Publicações arquivadas sob Novos modelos de negócios

Criando uma startup de sucesso

Os visitantes desse blog devem se perguntar: “Esse povo do Instituto Inovação deve ser tudo atôa. Onde eles arrumam tempo para assistir vídeos de 40 minutos???”

Não tenho a resposta para essa pergunta. Talvez eu esteja dormindo pouco, trabalhando demais ou realmente com pouco serviço. O importante é que esses dias esbarrei em mais um vídeo muito bom. E esse tem até legendas em português.

Guy Kawasaki é o diretor de um fundo de capital semente e um cara muito bem humorado. Em 2004 ele escreveu um livro chamado “A arte do começo” (The art of the Start), onde traz diversos conselhos para empreendedores que desejam iniciar sua própria empresa. No vídeo abaixo ele apresenta de uma maneira bem divertida as principais idéias do livro.


De maneira bem resumida (assista o video!) os onze conselhos dele são:

  1. Faça sentido. O importante é que sua idéia/tecnologia faça sentido, que seja capaz de mudar o mundo. Pode ser uma forma de:
    • Aumentar a qualidade de vida das pessoas
    • Corrigir coisas erradas
    • Evitar o fim de algo que seja bom

    Segundo Guy os gestores dos fundos de capital de risco, por incrível que pareça, não querem ouvir que sua idéia é boa para “fazer dinheiro” e sim que ela “faz sentido”, que fará alguma diferença para a sociedade.

  2. Crie um mantra para sua organização. Essa é uma das partes mais divertidas da palestra. Ele diferencia esse mantra das missões vazias de sentido. Um mantra é uma frase de três ou quatro palavras que diz o que sua empresa faz e “a que veio”.
  3. Continue a caminhada (get going)
    • Pense diferente. Crie algo novo.
    • Polarize as pessoas. Se seu produto agrada a todos, você criou algo medíocre.
    • Encontre uma alma gêmea. Se você é um sonhador, encontre alguém “pé no chão”. Se você é engenheiro, encontre alguém da área de marketing.
  4. Defina seu modelo de negócio
    • Seja específico. De onde virá o faturamento??
    • Mantenha simples. Nada de inventar nessa hora.
    • Pergunte a uma mulher o que ela acha sobre seu modelo de negócios. Assista o vídeo para conhecer a explicação.
  5. Possua objetivos, premissas e tarefas
  6. Descubra seu nicho
  7. Siga a regra 10/20/30
  8. Como diretor de um fundo de capital de risco Guy diz que está cansado de ver apresentações (pitches) cansativas que não agregam nada. A regra criada por ele é:

    • 10 Slides no máximo
    • 20 minutos
    • Fonte tamanho 30

    Você seria capaz de “vender a sua idéia” inovadora com uma apresentação nesse formato?

  9. Contrate pessoas infectadas (pelo seu produto)
    • Ignore o irrelevante. Muitas vezes a pessoa ser apaixonada pelo seu produto/serviço é mais importante do que sua formação.
    • Contrate pessoas melhores que você.
    • Faça o teste do shopping center. Se você “bateu o olho” na pessoa e não “foi com a cara dela”, não a contrate.
  10. Diminua as barreiras de adoção
    • Diminua a curva de aprendizado.
    • Abrace o evangelismo.
  11. Semeie as nuvens
    • Permita test-drives
    • Ache os influenciadores
  12. Não deixe os “palhaços” acabarem com sua idéia. Muitas pessoas vão te dizer que seu negócio não dará certo. Tenha cuidado para não acreditar nesses palhaços.

via: Fabiano Caruso

3 comentários 29 de Outubro de 2008 às 11:22 Bruno Brant

Tendências que inspiram

Uma boa dica para aqueles que trabalham com o desenvolvimento de novos produtos ou serviços é o site Trendwatching. Anualmente eles publicam um “Trend Report”, um completíssimo e inspirador relatório. Na lista das empresas que compram regularmente esse relatório estão: Google, Natura, Lego, Apple, Rede Globo e Disney.

Além desse relatório anual, que é pago, eles publicam mensalmente um briefing muito interessante com diversas tendências de consumo. O título do briefing desse mês é:

OFF = ON

pixelsofa - Sofá de Pixels

De um grosso modo podemos dizer que eles apontam a tendência de que o mundo offline se espelhe cada vez mais no mundo online, desde o desenvolvimento de produtos até a relação com consumidores.

O briefing do mês passado, chamado “Innovation Avalanche” também é muito bom e merece uma visita.

1 comentário 2 de Setembro de 2008 às 15:06 Bruno Brant

Overdose de Inovação (ou como criar um Produto Sexy)

Além do excesso de mensagens, excesso de informação e excesso de produtos, vivemos num momento de excesso de inovações. Essa é a opinião de Luli Radfahrer, Ph.D em comunicação digital pela ECA-USP.

Em palestra ministrada recentemente, o professor faz uma análise muito divertida dessa sobrecarga que vivemos, nos mostra sua visão do que seria a criatividade, dos tipos de “criativos” que percebe e define muito bem a inovação.

Depois dessa introdução e contextualização, Luli apresenta com a propriedade de um inovador o processo de inovação, iniciando pelos obstáculos, passando pela formatação da idéia e chegando no “produto sexy”.

O vídeo traz vários insights interessantes e sem dúvidas vale o tempo despendido.

Para assistir o vídeo em tela cheia basta clicar no ícone da direita (depois de dar play no vídeo). Caso você tenha gostado muito da palestra e queira ver os slides, eles estão disponíveis aqui.

Via: Meiobit

2 comentários 27 de Agosto de 2008 às 13:07 Bruno Brant

O fim do jornal impresso como o conhecemos…

inju - inju

Estava folheando um jornal (daqueles de papel) estes dias e me deparei com uma entrevista de Rupert Murdoch para o Wall Street Journal. Para que não sabe, Murdoch é o maior magnata da mídia mundial. É dono, dentre outros, do próprio Wall Street Journal, do New York Post, de 14 periódicos australianos, de vários tablóides ingleses (incluindo The Sun), da Sky, da Twentieth Century Fox, da liga de rúgbi australiana e do MySpace. Ufa!

Murdoch falava 70% da entrevista sobre o MySpace e os 30% restantes, que eu achei mais interessante, sobre o fim do jornal impresso.

Segundo Murdoch, esta mídia tem ainda mais 20 a 30 anos de vida, mas o modelo de negócios já passa por uma revolução. A tiragem global não está sofrendo profundas alterações, mas a participação dos grandes jornais (como o próprio WSJ) diminuiu em detrimento da ascensão de jornais gratuitos, como o Metro (já distribuído no Brasil pelo Grupo Bandeirantes em São Paulo).

Murdoch prevê que as novas gerações vão acessar as informações e notícias através de outros meios, como a internet e principalmente outros meios móveis, como o celular.

No ano passado a circulação de jornais impressos nos EUA caiu 3,6% em relação a 2006.

No Brasil, surpreendentemente, a circulação de periódicos cresceu quase 10%. O bom ambiente econômico contribuiu, mas sobretudo um novo fenômeno deu um impulso à venda de jornais: o crescimento vertiginoso de jornais populares, vendidos em bancas ou nos semáforos por 25 ou 50 centavos. O jornal de maior circulação no Brasil não é Folha de São Paulo, tão pouco O Globo. Os jornais de maior circulação na Brasil são os populares Super (de Belo Horizonte) e o Extra (do Rio de Janeiro).

Estes dados remetem ao modelo de negócios destes novos periódicos, que são gratuitos ou quase gratuitos (obviamente 25 ou 50 centavos não cobre o custo de redação, impressão e distribuição de um jornal).

Estamos lidando com mais um exemplo da “economia do grátis” ou o freeconomics. Este assunto já foi abordado no blog em um post recente.

O modelo de negócio destes jornais está baseado na publicidade que subsidia o preço ínfimo ou a gratuidade do jornal. É o mesmo que ocorre com a TV aberta. A publicidade subsidia a produção de novelas, telejornais e outros programas, além da sua distribuição.

Assim como na indústria fonográfica, a internet e modelos inovadores de negócio estão ameaçando os jornaizões. Será que nossos netos lerão a Folha de São Paulo, O Globo ou o Estado de Minas?

Foto: inju (www.flickr.com/photos/inju)

1 comentário 27 de Junho de 2008 às 17:46 Leonardo Lage

Adeus, Bill Gates! Bem-vindos Larry e Sergey!

Bill Gates - Fundador da Microsoft. Fonte: Wikimedia (CC)

A despedida foi anunciada com cuidado para evitar tropeços na bolsa, há exatos 2 anos: a partir de junho de 2006, Bill Gates, o fundador da Microsoft deixaria gradualmente a empresa para tocar exclusivamente seus projetos filantrópicos, através de sua fundação. Sua saída total foi confirmada para os próximos dias.

Mundialmente famoso por ter sido considerado por vários anos o homem mais rico do mundo, Gates deixou a faculdade de Harvard antes de se formar para fundar a empresa que revolucionaria o mundo ao criar o Windows, sistema operacional usado por 90% dos computadores. Amado por sua genialidade e odiado pelas práticas agressivas e monopolísticas de sua empresa, Gates deixa a Microsoft em um momento divisor de águas para o cenário da computação pessoal. Pai de muitos acertos, a Gates é também creditado um dos maiores erros da Microsoft: a sub-estimação do poder da Internet. Esse erro custou à Microsoft a liderança do mercado de navegadores online, que deixou a rival Netscape com mais de 80% do mercado no final de década de 90, exigindo enormes esforços e milhões de dólares de investimentos para a reação do Internet Explorer.

Ironicamente, é ela - a Internet - que está subvertendo as bases do mercado da Microsoft. A era do software tradicional, que roda instalado offline no PC e é escrito para um sistema operacional específico está definitivamente posta em xeque. Desde a ameaça do Linux - impulsionada pelas possibilidades de colaboração em massa justamente dela, a rede Internet, as estruturas da gigante multinacional nunca havia sido tão abaladas como agora. A grande responsável por essas mudanças é uma nova entrante, que assume cada vez mais o título de estrela no palco da computação pessoal: o Google, comandado por seus jovens fundadores Larry Page e Sergey Brin.

Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google. (Wikimedia)

Os dois representam um novo momento que pode ser retratado com a antítese das práticas da rival. Aplicações gratuitas, on-line, fáceis de usar, que rodam em navegadores da internet, em qualquer ambiente ou dispositivo, fazendo com que o sistema operacional não seja mais importante. Depois da invenção e popularização do Ajax (abordagem tecnológica que permite a páginas da internet se comportarem como aplicações de PC), a indústria do software nunca mais foi a mesma.

O Google atacou justamente os pradigmas que eram a base do modelo de negócios da empresa de Gates. Software como serviço, grátis e sob o irônico lema Don’t Be Evil (Não seja malvado), com forte apelo colaborativo e simpatia pelo código aberto e comunidades de colaboração. Criou um modelo que coloca a inovação no centro do negócio (enquanto a Microsoft foi sempre tida como empresa seguidora, hábil em copiar ou engolir concorrentes, utilizando o poder de seu monopólio).

Bill Gates se despede e leva com ele um modelo de negócios em declínio, deixando um enrome desafio para a empresa que criou. Com o insucesso na recente tentativa de compra do Yahoo, que acabou se aliando com o Google, resta saber se a Microsoft conseguirá mais uma vez reagir a contento.

Adicionar comentário 23 de Junho de 2008 às 15:50 Felipe Matos

Here comes the sun!

Vários países africanos não tiveram a transição de telefonia fixa para móvel. Já entraram diretamente para a tecnologia móvel, uma vez que a fixa era inexistente. O celular representa, portanto, o primeira tecnologia de telefonia disponível para boa parte da população africana.

cell - cell

Entretanto, os fabricantes de telefones celulares enfrentam um problema prosaico no mercado africano: a falta de energia elétrica para carregar as baterias dos celulares.

A Motorola desenvolveu uma maneira peculiar para tratar este problema: quiosques de recarregamento de celulares, abastecidos por energia solar.

Já existem 55 destes quiosques em Uganda e eles são administrados por mulheres. Além de disponibilizar gratuitamente o recarregamento do celular, no quiosque os usuários podem comprar créditos, fazer pequenos reparos nos aparelhos e adquirir acessórios.

Além de viabilizar seu negócio, a Motorola fomenta a cultura empreendedora entre as mulheres ugandenses. Sensacional!

Fonte: Springwise.
Foto: MarkKelley

Adicionar comentário 23 de Maio de 2008 às 11:46 Leonardo Lage

Empreendedores para todos os gostos

spring - spring

Para quem está buscando idéias para começar uma empresa, ou apenas gosta de ficar por dentro das novidades e tendências do mundo dos negócios, o site Springwise.com é um bom ponto de partida. Contando com uma rede de mais de 8000 colaboradores localizados em diversos países, o site identifica e publica diariamente notícias a respeito de negócios inovadores espalhados por todo o mundo.

O foco, em geral, é em pequenas empresas que utilizam modelos de negócio diferenciados, ou oferecem serviços e produtos pouco usuais. As idéias apresentadas são as mais variadas possíveis, incluindo empresas como a Firewinder, que criou lâmpadas para iluminação externa que funcionam a partir da energia do vento; ParkAtMyHouse, que dá aos moradores de grandes cidades a chance de alugarem suas vagas de garagem quando não estiverem em casa, ou ainda a Blurb, que permite que pessoas criem e publiquem seus próprios livros a preços bastante acessíveis. Isto sem falar nos casos ainda mais curiosos, como o da Methodizaz, que oferece a “pessoas comuns” a oportunidade de ter um dia de suas vidas fotografado por um paparazzi, privilégio que custa entre de US$300 e US$400.

Para quem ficou curioso mas não tem tempo para acompanhar o site, ainda existe a opção de receber as atualizações por RSS. Vale a pena conferir!

1 comentário 23 de Abril de 2008 às 08:42 Guilherme Baião

É tudo Free!

“Negócio bom assim, ninguém nunca viu. (…) Nós não `vamo` pagar nada. É tudo free“. Na letra da música de Raul Seixas e Cláudio Roberto, mais recentemente interpretada pelos Titãs, os autores referem-se ao Brasil, mas os versos serviriam muito bem para o próximo livro de Chris Anderson, autor de The Long Tail. A obra intitulada “Free” estenderá a discussão iniciada em The Long Tail sobre a economia do grátis, como a indústria digital e a material podem lucrar, oferecendo produtos e serviços de graça.

Edição de Março da Wired Magazine - Fonte: Wired

Uma prévia do livro foi publicada na revista Wired deste mês (os primeiros 10.00 exemplares foram distribuídos por US$ 0.00 para os leitores que preenchessem um formulário no site da revista). Nesta matéria, achei muito interessante as explicações do autor de como o CD, o gravador de DVD e até a passagem aérea podem ser “quase” grátis. Esta última é baseada numa estratégia que parece simples: cortar custos, utilizando aeroportos pouco movimentados, por exemplo; aumentar as taxas auxiliares, ou seja, cobrar pelo lanche a bordo, pelo checkin de bagagem e outros; e cobrar mais pelas passagens em feriados. Desta forma, a Ryanair (empresa aérea irlandesa) consegue cobrar apenas US$ 20 pela passagem entre Londres e Barcelona.

O mais impressionante da teoria do Free é que, ao contrário do que muitos podem pensar, os custos não são cobertos apenas com propaganda como é comum acontecer nos serviços online grátis como Hotmail, GoogleDocs, entre tantos outros. Kevin Kelly, um dos fundadores da Wired Magazine, defende que a economia do grátis é baseada na cópia. Quando você não tem custos para copiar algo como músicas, textos e softwares, o pulo do gato está em vender coisas que não possam ser copiadas e que são promovidas com a ajuda daquelas que possam.

Ele indica oito valores que podem ser vendidos e que não podem ser copiados. São eles: imediatismo, personalização, interpretação, autenticidade, acessibilidade, incorporação, reconhecimento e exposição. Ou seja, com estas qualidades, o desafio deixa de ser como distribuir ou proteger os seus produtos ou serviços, e passa a ser como aproveitar a abundância, algo que vai contra a própria definição da economia moderna - gerenciamento dos recursos escassos.

9 comentários 10 de Março de 2008 às 07:35 Bruno Knoedt

Direitos autorais, Inovação e Sobrevivência

Jovem Pirata - by Bob AuBuchon

Há algum tempo eu escrevi aqui no blog que a indústria fonográfica passa por uma grande crise. Praticamente ninguém discordou. Já é quase um consenso que se essa indústria não se renovar continuará a perder importância dia após dia.

O que tem ficado claro pra mim é que a sociedade está mudando tanto e as tecnologias estão causando tanto impacto, que todo o modelo de comercialização de propriedade intelectual está sendo posto em xeque.

Esse mês a banda Nine Inch Nails resolveu inovar: disponibilizaram seu novo álbum, Ghosts I-IV com 36 músicas em MP3 de alta qualidade, encarte de 40 páginas em PDF por U$5,00. Além disso, disponibilizaram gratuitamente as nove primeiras faixas do disco.

Tudo que os fãs querem, certo? Afinal, as pessoas preferem baixar/comprar a versão ‘pirata’ do CD porque as gravadoras diabólicas querem lucros exorbitantes e vendem CDs a U$25,00, procede? Não é bem por aí…

Uma busca simples em uma rede de compartilhamento mostra que há aproximadamente 3.000 pessoas que já fizeram o download da versão ilegal do disco (sem considerar as pessoas que já baixaram e não estão compartilhando). Isso tudo analisando apenas uma rede, das várias que existem. A verdade é que os números não importam muito. O que importa é que o compartilhamento de músicas e filmes na Internet (que eu tendo a considerar diferente da pirataria das ruas) é um caminho sem volta.

A única conclusão que consigo chegar é que ainda há muita água pra passar debaixo dessa ponte. Novos modelos de negócios ainda estão pra surgir. Uma banda pode se sustentar através de shows, mas e quanto ao autor de um livro, ou o desenvolvedor de um software? Sinto que a nova geração de jovens estará cada vez menos disposta a pagar por esses produtos e quem quiser viver de criação intelectual terá que ser, além de tudo, inovador.

2 comentários 7 de Março de 2008 às 13:41 Bruno Brant

“Mass Mistake” (Erro em massa)

O mercado brasileiro de mídia movimenta anualmente cerca de R$18 bilhões de reais. Quase a totalidade do bolo vai para mídias tradicionais, as chamadas mídias de massa (rádios, TV, jornais, outdoors, etc). Sendo que a televisão, sozinha, é responsável por 60% dos investimentos, algo próximo de R$ 11 bilhões/ano. Este mercado tem crescido a taxas próximas a 10% ao ano.

Apesar dos números graúdos, o modelo tradicional de mídia está obsoleto, devido a uma mudança no comportamento do consumidor.

Um estudo da Harvard Business Review chegou à conclusão que para cada dólar gasto em mídia de massa nos EUA, o ganho a curto prazo foi de apenas 54 centavos. Outros dados corroboram esta hipótese: um estudo do DeutscheBank demonstrou que apenas 18% das campanhas publicitárias deram retorno positivo em um ano, nos EUA.

Segundo o diretor de Marketing (Chief Marketing Officer) do McDonalds, Larry Light, hoje em dia, “Mass Marketing is a Mass Mistake” (“Marketing em massa é um erro em massa”).

É uma tendência inexorável e está chegando ao Brasil, se é que já não chegou.

Pois bem: retornos declinantes, anunciantes insatisfeitos, mudanças no comportamento do consumidor, novas tecnologias, etc… O que norteará o novo paradigma do investimento em mídia?

Bem, não vou me alongar no assunto até porque não sou especialista. Mas eu tenho duas hipóteses:
1. Inovação nos modelos de negócio.
2. Inovação tecnológica.

O exemplo mais evidente em inovação nos modelos de negócios é o GoogleAds. Pode-se anunciar na internet e só pagar pelo click que o internauta der no anúncio. Você relaciona seu negócio a algumas palavras-chave e a alguma região e pronto! Seu anúncio estará nas páginas de busca do Google, no Gmail, no Youtube e em inúmeros sites parceiros. E o melhor: o anúncio será acessado prioritariamente pelo seu público alvo, na região que você atua.

Em relação à inovação tecnológica, tudo aquilo que promover a interação do consumidor com a mídia terá espaço nesse novo cenário. O próprio GoogleAds é um exemplo. Os advergames (advertising games ou games com publicidade) são outra tendência. Há desde simples advergames em páginas na internet (em flash) até games para consoles promovendo uma marca, como Gran Turismo 4 Toyota Prius para PlayStation2.

A criatividade é o limite para as inovações tecnológicas em mídia.

Vejam o vídeo abaixo. É um advergame feito para o cinema, onde o joystick são os espectadores.

Este vídeo foi feito nos EUA, mas o Plantão INFO noticiou esta semana que a mesma tecnologia está sendo usada num complexo de cinemas em São Paulo, numa ação publicitária da Cultura Inglesa.

Bem, o caminho está aberto para a inovação no mercado de mídia.

* Marcel Neves colaborou com este texto.

8 comentários 3 de Março de 2008 às 09:12 Leonardo Lage


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