganho de produtividade e de inovações que eles trazem consigo, permanecem apenas na cabeça das pessoas. A estorinha abaixo, retirada e adaptada do excelente blog Conversation Matters, ilustra isso muito bem:
Chris Argyris, um famoso Professor em Comportamento Organizacional de Harvard, foi convidado para uma “celebração de melhoria de qualidade” em uma grande empresa. Durante a noite os times de melhoria que haviam sido bem-sucedidos vieram um-a-um contar sobre a economia que haviam conseguido com seus projetos. As economias eram inegavelmente consideráveis e justificavam a celebração.
Quando todos os times haviam sido aplaudidos o Presidente da empresa pediu a Argyris que comentasse sobre o que acabara de ouvir. Argyris que era conhecido por nunca deixar de dizer a verdade sobre o que pensava, em consideração à natureza de celebração do evento, sugeriu ao presidente que talvez fosse melhor se ele não comentasse nada. Contudo o Presidente foi insistente pois estava confiante do excelente trabalho que seu time havia feito. O professor então concordou.
Argyris iniciou seu comentário perguntando a cada um dos times há quanto tempo sabiam como resolver o problema que eles haviam acabado de falar a respeito. As respostas variaram entre um a cinco anos. Argyris fez a mesma pergunta ao Presidente e aos “Gerentes Sêniors”. Eles responderem que ficaram sabendo da existência do problema quando os times foram formados seis meses atrás.
Argyris então perguntou a todo o grupo o que estava ocorrendo naquela organização. Problemas os quais os trabalhadores sabiam como resolver, e que salvariam à empresa milhões de dólares, eram desconhecidos da alta gestão. E mais: os problemas permaneceram sem ser resolvidos por anos!
O professor então concluiu que essa organização tinha um problema muito mais crítico do que qualquer outro que haviam acabado de solucionar. Esse problema era “algo” que evitava que os empregados levantassem problemas e levassem soluções à gestão.
O artigo do qual tirei essa estória tenta responder às perguntas que o relato nos suscita: “Por que isso acontece?” “Por que os colaboradores permanecem em silêncio diante dos problemas?”
Eu tenho minhas pistas e o artigo também traz muitos insights, mas, inspirado pelo nome do blog do qual eu tirei essa estória, eu quero saber de você. Na sua visão por que isso ocorre? Na(s) organização(es) que você faz parte isso também acontece?
Não deixe de ler o artigo na íntegra e de expressar sua opinião nos comentários!!!
Uma inovação só é inovação quando chega ao mercado. Para que um produto seja viável e chegue ao mercado é preciso que ele de alguma forma tenha valor para seus compradores e seu preço seja compatível com esse valor.
A Imagem ao lado é de um software que foi desenvolvido para o iPhone e permite que seus usuários escrevam emails e ao mesmo tempo vejam o que está acontecendo à sua frente, evitando, assim, acidentes. Sem dúvidas é uma interessante inovação. Você compraria? E se eu disser que custa U$0,99?
Isso só é possível devido à iTunes App Store, loja virtual da Apple que permite que desenvolvedores do mundo todo tenham acesso a um mercado gigantesco de consumidores (já foram vendidos 21Milhões de iPhones e 19Milhões de iPods touch) sem esforço. Se eu fosse um programador pode ter certeza que eu estaria pensando sem parar num aplicativo pro iPhone/iPod Touch.
Não sei quantos % do preço de venda do aplicativo ficam com a Apple, mas, sem dúvidas ainda é um negócio lucrativo. Imagine que 70% do valor vá para quem desenvolveu e você é o sortudo que criou um joguinho que é um sucesso, como o Flight Control que bateu o recorde de vendas e chegou na marca dos 700.000 downloads….
Mais uma vez parabéns para a Apple que saiu na frente com esse modelo e permite que programadores possam vender softwares a menos de dólar e que seus consumidores tenham acesso a diversos aplicativos a um preço acessível.
1. Enumere alguns bons livros sobre inovação (em português).
2. Compre alguns exemplares de cada um.
3. Distribua para os funcionários do comitê de inovação da empresa.
Este foi nosso desafio, dentro do escopo de um projeto que estamos desenvolvendo para uma grande empresa.
Adivinha qual foi a tarefa mais difícil?
Não, não foi enumerar bons livros de inovação e obviamente não foi distribuir os livros. Surpreendentemente, a tarefa quase impossível é encontrar os bons livros sobre inovação nas livrarias (reais ou virtuais) do Brasil.
Compartilhando nossa indicações, os livros que selecionamos foram:
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Inovação: Prioridade Nº 1
Estratégia do Oceano Azul
Gestão da Inovação
Wikinomics
Crescimento pela Inovação
Open Innovation
O Dilema da Inovação
O Futuro da Inovação
Cartas a um Jovem Empreendedor
Bem, tivemos que fazer a compra em 5 livrarias para abarcar os livros e dois deles não conseguimos encontrar: Open Innovation (pasmém, não existe a versão em português) e O Dilema da Inovação.
Será que a demanda em relação a livros de Inovação é tão pequena que a oferta não se estabeleceu?
Ou será que livros sobre Inovação vende tanto que o estoque anda em baixa?
Mais um dilema da Inovação!
4 comentários24 de Abril de 2009 às 12:40Leonardo Lage
Como podemos gerar inovações se nossas crianças e jovens não tiverem interesse em buscar soluções para problemas? O processo de inovação é uma busca incansável por problemas e suas soluções.
Há alguns dias postei aqui o vídeo de uma palestra do Luli Radfahrer sobre inovação. O cara é, definitivamente, fera! Semana passada ele falou sobre sua visão da educação e de como as tecnologias podem e vão impactar os processos de aprendizagem. Para nossa sorte o evento foi gravado e mais uma vez temos um excelente vídeo cheio de reflexões interessantes.
Para os construtivistas e críticos ao modelo tradicional de educação pode não haver muita novidade, afinal, a mensagem principal da palestra é que a função do professor/educador não é passar informação e sim despertar a vontade de aprender, é de criar “curadores”.
Algumas reflexões presentes no vídeo:
A Internet não fala para o pobre;
A escola é uma rede social: a criança não vai na escola pra aprender e sim para encontrar os amigos;
O professor deve ser um guia e não um adestrador;
O verdadeiro líder tem a capacidade de despertar a curiosidade, a criatividade;
A atual crise financeira é uma crise de idéias, é o colapso de um modelo baseado num ambiente de escassez de informação;
A empresa de hoje é a repartição pública de ontem;
Qualquer informação que você busca deve marcar o início de um diálogo;
Os orientais não estão prontos para serem inovadores como nós, brasileiros, estamos;
Sei que parecem idéias soltas, mas ele as amarra muito bem. Meu intuito foi mais tentar aguçar o interesse de assistir o vídeo…bom apetite!
3 comentários3 de Dezembro de 2008 às 15:32Bruno Brant
A “destruição criativa” de Schumpeter detecta a tendência de definhamento das empresas de tecnologia antiquada em favor das inovadoras. A necessidade de inovar, entretanto, depende da característica do produto ofertado e da natureza do mercado que a empresa se insere. Empresas de tecnologia da informação e biotecnologia têm necessidade de inovar o tempo inteiro em um mercado onde o estado da arte é volátil e as pequenas possuem grande parte do market-share. Setores oligopolizados de carros e eletrodomésticos apresentam inovações incrementais na maioria das vezes e poucos ápices disruptivos. O setor têxtil acaba investindo mais em design para a diferenciação do produto do que propriamente na tecnologia de produção, amplamente difundida. Há casos, ainda, em que a empresa não precisa inovar. De um modo geral, o que se conclui é que não há um esforço padrão de investimento em inovação para todos os ramos de atividade. Como o tema deste post é o desincentivo mercadológico à inovação, foquemo-nos no último caso, a partir de empresários que empregam tecnologia de produção aquém da dominante.
Em um mercado competitivo, a empresa sobreviveria apenas se ofertasse bens às camadas inferiores da distribuição de renda, que mantêm a demanda pelo bem inferior. A livre competição nos mercados faz também com que a tecnologia empregada na produção do bem já tenha se banalizado, ou seja, já é adquirida pelo nosso empresário ao preço de mercado “justo”. Mesmo com a possibilidade de compra da tecnologia ao menor preço possível, ela não permite que o ganho de qualidade do produto deixe de se converter em preço mais alto. Em outras palavras, a nova tecnologia não força a empresa a se modernizar, pois acarretaria em perda do seu mercado de nível inferior.
O desincentivo à modernização também se justifica pela existência de demanda por bens artesanais. Neste caso, o consumidor paga pela exlusividade ou detalhes artísticos.
Outra hipótese é a de que a empresa funcione em monopólio. As atividades econômicas que possuem custo fixo muito alto e custo marginal muito baixo são geralmente monopólios naturais, ou seja, monopólios que existem mesmo em caso de bom funcionamento do mercado. O caso da fornecedora de energia elétrica é clássico na literatura que trata do tema. Ela incorre em custos fixos altíssimos de geração de energia e construção de redes abrangentes; feito isto, o custo de transmitir uma unidade de energia é mínimo. Para que seja proveitoso o funcionamento da empresa, lhe é necessário economias provindas da escala de operação. Minimizando o “economês”, isso significa que ela tem que ser muito grande. Logo, tende-se ao monopólio. Sem concorrentes e com barreiras de custo fixo fortíssimas à entrada de novas operadoras no mercado não é necessário se diferenciar.
Mas isso tem solução?
Como são falhas de mercado, os monopólios tendem a ser regulados. Ao regular, as agências definem as dimensões pelas quais se oferta, ou seja, definem o preço que poderá ser cobrado, bem como abrangência, produtividade e qualidade dos serviços prestados. Ganhos de produtividade e qualidade envolvem na maioria das vezes necessidade de inovar. Nesta perspectiva, cabe ao regulador estimular a inovação com vistas aos ganhos de produtividade e qualidade em detrimento da cobrança de preços inferiores se julgar ser mais necessária à sociedade qualidade do que preço baixo.
No caso da falha de mercado ser coberta por uma estatal, fica a cargo do governo definir as metas de qualidade, produtividade, etc. Uma vez impostas, haverá necessidade de inovar.
2 comentários24 de Setembro de 2008 às 17:23Gustavo Saddi
Procurar vida em outros planetas é só uma das missões da Nasa. Para sobreviver, a agência tenta se tornar uma máquina de inovações para as empresas americanas.
Durante boa parte de seus 50 anos de existência, a Nasa, agência espacial americana, foi um dos símbolos do poderio de um país. Seus laboratórios impressionantes e sua equipe de cientistas transformaram delírios — como a chegada do homem à Lua e a exploração de Marte — em realidade. Em parte, graças à Nasa os Estados Unidos ganharam a corrida espacial e a batalha de imagem que cercou os anos da Guerra Fria. Mas o socialismo caiu com o Muro de Berlim, e a conquista do espaço perdeu muito de seu charme. E, para sobreviver e garantir recursos, a Nasa teve de encontrar um novo caminho. Nos últimos anos, sua formidável máquina de inovação vem sendo colocada a serviço do desenvolvimento de idéias que possam mudar o dia-a-dia de pessoas comuns, que jamais sairão da Terra. Assim como boa parte das universidades americanas, a Nasa tornou-se uma extensão das áreas de pesquisa e desenvolvimento de grandes empresas. Nos gloriosos tempos da Guerra Fria, quando andar à frente dos russos era a obsessão da Casa Branca, o orçamento anual da Nasa era de 25 bilhões de dólares. Hoje, a verba repassada é 30% menor e as críticas ao apoio governamental são cada vez maiores.“A tendência é que, no futuro, uma parte considerável do dinheiro da Nasa venha da iniciativa privada”, afirma Michael Kearney, presidente da SpaceHab, consultoria dos Estados Unidos especializada na indústria tecnológica.
Ao mesmo tempo que procura vestígios de vida em Marte e vasculha o universo em busca de planetas que um dia possam servir de novos lares para a humanidade, a Nasa prospecta hoje novos negócios em campos que vão do turismo espacial à indústria farmacêutica. Até a década de 70, a Nasa possuía cerca de 30 parcerias com empresas. Hoje, são quase 400, que incluem nomes como Google, Ford e Goodyear. Caso prosperem algumas das inovações que estão sendo desenvolvidas, os carros de passeio ganharão, no futuro, equipamentos como pneus da Goodyear à prova de furos. E sistemas capazes de diagnosticar problemas elétricos nos modelos montados pela Ford.
Este texto é parte da reportagem da revista Exame de 07/08/08.
O texto completo pode ser acessado pelo link a seguir: Revista Exame
ATENÇÃO: Informes urgentes para o turista hipocondríaco:
- Cuidado com a meningite em Nova York.
- Gripe aviária ataca o Egito.
- Estudantes de Sydney ameaçados pela malária.
- Dengue, diarréia, febre tifóide, leptospirose, tétano e tuberculose nas Filipinas.
- E pra que tiver coragem de ir para o Iraque, tem que tomar cuidado não só com os homens bombas, mas também com a raiva canina.
Estas informações estão todas condensadas no HealthMap, um site que quer ser o mapa global de alerta para as doenças e epidemias.
O sistema do site é sem dúvida inovador. Várias fontes de notícias são agregadas: notícias que saem na imprensa sobre o aparecimento de doenças, fontes oficiais, como a OMS, ou para-oficiais, como ONG’s que monitoram o aparecimento de epidemias. Tudo isto é analisado e plotado numa ferramenta Google Maps.
O usuário pode ser desde um turista hipocondríaco, até mesmo um pesquisador que quer estudar o comportamento de determinada doença.
O fato de contar com fontes oficiais e não-oficias (porém confiáveis) faz com que o HealthMap sirva também como uma fonte do aparecimento de doenças em países onde o governo esconde tal fato, preocupado com o impacto no turismo ou na popularidade do governante.
Além disso tudo, o site ainda pode servir de alerta para as autoridade públicas sobre o aparecimento de doenças em países ou regiões próximas.
E da próxima vez que for ao Brasil, muito cuidado com a dengue, hantavívus, infecção hospitalar e febre amarela… Ops… estou no Brasil… Socorro!!!