Publicações arquivadas sob Inovação Empresarial

Brasil no mapa mundial do Open Innovation

Saiu mais uma newsletter do Radar do Inovação, o centro de conhecimento do Instituto Inovação.

Nesta edição:

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Instituto Inovação realiza alianças internacionais com InnoCentive e Ninesigma e insere Brasil no mapa mundial do Open Innovation

Métodos de Valoração de Tecnologias

A Política de Desenvolvimento Produtivo do Governo Federal e a macrometa de aumentar o investimento privado em P&D

Internacional: Colômbia utiliza metodologias do Instituto Inovação para avaliar potencial de tecnologias

Quem quiser receber sempre, é só registrar.

Adicionar comentário 5 de Setembro de 2008 às 17:27 Isabela

Tendências que inspiram

Uma boa dica para aqueles que trabalham com o desenvolvimento de novos produtos ou serviços é o site Trendwatching. Anualmente eles publicam um “Trend Report”, um completíssimo e inspirador relatório. Na lista das empresas que compram regularmente esse relatório estão: Google, Natura, Lego, Apple, Rede Globo e Disney.

Além desse relatório anual, que é pago, eles publicam mensalmente um briefing muito interessante com diversas tendências de consumo. O título do briefing desse mês é:

OFF = ON

pixelsofa - Sofá de Pixels

De um grosso modo podemos dizer que eles apontam a tendência de que o mundo offline se espelhe cada vez mais no mundo online, desde o desenvolvimento de produtos até a relação com consumidores.

O briefing do mês passado, chamado “Innovation Avalanche” também é muito bom e merece uma visita.

1 comentário 2 de Setembro de 2008 às 15:06 Bruno Brant

Overdose de Inovação (ou como criar um Produto Sexy)

Além do excesso de mensagens, excesso de informação e excesso de produtos, vivemos num momento de excesso de inovações. Essa é a opinião de Luli Radfahrer, Ph.D em comunicação digital pela ECA-USP.

Em palestra ministrada recentemente, o professor faz uma análise muito divertida dessa sobrecarga que vivemos, nos mostra sua visão do que seria a criatividade, dos tipos de “criativos” que percebe e define muito bem a inovação.

Depois dessa introdução e contextualização, Luli apresenta com a propriedade de um inovador o processo de inovação, iniciando pelos obstáculos, passando pela formatação da idéia e chegando no “produto sexy”.

O vídeo traz vários insights interessantes e sem dúvidas vale o tempo despendido.

Para assistir o vídeo em tela cheia basta clicar no ícone da direita (depois de dar play no vídeo). Caso você tenha gostado muito da palestra e queira ver os slides, eles estão disponíveis aqui.

Via: Meiobit

4 comentários 27 de Agosto de 2008 às 13:07 Bruno Brant

Apple e Google

google and apple - google and apple

A Apple, que junto com o Google é a dupla do momento ícone de sucesso e inovação, superou essa semana o Google em valor de mercado. Foi por bem pouco, e aconteceu em um momento em que a Apple vendeu 1 milhão de Iphone 3G em um fim de semana, e o Google perde dinheiro com publicidade por causa da crise nos Estados Unidos.

Muito já se falou em como as duas empresas são diferentes na geração de inovações estrondosas, com o Google lançando produtos com agilidade, ainda na versão beta, e a Apple segurando o desenvolvimento fechado até os “i” products estarem perfeitos para irem ao mercado. Acredito que não existe só um jeito de ser inovador. As cifras da Apple e do Google demonstram que estilos diferentes podem funcionar bem. O importante é que a cultura da empresa, a estratégia, a estrutura, os processos das organizações considerem o fator “inovação”, e façam com que ele trabalhe a seu favor, gerando desempenho superior. Por ora, ligeiramente superior, no caso da Apple: U$ 158,8 bilhões, frente os U$ 157,2 bilhões do Google. Nada mal.

Os dados desse post foram retirados da matéria Apple derrota o Google e reina no Vale do Silício, do Estadão.

Os créditos para a imagem inusitada são para este blog.

As opiniões no post são da autora e não refletem, necessariamente, a opinião da organização.

Adicionar comentário 18 de Agosto de 2008 às 08:57 Isabela

As Regras da Inovação

É incrível a quantidade de informação interessante disponível, seja na Internet, seja em Livros ou ainda em periódicos científicos. Mais impressionante ainda é a sensação de que temos cada vez menos tempo para ler mais coisas.

Há algum tempo recebi a indicação de um livro que parece ser interessante, mas que por enquanto está naquela situação: “vou ler assim que eu tiver tempo”. Vai me dizer que você não tem pelo menos uns três artigos na sua caixa de emails nessa mesma situação?

Capa do Livro - As regras da inovação
Enquanto não leio a obra posso compartilhar a indicação (e a sensação de falta de tempo) e fazer com que mais pessoas se interessem pelo livro. A resenha do release diz que:

Nesta obra, os autores mostram como gerenciar, medir e lucrar com a inovação. Além de acentuar que ela não acontece por mera casualidade ou inspiração, apontam os caminhos que podem estimular a criatividade e a inovação dentro de uma empresa.

Ficou interessado? Se você não tiver tempo eu posso ler pra você, estou cobrando baratinho…

Adicionar comentário 17 de Julho de 2008 às 10:34 Bruno Brant

Blind date

mharrsch - mharrsch

Blind date é uma expressão da língua inglesa que se refere a um encontro amoroso de duas pessoas que não se conhecem. Normalmente um amigo comum promove este encontro, tentando dar uma de cupido e desencalhar os amigos.

Na última quarta-feira, dia 9 de julho, realizou-se o primeiro Encontro de Inovação do setor de Madeira e Móveis de Minas Gerais. O encontro de inovação é uma espécie de blind date da inovação. Vou explicar por que…

No encontro de inovação, o organizador junta dois agentes da inovação que pouco se conhecem para conversar, com vistas a um futuro namoro.

Neste caso, o organizador era o Simi (Sistema Mineiro de Inovação) em parceria com o Centro Minas Design. Os pretendentes eram os empresários do setor de móveis e os pesquisadores das ICT’s mineiras.

Durante o encontro, foram debatidos os principais problemas tecnológicos do setor e discutidas as possíveis soluções para estes problemas. O ideal é que estes problemas sejam resolvidos através de uma parceria (namoro) entre empresários e pesquisadores.

As propostas surgidas no evento estarão disponíveis na comunidade de madeira e móveis do site do Simi.

A execução das ações propostas será fundamental para o desenvolvimento tecnológico da industria moveleira mineira e para a aproximação entre os empresários do setor e pesquisadores.

Será que vai dar namoro?

2 comentários 15 de Julho de 2008 às 15:54 Leonardo Lage

Inovação por resultados (ou Outcome-driven innovation)

Tive alguns insights essa semana assistindo a uma entrevista do Tony Ulwick, CEO da Strategyn – empresa de consultoria pioneira na Inovação por Resultados (Outcome-Driven Innovation®). A interpretação de Ulwick sobre o livro “The Innovator’s Solution” é a de que os consumidores compram produtos que ajudam uma tarefa a ser executada.

Daí vem o termo Inovação por Resultados, que não foca no consumidor em si, nem no produto ou nos competidores. Esse tipo de inovação é definida pela estrutura, conteúdo e formato do que deve ser entregue, onde a tarefa a ser executada demarca o foco da inovação.

Então podemos, de forma geral, categorizar os focos de criação da inovação tecnológica em ao menos quatro: as chamadas Outcome-Driven Innovation, Consumer-Driven Innovation, Product-Driven Innovation e Competitor-Driven Innovation.

Entretanto, sabemos que existem diversas fontes, métodos e ferramentas para a promoção da geração de inovações e que estas práticas têm cada vez mais sido utilizadas pela empresas. O problema é: de que adianta termos acesso a diferentes fontes de inovação mas não termos canais, estrutura e processos adequados para o recebimento, processamento e desenvolvimento das oportunidades que nos chegam à vista? As empresas estão preparadas para tal?

Adicionar comentário 10 de Julho de 2008 às 14:45 Guilherme Pereira

Adeus, Bill Gates! Bem-vindos Larry e Sergey!

Bill Gates - Fundador da Microsoft. Fonte: Wikimedia (CC)

A despedida foi anunciada com cuidado para evitar tropeços na bolsa, há exatos 2 anos: a partir de junho de 2006, Bill Gates, o fundador da Microsoft deixaria gradualmente a empresa para tocar exclusivamente seus projetos filantrópicos, através de sua fundação. Sua saída total foi confirmada para os próximos dias.

Mundialmente famoso por ter sido considerado por vários anos o homem mais rico do mundo, Gates deixou a faculdade de Harvard antes de se formar para fundar a empresa que revolucionaria o mundo ao criar o Windows, sistema operacional usado por 90% dos computadores. Amado por sua genialidade e odiado pelas práticas agressivas e monopolísticas de sua empresa, Gates deixa a Microsoft em um momento divisor de águas para o cenário da computação pessoal. Pai de muitos acertos, a Gates é também creditado um dos maiores erros da Microsoft: a sub-estimação do poder da Internet. Esse erro custou à Microsoft a liderança do mercado de navegadores online, que deixou a rival Netscape com mais de 80% do mercado no final de década de 90, exigindo enormes esforços e milhões de dólares de investimentos para a reação do Internet Explorer.

Ironicamente, é ela - a Internet - que está subvertendo as bases do mercado da Microsoft. A era do software tradicional, que roda instalado offline no PC e é escrito para um sistema operacional específico está definitivamente posta em xeque. Desde a ameaça do Linux - impulsionada pelas possibilidades de colaboração em massa justamente dela, a rede Internet, as estruturas da gigante multinacional nunca havia sido tão abaladas como agora. A grande responsável por essas mudanças é uma nova entrante, que assume cada vez mais o título de estrela no palco da computação pessoal: o Google, comandado por seus jovens fundadores Larry Page e Sergey Brin.

Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google. (Wikimedia)

Os dois representam um novo momento que pode ser retratado com a antítese das práticas da rival. Aplicações gratuitas, on-line, fáceis de usar, que rodam em navegadores da internet, em qualquer ambiente ou dispositivo, fazendo com que o sistema operacional não seja mais importante. Depois da invenção e popularização do Ajax (abordagem tecnológica que permite a páginas da internet se comportarem como aplicações de PC), a indústria do software nunca mais foi a mesma.

O Google atacou justamente os pradigmas que eram a base do modelo de negócios da empresa de Gates. Software como serviço, grátis e sob o irônico lema Don’t Be Evil (Não seja malvado), com forte apelo colaborativo e simpatia pelo código aberto e comunidades de colaboração. Criou um modelo que coloca a inovação no centro do negócio (enquanto a Microsoft foi sempre tida como empresa seguidora, hábil em copiar ou engolir concorrentes, utilizando o poder de seu monopólio).

Bill Gates se despede e leva com ele um modelo de negócios em declínio, deixando um enrome desafio para a empresa que criou. Com o insucesso na recente tentativa de compra do Yahoo, que acabou se aliando com o Google, resta saber se a Microsoft conseguirá mais uma vez reagir a contento.

1 comentário 23 de Junho de 2008 às 15:50 Felipe Matos

O que é inovação?

Alguns dados de acesso ao site do Instituto Inovação revelam que uma parte considerável das pessoas entram no site porque, quando digitam “inovação” no Google, o site do Instituto é um dos primeiros na página de resposta.

Na realidade, a princípio, esses internautas não estão muito interessados em saber o que é o Instituto Inovação. Eles querem a resposta para uma pergunta mais singela, porém bem complexa: O que é Inovação?

Recentemente, o Instituto Inovação desenvolveu junto com a equipe do Simi (Sistema Mineiro de Inovação) uma cartilha intitulada “O que é Inovação?” A intenção é atingir um público leigo, utilizando um linguajar coloquial e exemplos simples.

Vocês podem conferir o conteúdo da cartilha na apresentação abaixo:

O objetivo da equipe do Simi é difundir o conceito de inovação na sociedade em geral. Por isso, o material é livre (sem copyright). Basta solicitar o arquivo pelo email Contato SIMI - Contato SIMI e qualquer um pode mandar a cartilha para gráfica com seu próprio logo e espalhar a inovação por aí.

1 comentário 16 de Junho de 2008 às 12:34 Leonardo Lage

Open Innovation ganha destaque no Brasil

O modelo de inovação aberta, no qual as empresas buscam idéias e tecnologias fora de seus muros, é sem dúvida alguma uma forte tendência internacional.

Ao permitir que as organizações utilizem talentos do mundo inteiro, esse modelo faz com que as empresas gerem (ou incorporem) inovações que dificilmente conseguiriam desenvolver sozinhas.

Open Innovation - Adapatado de Henry Chesbrough

O livro que é considerado uma referência no assunto foi escrito em 2003 por Henry Chesbrough. Ainda que o livro tenha sido escrito há cinco anos, observamos que a imensa maioria das empresas brasileiras ainda engatinha quando o assunto é incorporar tecnologias desenvolvidas por terceiros.

Todos nós sabemos que as mudanças, especialmente as culturais, não ocorrem repentinamente. Com o Open Innovation não está sendo diferente. Mesmo que de forma relativamente lenta, podemos notar que nossas empresas estão se mexendo nessa direção. Um exemplo disso foi a conferência da ANPEI realizada recentemente em Belo Horizonte em que o tema foi muito discutido.

O assunto está tão quente que até eventos e palestras que tratam exclusivamente sobre ele estão sendo realizadas. Agora em junho haverá a palestra “Open Innovation e as Oportunidades de Empreendedorismo Tecnológico” na FGV-EASP (interessados devem entrar em contato pelo email camila.moraes @ fgv.br até o dia 04).

Também em junho teremos o “Open Innovation Seminar 2008“, evento que terá o Henry Chesbrough como palestrante.

Para aqueles que desejam se aprofundar um pouco mais no tema, sugiro a leitura desse texto. Na biblioteca do Simi também existem algumas boas apresentações sobre a Inovação Aberta.

Adicionar comentário 2 de Junho de 2008 às 15:13 Bruno Brant

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