Publicações arquivadas sob Pesquisa e Desenvolvimento

Tirando boas idéas das cacholas alheias

brainstorming - brainstorming

Sessões de brainstorming são uma excelente alternativa quando se busca soluções para problemas complexos. Elas permitem que pessoas com visões e “bagagens” diferentes contribuam com idéias até então não cogitadas e tendem a ser uma excelente forma de se gerar inovações.

Esse tipo de reunião é tão importante que hoje faz parte do cotidiano de muitas empresas. E é justamente por isso que elas podem se tornar enfadonhas e acabar matando o espírito criativo. O pessoal do BQF Innovation postou uma lista de sugestões de alternativas ao brainstoming tradicional que podem tornar a “sessão” bem mais divertida e ainda assim gerar os resultados desejados.

Vale lembrar que em todos os casos devem ser seguidas as regrinhas básicas de um bom brainstorming como: a existência de um bom facilitador, nada de criticismo (idéias aparentemente idiotas podem servir de base para excelentes idéias!), diversidade pessoas e pensamentos, etc.

A lista de sugestões de eventos que podem ser organizados é a seguinte:

  1. Um almoço brainstorming com pizza e drinks
  2. Uma disputa de times na qual as equipes postam suas idéias numa parte da Intranet e todos podem votar em suas idéias favoritas
  3. Um reality show no qual as pessoas votam na piores idéias e o número de participantes vai diminuindo até chegar a um vencedor
  4. Uma festa em que as pessoas têm que contribuir com idéias para ganharem bebidas e petiscos
  5. Um “evento de idéias” no qual você traz pessoas de fora para enriquecerem as discussões. Podem ser clientes, fornecedores, estudantes…
  6. Um evento fora do escritório. Pode ser um zoológico, galeria de arte, ou qualquer outro local. Só não vale que seja um hotel, eles são muito sérios!

Não se esqueça de anunciar junto com o evento qual será o critério para seleção das melhores idéias, a premiação e o prazo para envio das mesmas (quando for o caso).

Provavelmente no final dessa bagunça toda você terá ótimas idéias, um time mais unido e motivado e bons momentos de diversão.

5 comentários 29 de Maio de 2009 às 16:53 Bruno Brant

5 Anos de Lei de Inovação no Brasil

birthday cake 1 - birthday cake 1
Pessoal, vamos comemorar os cinco anos da Lei de Inovação, a Lei 10.973 de dezembro de 2004!

A Lei representou a regulamentação das relações entre universidades e empresas, na premissa de que as empresas invistam em inovação, criando soluções não paliativas, destinando novos rumos e novas diretrizes à sociedade brasileira.

Nesse sentido, o artigo publicado no Jornal da Unicamp, n 429, em maio de 2009, traz um balanço dos cinco anos de inovação, bem como seus resultados alcançados e dos gargalos a serem solucionados, além das perspectivas que a Lei pode oferecer para as indústrias e para a sociedade como um todo.

O artigo é dinâmico, pois se trata de um debate de três especialistas sobre o tema. Um deles é Paulo Mól, gerente de estudos e da política industrial da CNI; o outro é Reinaldo Dias Ferraz de Souza que é coordenador geral de Serviços Tecnológicos da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério de Ciência e Tecnologia; e por fim, o professor Carlos Américo Pacheco que é professor do Instituto de Economia da Unicamp. Este último, por coincidência foi meu professor de Ciência Política, onde aprendi um pouco sobre O Capital, obra de Karl Marx, que para alguns economistas representa um ponto singular na história do pensamento econômico, como o que melhor soube descrever o processo que chamamos de capitalismo, e para outros, um autor que foi importante em determinado período da história, mas que já não se deve dar tanto “valor de uso” à sua homérica obra.

Bom, deixemo-nos os economistas de lado, para referenciar o debate ocorrido no III Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia, realizado no final de abril, na Unicamp, a final não é sempre que estamos falando de inovação, não é verdade?

Os dados trazidos pelo MCT/Finep em 2008, foram positivos na avaliação do professor e do representante do Governo, mas com um gostinho de que poderia ser melhor para o representante da indústria. Porém, os três concordam que existem gargalos que devem ser solucionados e que as perspectivas são mais positivas para os próximos anos, sobretudo se houver melhorias na Lei e nas ações de impacto geral por parte do Governo. Outro ponto discutido foi a dificuldade que há para unir a produção científica que ocorre nas universidades e a absorção dessa produção pelo mercado, dificuldade identificada pelo Instituto Inovação de forma pioneira.

Dadas as premissas, acessem o link do Jornal da Unicamp, vale a pena conferir e refletir, a final desejamos vida longa à Lei da Inovação!

3 comentários às 13:55 Fernando Ohashi

Nem só de patente vive a propriedade intelectual

Framework Gestão de Ativos Intelectuais

“Dentre os mecanismos de apropriação do conhecimento, a proteção de uma invenção por meio de patentes soa como a forma mais eficaz. Uma idéia patenteada tem garantia legal de que terceiros não farão uso de suas aplicações sem consentimento do seu proprietário. Mas será que proteger uma idéia e excluir seu uso por terceiros é de fato a única forma de capturar seu valor?”

Marcelo Mattioli e Eduardo Toma fizeram esta pergunta no artigo Proteção, Apropriação e Gestão de Ativos Intelectuais, publicado hoje no Radar do Inovação.

Eles nos contam que nem só de patente vive a PI. Comentam do conhecimento tácito, que muitas vezes vale mais que o explícito, segredo industrial e até de situações em que a geração de valor está no compartilhamento do conhecimento, e não na sua proteção, como na cadeia de sistemas open source. Outro exemplo é o das estratégias de time-to-market acelerado, em que é mais importante estar continuamente na frente dos concorrentes, que proteger o conhecimento, nos casos em que o ciclo de vida dos produtos é muito curto.

Mas a contribuição mais importante do artigo, na minha opinião, está na proposta de um modelo para gestão de ativos tecnológicos (a figura do framework é bem marcante, tem a forma de hexágono). Eles chegarem nesta forma após intenso estudo da área e entrevistas com gestores de PI de grandes empresas nacionais e multinacionais.

A mensagem, no fim das contas, é que muito mais importante que patentes ou qualquer outra forma de apropriação do conhecimento é a inteligência na forma de geri-los que faz toda a diferença. Vale a leitura!

Clique aqui para baixar o artigo (PDF, 15 págs.)

1 comentário 20 de Abril de 2009 às 20:25 Felipe Matos

Obama precisa de um Ministro da Inovação?

Barack Obama - Progress
Assim como as grandes empresas deviam ter um Gerente de Inovação que possui uma visão global da organização, seus recursos e problemas, um país também devia ter tal cargo. Isso se faz necessário especialmente nos momentos de crise, quando algumas empresas tendem a diminuir seus investimentos em P&D e fugir de riscos.

Essa é a idéia defendida por Thomas Kuczmarski em seu artigo intitulado “Obama Needs a Secretary of Innovation” (link) que foi publicado na BusinessWeek.

Esse ministro da inovação teria duas funções principais:

  • Liderar um processo sistemático de inovação nacional;
  • Criar e manter uma mentalidade de inovação, que a estimule no setor privado.

Vale lembrar que é importante que esse não seja apenas mais um cargo burocrático. Esse ministro teria de exercer um papel determinante: coordenar esforços interdepartamentais a fim de gerar inovações sistematicamente e ajudar, assim, que a nação alcance seus objetivos estratégicos.

Você concorda? Ou esse seria só mais um cargo de nome bonito pegando carona na grande febre que a palavra inovação se tornou? Os ministérios de Ciência e Tecnologia já assumem (ou deviam assumir) esse papel? Deixe sua opinião nos comentários…

4 comentários 18 de Fevereiro de 2009 às 19:04 Bruno Brant

Inovatec 2008

Inovatec - Logo Inovatec

Palestras gratuitas e de qualidade são sempre bem-vindas, especialmente quando elas são sobre um assunto interessante. Na semana que vem (29/9 a 2/10) ocorrerá em Belo Horizonte a Inovatec: feira de ciência, tecnologia e inovação.

O evento contará com estandes das principais universidades mineiras, de empresas inovadoras, de agências de fomento e outras instituições que de alguma forma se relacionam com inovação. Além disso haverão diversas palestras, painéis e workshops interessantes, dentre as quais eu achei mais interessante:

  • Gestão do Conhecimento no processo de Inovação Tecnológica
  • Heitor Pereira (SBGC); Itaipu; Petrobrás e FIAT Automóveis

  • Abertura Oficial: Wikinomics - Como a colaboração em massa pode mudar seu negócio (paga)
  • Anthony D. Williams (co-autor do livro Wikinomics)

  • Atração e Retenção de Centros de P&D
  • Peter Oliveira (INM, Alemanha), Sérgio Queiroz (UNICAMP). Ainda não está na programação, mas participaremos desse painel, representados pela Janayna

  • Criatividade, Inovação e Trabalho (paga)
  • Domenico De Masi (Sociólogo, Itália)

    Na verdade são tantas atividades interessantes (e algumas ocorrendo no mesmo horário) que é até difícil escolher.

    Sobre as duas palestras que são pagas, acredito que valham o investimento. Já li o Wikinomics e gostei muito. O Domenico também é muito bom, o único perigo é você não querer trabalhar mais de quatro horas por dia depois que assistir.

    Eu vou. A programação e a inscrição estão disponíveis aqui.

    1 comentário 25 de Setembro de 2008 às 17:41 Bruno Brant

    Brasil no mapa mundial do Open Innovation

    Saiu mais uma newsletter do Radar do Inovação, o centro de conhecimento do Instituto Inovação.

    Nesta edição:

    img noticia open 1 - img noticia open 1
    Instituto Inovação realiza alianças internacionais com InnoCentive e Ninesigma e insere Brasil no mapa mundial do Open Innovation

    Métodos de Valoração de Tecnologias

    A Política de Desenvolvimento Produtivo do Governo Federal e a macrometa de aumentar o investimento privado em P&D

    Internacional: Colômbia utiliza metodologias do Instituto Inovação para avaliar potencial de tecnologias

    Quem quiser receber sempre, é só registrar.

    Adicionar comentário 5 de Setembro de 2008 às 17:27 Isabela

    Tendências que inspiram

    Uma boa dica para aqueles que trabalham com o desenvolvimento de novos produtos ou serviços é o site Trendwatching. Anualmente eles publicam um “Trend Report”, um completíssimo e inspirador relatório. Na lista das empresas que compram regularmente esse relatório estão: Google, Natura, Lego, Apple, Rede Globo e Disney.

    Além desse relatório anual, que é pago, eles publicam mensalmente um briefing muito interessante com diversas tendências de consumo. O título do briefing desse mês é:

    OFF = ON

    pixelsofa - Sofá de Pixels

    De um grosso modo podemos dizer que eles apontam a tendência de que o mundo offline se espelhe cada vez mais no mundo online, desde o desenvolvimento de produtos até a relação com consumidores.

    O briefing do mês passado, chamado “Innovation Avalanche” também é muito bom e merece uma visita.

    1 comentário 2 de Setembro de 2008 às 15:06 Bruno Brant

    Overdose de Inovação (ou como criar um Produto Sexy)

    Além do excesso de mensagens, excesso de informação e excesso de produtos, vivemos num momento de excesso de inovações. Essa é a opinião de Luli Radfahrer, Ph.D em comunicação digital pela ECA-USP.

    Em palestra ministrada recentemente, o professor faz uma análise muito divertida dessa sobrecarga que vivemos, nos mostra sua visão do que seria a criatividade, dos tipos de “criativos” que percebe e define muito bem a inovação.

    Depois dessa introdução e contextualização, Luli apresenta com a propriedade de um inovador o processo de inovação, iniciando pelos obstáculos, passando pela formatação da idéia e chegando no “produto sexy”.

    O vídeo traz vários insights interessantes e sem dúvidas vale o tempo despendido.

    Para assistir o vídeo em tela cheia basta clicar no ícone da direita (depois de dar play no vídeo). Caso você tenha gostado muito da palestra e queira ver os slides, eles estão disponíveis aqui.

    Via: Meiobit

    4 comentários 27 de Agosto de 2008 às 13:07 Bruno Brant

    Conecta evidencia evolução no cenário de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil

    Conecta 2008

    Quarta-feira, 25 de junho, foi realizada a segunda edição do Conecta, evento promovido pelo PIT, o Programa de Investigação Tecnológica da UNESP, Unicamp, USP, IPEN e IPT, gerido pelo Instituto Inovação.

    É fácil fazer um paralelo entre as edições (2007 e 2008) do Conecta e a evolução do sistema de ciência, tecnologia e inovação brasileiro, especialmente nas universidades.

    Antes da primeira edição, falava-se muito que era preciso estabelecer essa conexão entre universidade e empresa. Havia um discurso da necessidade, mas muito pouco se falava sobre o “como fazer”.

    O primeiro Conecta trouxe de forma pioneira, em 2007, os resultados iniciais do PIT. Um programa que usa a metodologia da Diligência da Inovação para investigar o potencial inovativo de tecnologias desenvolvidas pelas universidades. Saímos do discurso do “é preciso fazer a conexão” para a proposição de um caminho prático. E isso faz toda a diferença.

    Em 2008, o tema Comercialização e Valoração de Tecnologia mostra que avançamos ainda mais. Não estamos mais falando que é preciso conectar ciência e mercado, nem propondo um caminho. Estamos agora tratando de pontos específicos do processo de transferência de tecnologias, que já está consolidado quanto à necessidade, e ao mérito.

    Seria muito difícil falarmos, anos atrás, em como definir o valor de uma tecnologia, ou em mecanismos de comercialização. Essa maturidade marca o início da expansão e consolidação dessas práticas.

    Como pano de fundo dessa evolução está o bom trabalho do governo, ao criar a Lei de Inovação e ampliar os estímulos a esse processo. Mais recursos de fomento, mais capital de risco… O trabalho dos Nit’s - Núcleos de Inovação Tecnológica - das universidades, agora inseridos nesse contexto da comercialização também faz muita diferença. Tudo isso associado ao bom momento econômico, gera um interessante e empolgante aquecimento desse segmento.

    A ponte foi construída, agora precisamos pavimentá-la e promover cada vez mais fluxo sobre ela.

    Alguns links interessantes:

    - Site do Conecta
    - Revista Conecta (PDF)
    - Site do PIT

    1 comentário 7 de Julho de 2008 às 15:35 Felipe Matos

    Como construir uma nação inovadora

    Innovation Nation - Capa do estudo Innovation Nation
    Em março de 2008, o Governo britânico lançou o “Innovation Nation”, um relatório com recomendações e planos de ação para aumentar a competitividade e produtividade utilizando-se de ações e estratégias relacionadas à inovação. A temática central e a conotação dada é a de fomentar e desprender os “talentos” daquele povo, levando a Inglaterra à uma posição de liderança mundial novamente.


    “We aim to build an Innovation Nation in which innovation thrives at all levels – individuals, communities and regions”

    Analisando o relatório, vemos diversas ações e planos que devem ser desenvolvidos pelo Governo Britânico para dar melhores condições para o desenvolvimento dos três pilares-alvo do estudo. Essas atividades estão distribuídas ao longo de sete eixos de desenvolvimento, que suportam a construção que o “Department for Innovation, Universities and Skills” (DIUS) visualizou para o país, sendo elas:

    1. Demandar inovações: a demanda encoraja os inovadores a atingir novos e mais avançados desejos. Uma das ações interessantes nesta linha é o intercâmbio entre setor privado e academia, onde um expert do setor privado será o mentor de uma equipe acadêmica pró-inovação. Além disso, um conselho misto (público e privado) fará análise regulatória para verificar onde o marco poderá ser melhorado.

    2. Suporte a inovação em negócios: a iniciativa privada é o motor da inovação, e o Governo deve atuar de forma estratégica fomentando oportunidades onde a iniciativa privada pode gerar inovação e prover suporte direto onde o mercado falha. Uma ação de destaque é a criação do “Voucher da Inovação”, que somará £3 milhões até 2011, fomentando a colaboração entre PMEs e a academia. Além disso, outra ação interessante é o auxílio que o Governo promete em relação à re-educação das empresas sobre como reportar seus ativos intangíveis como forma de obterem investimentos futuros.

    3. Uma base de pesquisa inovativa forte: como parte integrante do ecossistema da inovação, grandes, médias e pequenas empresas, assim como os demais usuários, devem interagir e desenvolver a criação de novas idéias. Ações como a criação de sistemas de auxílio à confecção de contratos de sigilo e cooperação entre instituições e de como a Propriedade Intelectual deve ser gerida fazem parte deste eixo estratégico. Neste ponto, o DIUS relata a criação do “Innovation Index” para meados de 2010.

    4. Inovação internacional: a inovação não pode ser enxergada como regional, uma vez que a mobilidade e os recursos são cada vez mais globais. São esperadas diversas reuniões entre as partes interessadas e ações de aconselhamento do Governo.

    5. Pessoas inovativas: o relatório acredita que a maioria das novas idéias não vem como ‘insights’, mas sim da forma como as pessoas criam, combinam e compartilhas suas idéias. Nesse sentido, o DIUS pretende rodar programas piloto para especialização em inovação.

    6. Inovação nos serviços públicos: os serviços públicos (como educação, saúde, transporte, etc.) devem ser eficientes para que o processo inovativo não se prejudique. O tempo “público” deve acompanhar os processos privados, e para tanto o DIUS se compromete a interagir e orientar os profissionais públicos em relação à importância do tema.

    7. “Lugares” inovativos: apesar da globalização das comunicações, a inovação tende a ocorrer em clusters específicos. Aproveitando a interações por proximidade, a idéia é trazer para o mesmo lugar o venture capital, universidades, empresas e governo, alinhando esforços e desenvolvendo soluções para desafios locais e regionais.

    Esse é um pequeno relato das ações planejadas para os próximos anos. Contudo, até onde isto ficará apenas no falatório? Como foi muito bem dito por Susan Robertson em um post, a resposta a essa pergunta é realmente difícil. Diversas ações são ainda muito subjetivas e dificilmente terão uma reação no curto ou médio prazo. De qualquer forma, valeu o tremendo esforço interdisciplinar que o DIUS teve para elaborar este relatório.

    Ações como o próprio “Voucher da Inovação” são bem tangíveis, mas até que ponto poderiam ser aplicáveis no Brasil? E mais: Como podemos unir esforços públicos e privados para que o Brasil se livre de suas correntes e dos diversos entraves à inovação?

    3 comentários 23 de Junho de 2008 às 14:58 Guilherme Pereira

    Publicações anteriores


    Minhas Publicações Recentes

    Publicações por Mês

    Estatísticas

    Meta