Publicações arquivadas sob Novos modelos de negócios

Sobre inovação, valor e modelos de negócios

emailnwalk180509 - emailnwalk180509
Uma inovação só é inovação quando chega ao mercado. Para que um produto seja viável e chegue ao mercado é preciso que ele de alguma forma tenha valor para seus compradores e seu preço seja compatível com esse valor.

A Imagem ao lado é de um software que foi desenvolvido para o iPhone e permite que seus usuários escrevam emails e ao mesmo tempo vejam o que está acontecendo à sua frente, evitando, assim, acidentes. Sem dúvidas é uma interessante inovação. Você compraria? E se eu disser que custa U$0,99?

Isso só é possível devido à iTunes App Store, loja virtual da Apple que permite que desenvolvedores do mundo todo tenham acesso a um mercado gigantesco de consumidores (já foram vendidos 21Milhões de iPhones e 19Milhões de iPods touch) sem esforço. Se eu fosse um programador pode ter certeza que eu estaria pensando sem parar num aplicativo pro iPhone/iPod Touch.

Não sei quantos % do preço de venda do aplicativo ficam com a Apple, mas, sem dúvidas ainda é um negócio lucrativo. Imagine que 70% do valor vá para quem desenvolveu e você é o sortudo que criou um joguinho que é um sucesso, como o Flight Control que bateu o recorde de vendas e chegou na marca dos 700.000 downloads….

Mais uma vez parabéns para a Apple que saiu na frente com esse modelo e permite que programadores possam vender softwares a menos de dólar e que seus consumidores tenham acesso a diversos aplicativos a um preço acessível.

3 comentários 21 de Maio de 2009 às 15:53 Bruno Brant

Você tem espírito empreendedor?

Uma das primeiras coisas que investidores de risco analisam ao avaliar uma oportunidade é se a pessoa que vai “tocar o negócio” tem espírito (ou perfil) empreendedor.

Existe uma vasta literatura sobre o tema e até mesmo na internet é possível encontrar diversos artigos que citam quais seriam as características dos empreendedores. O pessoal do ReadWriteWeb compilou a lista a seguir com 10 das que seriam as principais.

Dá próxima vez que você tiver uma idéia genial e for conversar com um investidor veja se você passa nesse checklist (tradução livre):

  1. Você está sempre buscando oportunidades. Essa é quase a definição de um empreendedor. Cada obstáculo é uma oportunidade.
  2. Você está preparado para trabalhar longas horas, todo dia, por um período indeterminado de tempo? Vamos acabar com as ilusões. Esqueça o “The 4-Hour Workweek”; é um mito que o autor criou para vender livros (e assim ele pudesse trabalhar só 4 horas por semana.)
  3. Boa saúde. Você não pode responder sim para o item 2 se não fores abençoado com uma boa saúde e com a disciplina para mantê-la nos tempos difíceis.
  4. Você tem um único serviço ou produto? A maioria dos empreendedores possui um monte de idéias, muitas delas viáveis. Mas eles costumam sofrer do dilema da “criança na loja de doces”, não sabendo qual idéia escolher. O truque é escolher aquela que é realmente a vencedora e ter a disciplina para ignorar todas as outras.
  5. Você está disposto a fazer sacrifícios no curto-prazo para obter sucesso no longo-prazo? Haverá longos períodos em que todos ao seu redor vão questionar sua sanidade, e seguindo as métricas normais (horas trabalhadas e stress X recompensa material), eles estarão corretos.
  6. Honestidade e integridade. Muitas vezes você terá que trabalhar sem a proteção de contratos legais. É a essência de mover-se rápido, e algumas vezes você não terá condições de bancar um advogado. Então, você terá que trabalhar com pessoas honestas e íntegras. É difícil fazê-lo sem que você mesmo o seja.
  7. Você está sonhando quilômetros à frente enquanto mantém o foco no que faz agora. O empreendedor é uma mistura ímpar: parte sonhador, parte brutalmente realista e pragmático. Você deve focar primeiro no hoje e, depois, no contexto geral, e ignorar o resto. O hoje é sobre as coisas imediatas que você tem que resolver para continuar crescendo, para entregar projetos para os clientes, para faturar, etc. Ver o contexto geral está ligado a imaginar como o mundo estará daqui a 10 anos e como se posicionar em relação a isso. Não podemos saber o que vai acontecer na próxima semana, mês ou ano. O médio-prazo é totalmente desconhecido. No entanto, muitas tendências de longo-prazo são bem claras.
  8. Você é autoconfiante? Muito provavelmente você entrará em disputas que fariam muita gente correr.
  9. Disciplina. Esse quesito se relaciona com vários pontos citados anteriormente. Você vai precisar de disciplina para manter sua saúde (item 2), de forma que você possa trabalhar duro (item 3), e poder focar no produto ou serviço ignorando todo o resto (item ).
  10. Você está preparado para dizer: “não sei, mas vou resolver.” Empreendedores têm que ser generalistas. Eles podem conhecer uma coisa muito, muito bem. Mas também têm que saber o bastante sobre praticamente tudo para que ocasionalmente façam coisas por eles mesmos. Também é importante terem o discernimento para eventualmente contratar alguém para realizar trabalhos específicos.

E aí, você concorda com essa lista? Sentiu falta de alguma características? Deixe suas impressões no comentários.

2 comentários 15 de Maio de 2009 às 14:56 Bruno Brant

Porque o mundo precisa de sustentabilidade. Quer que desenhe?

Acabei de assistir um vídeo muito bem bolado e que faz pensar. Chama-se “A História das Coisas” (The Story of Stuff, em inglês). Ele foi feito pela especialista em sustentabilidade norte-americana Annie Leonard e fala de maneira lúdica, simples e bem didática do colapso do planeta pela via do atual sistema de consumo.

Annie fala de cada elo da cadeia do nosso sistema de produção: extração, produção, distribuição, consumo e descarte. Todo processo é desenhado, literalmente, num contraste entre a forma simples e lúdica com uma mensagem complexa e nem um pouco divertida.

Particularmente fiquei transtornado com o fato de para cada 1kg de lixo que nós consumidores geramos, 70 Kg são gerados nos elos anteriores da cadeia de produção. É por isso que a reciclagem do lixo doméstico está muito, muito longe de ser uma solução definitiva ou para o problema.

É por isso que é tão importante o tema da sustentabilidade, em todos os níveis. E para ser sustentáveis, precisamos mudar o sistema e as tecnologias em que ele se baseia. Precisamos inovar. INOVAÇÃO é uma das chaves para resolvermos esta equação.

Uma pergunta óbvia que me veio à cabeça depois de assistir a um vídeo assim é o que podemos fazer para mudar a situação. Pensei logo em algumas iniciativas do Instituto Inovação a respeito e tive algumas idéias em mais coisas que poderíamos fazer.

Várias das empresas do grupo Instituto Inovação se dedicam a inovações sustentáveis, ou que contribuem para a economia de recursos naturais, como a Verti Ecotecnologias, que desenvolve novas tecnologias para a solução de problemas ambientais industriais; a Ecovec, que economiza recursos e inseticidas ao proporcionar o monitoramento inteligente do mosquito da dengue; a Rizoflora, que cria biocontroladores naturais para pragas agrícolas, que substituem agrotóxicos, entre outras.

Além disso, o Instituto Inovação presta serviços para empresas na busca de tecnologias que podem contribuir para a sustentabilidade de seus processos produtivos. A maioria destas buscas é confidencial, mas um bom exemplo público foi o mapeamento de tecnologias na área de energias alternativas e renováveis que fizemos para a Petrobras.

Vale dizer também que estabelecemos como visão de longo prazo “ser sustentáveis em todas as dimensões”, incluindo aí as dimensões humana, social e ambiental, além da econômica. É bom pensar que estamos trabalhando para melhorar esse problema. E importante que continuamos pensando em como poder fazer muito mais. E sim, nós podemos! (E espero que o Obama também possa!)

Abaixo, a versão dublada do vídeo, em baixa resolução. Uma versão de alta qualidade e com legendas pode ser vista no site internacional da iniciativa.

1 comentário 13 de Janeiro de 2009 às 20:03 Felipe Matos

A solução do trânsito é tornar o trânsito um inferno!

moscow traffic - moscow traffic
Na década de 40, um cientista russo (na realidade nascido no Uzbequistão), Genrich Altshuller, publicou um estudo com 40 princípios da invenção. Utilizando-se um destes 40 princípios, qualquer um resolveria problemas de maneira inovadora.
.

Entre os 40 princípios de Altshuller, talvez o décimo terceiro seja o mais estapafúrdio, à primeira vista. É o princípio da Inversão: ao invés de fazer uma ação que por lógica resolve o problema, faça a ação contrária.

Nunca consegui pensar num bom exemplo para ilustrar este princípio. Nunca até agora.

Seguindo, o 13º príncipio de Altshuller (provavelmente de maneira inconsciente), algumas cidades estão resolvendo o problema do trânsito. Como? Tornando o trânsito um inferno.

Londres, Oslo, Barcelona, Paris, Bogotá entre outras cidades adotaram medidas que, a princípio, tornam a vida dos motoristas um verdadeiro suplício: eliminar milhares de vagas de estacionamento, fechar ruas, criar faixas exclusivas para ônibus, taxis e bicicletas estão entre as medidas adotadas.

Bertrand Delanoë, prefeito de Paris, foi mais longe tornando a bicicleta em um transporte público.

Na última licitação para a concessão dos direitos de exploração de publicidade no mobiliário público (pontos de ônibus, bancas de jornais, relógios, metrôs, etc), a contrapartida da empresa ganhadora foi o investimento num sistema de transporte público por bicicleta, o Velib.

O Velib é uma frota de cerca de 20 mil bicicletas públicas, que podem ser alugadas por dia, semana ou mês ou ano, com vários pontos de estacionamento por toda a cidade (aproximadamente a cada 300 metros). Em tese, basta ter um cartão de crédito e alugar esta bicicleta em um dos pontos e deixá-la em qualquer outro ponto da cidade. O aluguel diário custa apenas 1 euro, com direito a percursos de 30 minutos (ilimitados). Se você usar a bicicleta por mais de 30 minutos, será cobrada uma taxa de 1 euro por hora-extra.

Author Cedric Bonhomme - Author Cedric Bonhomme

O Velib é complementar ao sistema de metrô de Paris e além de ser um meio de locomoção, ajuda os Parisienses e visitantes a ser exercitarem um pouquinho. A JC Decaux (empresa que ganhou o direito de explorar a publicidade no mobiliário público) investiu mais de 12 milhões de euros no sistema e toda a receita de aluguel é da Prefeitura de Paris.

E aí? Será que algum dos novos prefeitos vai usar o 13º princípio de Altshuller ou teremos mais do mesmo: mais viadutos, mais trincheiras, mais avenidas, mais estacionamentos, mais carros e mais trânsito?


Para ver vídeo sobre o assunto, clique aqui.

9 comentários 22 de Dezembro de 2008 às 14:13 Leonardo Lage

Criando uma startup de sucesso

Os visitantes desse blog devem se perguntar: “Esse povo do Instituto Inovação deve ser tudo atôa. Onde eles arrumam tempo para assistir vídeos de 40 minutos???”

Não tenho a resposta para essa pergunta. Talvez eu esteja dormindo pouco, trabalhando demais ou realmente com pouco serviço. O importante é que esses dias esbarrei em mais um vídeo muito bom. E esse tem até legendas em português.

Guy Kawasaki é o diretor de um fundo de capital semente e um cara muito bem humorado. Em 2004 ele escreveu um livro chamado “A arte do começo” (The art of the Start), onde traz diversos conselhos para empreendedores que desejam iniciar sua própria empresa. No vídeo abaixo ele apresenta de uma maneira bem divertida as principais idéias do livro.


De maneira bem resumida (assista o video!) os onze conselhos dele são:

  1. Faça sentido. O importante é que sua idéia/tecnologia faça sentido, que seja capaz de mudar o mundo. Pode ser uma forma de:
    • Aumentar a qualidade de vida das pessoas
    • Corrigir coisas erradas
    • Evitar o fim de algo que seja bom

    Segundo Guy os gestores dos fundos de capital de risco, por incrível que pareça, não querem ouvir que sua idéia é boa para “fazer dinheiro” e sim que ela “faz sentido”, que fará alguma diferença para a sociedade.

  2. Crie um mantra para sua organização. Essa é uma das partes mais divertidas da palestra. Ele diferencia esse mantra das missões vazias de sentido. Um mantra é uma frase de três ou quatro palavras que diz o que sua empresa faz e “a que veio”.
  3. Continue a caminhada (get going)
    • Pense diferente. Crie algo novo.
    • Polarize as pessoas. Se seu produto agrada a todos, você criou algo medíocre.
    • Encontre uma alma gêmea. Se você é um sonhador, encontre alguém “pé no chão”. Se você é engenheiro, encontre alguém da área de marketing.
  4. Defina seu modelo de negócio
    • Seja específico. De onde virá o faturamento??
    • Mantenha simples. Nada de inventar nessa hora.
    • Pergunte a uma mulher o que ela acha sobre seu modelo de negócios. Assista o vídeo para conhecer a explicação.
  5. Possua objetivos, premissas e tarefas
  6. Descubra seu nicho
  7. Siga a regra 10/20/30
  8. Como diretor de um fundo de capital de risco Guy diz que está cansado de ver apresentações (pitches) cansativas que não agregam nada. A regra criada por ele é:

    • 10 Slides no máximo
    • 20 minutos
    • Fonte tamanho 30

    Você seria capaz de “vender a sua idéia” inovadora com uma apresentação nesse formato?

  9. Contrate pessoas infectadas (pelo seu produto)
    • Ignore o irrelevante. Muitas vezes a pessoa ser apaixonada pelo seu produto/serviço é mais importante do que sua formação.
    • Contrate pessoas melhores que você.
    • Faça o teste do shopping center. Se você “bateu o olho” na pessoa e não “foi com a cara dela”, não a contrate.
  10. Diminua as barreiras de adoção
    • Diminua a curva de aprendizado.
    • Abrace o evangelismo.
  11. Semeie as nuvens
    • Permita test-drives
    • Ache os influenciadores
  12. Não deixe os “palhaços” acabarem com sua idéia. Muitas pessoas vão te dizer que seu negócio não dará certo. Tenha cuidado para não acreditar nesses palhaços.

via: Fabiano Caruso

4 comentários 29 de Outubro de 2008 às 11:22 Bruno Brant

Tendências que inspiram

Uma boa dica para aqueles que trabalham com o desenvolvimento de novos produtos ou serviços é o site Trendwatching. Anualmente eles publicam um “Trend Report”, um completíssimo e inspirador relatório. Na lista das empresas que compram regularmente esse relatório estão: Google, Natura, Lego, Apple, Rede Globo e Disney.

Além desse relatório anual, que é pago, eles publicam mensalmente um briefing muito interessante com diversas tendências de consumo. O título do briefing desse mês é:

OFF = ON

pixelsofa - Sofá de Pixels

De um grosso modo podemos dizer que eles apontam a tendência de que o mundo offline se espelhe cada vez mais no mundo online, desde o desenvolvimento de produtos até a relação com consumidores.

O briefing do mês passado, chamado “Innovation Avalanche” também é muito bom e merece uma visita.

1 comentário 2 de Setembro de 2008 às 15:06 Bruno Brant

Overdose de Inovação (ou como criar um Produto Sexy)

Além do excesso de mensagens, excesso de informação e excesso de produtos, vivemos num momento de excesso de inovações. Essa é a opinião de Luli Radfahrer, Ph.D em comunicação digital pela ECA-USP.

Em palestra ministrada recentemente, o professor faz uma análise muito divertida dessa sobrecarga que vivemos, nos mostra sua visão do que seria a criatividade, dos tipos de “criativos” que percebe e define muito bem a inovação.

Depois dessa introdução e contextualização, Luli apresenta com a propriedade de um inovador o processo de inovação, iniciando pelos obstáculos, passando pela formatação da idéia e chegando no “produto sexy”.

O vídeo traz vários insights interessantes e sem dúvidas vale o tempo despendido.

Para assistir o vídeo em tela cheia basta clicar no ícone da direita (depois de dar play no vídeo). Caso você tenha gostado muito da palestra e queira ver os slides, eles estão disponíveis aqui.

Via: Meiobit

4 comentários 27 de Agosto de 2008 às 13:07 Bruno Brant

O fim do jornal impresso como o conhecemos…

inju - inju

Estava folheando um jornal (daqueles de papel) estes dias e me deparei com uma entrevista de Rupert Murdoch para o Wall Street Journal. Para que não sabe, Murdoch é o maior magnata da mídia mundial. É dono, dentre outros, do próprio Wall Street Journal, do New York Post, de 14 periódicos australianos, de vários tablóides ingleses (incluindo The Sun), da Sky, da Twentieth Century Fox, da liga de rúgbi australiana e do MySpace. Ufa!

Murdoch falava 70% da entrevista sobre o MySpace e os 30% restantes, que eu achei mais interessante, sobre o fim do jornal impresso.

Segundo Murdoch, esta mídia tem ainda mais 20 a 30 anos de vida, mas o modelo de negócios já passa por uma revolução. A tiragem global não está sofrendo profundas alterações, mas a participação dos grandes jornais (como o próprio WSJ) diminuiu em detrimento da ascensão de jornais gratuitos, como o Metro (já distribuído no Brasil pelo Grupo Bandeirantes em São Paulo).

Murdoch prevê que as novas gerações vão acessar as informações e notícias através de outros meios, como a internet e principalmente outros meios móveis, como o celular.

No ano passado a circulação de jornais impressos nos EUA caiu 3,6% em relação a 2006.

No Brasil, surpreendentemente, a circulação de periódicos cresceu quase 10%. O bom ambiente econômico contribuiu, mas sobretudo um novo fenômeno deu um impulso à venda de jornais: o crescimento vertiginoso de jornais populares, vendidos em bancas ou nos semáforos por 25 ou 50 centavos. O jornal de maior circulação no Brasil não é Folha de São Paulo, tão pouco O Globo. Os jornais de maior circulação na Brasil são os populares Super (de Belo Horizonte) e o Extra (do Rio de Janeiro).

Estes dados remetem ao modelo de negócios destes novos periódicos, que são gratuitos ou quase gratuitos (obviamente 25 ou 50 centavos não cobre o custo de redação, impressão e distribuição de um jornal).

Estamos lidando com mais um exemplo da “economia do grátis” ou o freeconomics. Este assunto já foi abordado no blog em um post recente.

O modelo de negócio destes jornais está baseado na publicidade que subsidia o preço ínfimo ou a gratuidade do jornal. É o mesmo que ocorre com a TV aberta. A publicidade subsidia a produção de novelas, telejornais e outros programas, além da sua distribuição.

Assim como na indústria fonográfica, a internet e modelos inovadores de negócio estão ameaçando os jornaizões. Será que nossos netos lerão a Folha de São Paulo, O Globo ou o Estado de Minas?

Foto: inju (www.flickr.com/photos/inju)

4 comentários 27 de Junho de 2008 às 17:46 Leonardo Lage

Adeus, Bill Gates! Bem-vindos Larry e Sergey!

Bill Gates - Fundador da Microsoft. Fonte: Wikimedia (CC)

A despedida foi anunciada com cuidado para evitar tropeços na bolsa, há exatos 2 anos: a partir de junho de 2006, Bill Gates, o fundador da Microsoft deixaria gradualmente a empresa para tocar exclusivamente seus projetos filantrópicos, através de sua fundação. Sua saída total foi confirmada para os próximos dias.

Mundialmente famoso por ter sido considerado por vários anos o homem mais rico do mundo, Gates deixou a faculdade de Harvard antes de se formar para fundar a empresa que revolucionaria o mundo ao criar o Windows, sistema operacional usado por 90% dos computadores. Amado por sua genialidade e odiado pelas práticas agressivas e monopolísticas de sua empresa, Gates deixa a Microsoft em um momento divisor de águas para o cenário da computação pessoal. Pai de muitos acertos, a Gates é também creditado um dos maiores erros da Microsoft: a sub-estimação do poder da Internet. Esse erro custou à Microsoft a liderança do mercado de navegadores online, que deixou a rival Netscape com mais de 80% do mercado no final de década de 90, exigindo enormes esforços e milhões de dólares de investimentos para a reação do Internet Explorer.

Ironicamente, é ela - a Internet - que está subvertendo as bases do mercado da Microsoft. A era do software tradicional, que roda instalado offline no PC e é escrito para um sistema operacional específico está definitivamente posta em xeque. Desde a ameaça do Linux - impulsionada pelas possibilidades de colaboração em massa justamente dela, a rede Internet, as estruturas da gigante multinacional nunca havia sido tão abaladas como agora. A grande responsável por essas mudanças é uma nova entrante, que assume cada vez mais o título de estrela no palco da computação pessoal: o Google, comandado por seus jovens fundadores Larry Page e Sergey Brin.

Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google. (Wikimedia)

Os dois representam um novo momento que pode ser retratado com a antítese das práticas da rival. Aplicações gratuitas, on-line, fáceis de usar, que rodam em navegadores da internet, em qualquer ambiente ou dispositivo, fazendo com que o sistema operacional não seja mais importante. Depois da invenção e popularização do Ajax (abordagem tecnológica que permite a páginas da internet se comportarem como aplicações de PC), a indústria do software nunca mais foi a mesma.

O Google atacou justamente os pradigmas que eram a base do modelo de negócios da empresa de Gates. Software como serviço, grátis e sob o irônico lema Don’t Be Evil (Não seja malvado), com forte apelo colaborativo e simpatia pelo código aberto e comunidades de colaboração. Criou um modelo que coloca a inovação no centro do negócio (enquanto a Microsoft foi sempre tida como empresa seguidora, hábil em copiar ou engolir concorrentes, utilizando o poder de seu monopólio).

Bill Gates se despede e leva com ele um modelo de negócios em declínio, deixando um enrome desafio para a empresa que criou. Com o insucesso na recente tentativa de compra do Yahoo, que acabou se aliando com o Google, resta saber se a Microsoft conseguirá mais uma vez reagir a contento.

1 comentário 23 de Junho de 2008 às 15:50 Felipe Matos

Here comes the sun!

Vários países africanos não tiveram a transição de telefonia fixa para móvel. Já entraram diretamente para a tecnologia móvel, uma vez que a fixa era inexistente. O celular representa, portanto, o primeira tecnologia de telefonia disponível para boa parte da população africana.

cell - cell

Entretanto, os fabricantes de telefones celulares enfrentam um problema prosaico no mercado africano: a falta de energia elétrica para carregar as baterias dos celulares.

A Motorola desenvolveu uma maneira peculiar para tratar este problema: quiosques de recarregamento de celulares, abastecidos por energia solar.

Já existem 55 destes quiosques em Uganda e eles são administrados por mulheres. Além de disponibilizar gratuitamente o recarregamento do celular, no quiosque os usuários podem comprar créditos, fazer pequenos reparos nos aparelhos e adquirir acessórios.

Além de viabilizar seu negócio, a Motorola fomenta a cultura empreendedora entre as mulheres ugandenses. Sensacional!

Fonte: Springwise.
Foto: MarkKelley

Adicionar comentário 23 de Maio de 2008 às 11:46 Leonardo Lage

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