Desde que o Twitter foi lançado e virou a febre que é hoje muita gente percebeu o potencial que a ferramenta possuia para a comunicação de equipes dentro das empresas. A questão é que o serviço da startup americana não permite a criação de grupos fechados e a empresa não sinalizou que pretende inserir tal funcionalidade na plataforma.
Como não podia deixar de ser, algumas plataformas surgiram para explorar exatamente esse nicho. Hoje as empresas que desejam ter o seu twitter corporativo têm diversas opções. Temos desde softwares Open Source como Laconica até o famosíssimo Yammer, que já está sendo utilizado por empresas como Adobe e AMD. Outra opção seria o Present.ly que é quase idêntico ao seu irmão famoso.
Mas por que as empresas deveriam adotar uma ferramenta como essa? Só pra estar na moda?
Conversação é o segredo. Além de permitir que as pessoas comuniquem em qual projeto estão trabalhando e informem o que estão fazendo no momento, elas podem fazer perguntas umas às outras, trocar recados…as possibilidades são inúmeras. Além disso, a rede social que se forma permite que qualquer um ingresse em conversas que estariam restritas a emails.
Colaboração com parceiros externos. A existência dos grupos permite que você convide pessoas de fora da sua empresa para assuntos específicos. Dessa forma um grupo pode funcionar como um grande agregador de links, documentos e insights sobre um projeto específico.
Diminuição do “SPAM Corporativo”. Apesar de num primeiro momento parecer que a sobrecarga informacional só vai aumentar, esse tipo de ferramenta permite que o usuário defina claramente que informações quer receber. Ele pode escolher as pessoas e tags que quer seguir bem como dos grupos que deseja participar, além de optar se quer ou não receber resumos e notificações por email.
Gestão do Conhecimento 2.0. Mais importante do que ter todos os conhecimentos das pessoas registrados em bases de conhecimento é ter meios de saber quem tem o conhecimento que preciso AGORA e como achar essa pessoa. É isso que um sistema como esse permite.
Repositório de informações. Sabe aqueles links interessantes que são enviados por email e depois se perdem? Pois então, se eles forem enviados para o twitter corporativo ficarão armazenados como links e poderão ser recuperados muito facilmente no futuro. Além disso, os sistemas corporativos permitem anexos, que também podem ser encontrados com dois cliques.
Multi-plataforma. A existência de aplicativos para iPhone e pra desktop, integração com o Firefox, Twitter e Google Talk faz com que o usuário acompanhe e poste novidades da forma que achar mais conveniente.
OK, você me convenceu, mas tem que haver algum ponto negativo!
Mais uma ferramenta. De um modo geral os trabalhadores do conhecimento já têm que lidar com uma enorme quantidade de ferramentas de informação em seu dia-a-dia. Email, Orkut, Linkedin, Leitor de RSS, Mensageiro Instantâneo…. enfim: se não ficar clara a utilidade da plataforma a tendência é que as pessoas a encarem como “mais uma parafernália pra tomar o meu tempo”. É preciso se pensar caso-a-caso.
Tecnologia não é tudo. As pessoas é que fazem a diferença. Se sua empresa não tem uma cultura de troca de experiências, de feedbacks constantes e pessoas que são afeitas à “web2.0″, a tendência é que após algumas semanas de uso a ferramenta caia no esquecimento.
Conclusão
O Microblogging pode exercer um papel interessante no contexto da inovação, da gestão do conhecimento e da comunicação entre equipes. É notório também que as tecnologias da informação não param de evoluir. A cada dia surgem novas ferramentas que prometem revolucionar a forma como nos relacionamos e trabalhamos.
É preciso estar atento a essas tecnologias e criar planos de adoção quando está claro que elas podem nos ajudar. Por outro lado é necessário precaução para que não sejamos levados por modismos e troquemos de ferramenta a cada quatro meses.
Sua opinião
O que você acha? Pensa que uma ferramenta como essa seria útil para sua empresa, para o seu departamento de P&D ou para sua universidade? Cadastre-se gratuitamente em uma das duas ferramentas para entendê-las melhor e deixe suas impressões nos comentários!
2 comentários27 de Agosto de 2009 às 16:22Bruno Brant
Existem muitos conhecimentos nas empresas, ou melhor, na cabeça das pessoas das empresas que, apesar do potencial de ganho de produtividade e de inovações que eles trazem consigo, permanecem apenas na cabeça das pessoas. A estorinha abaixo, retirada e adaptada do excelente blog Conversation Matters, ilustra isso muito bem:
Chris Argyris, um famoso Professor em Comportamento Organizacional de Harvard, foi convidado para uma “celebração de melhoria de qualidade” em uma grande empresa. Durante a noite os times de melhoria que haviam sido bem-sucedidos vieram um-a-um contar sobre a economia que haviam conseguido com seus projetos. As economias eram inegavelmente consideráveis e justificavam a celebração.
Quando todos os times haviam sido aplaudidos o Presidente da empresa pediu a Argyris que comentasse sobre o que acabara de ouvir. Argyris que era conhecido por nunca deixar de dizer a verdade sobre o que pensava, em consideração à natureza de celebração do evento, sugeriu ao presidente que talvez fosse melhor se ele não comentasse nada. Contudo o Presidente foi insistente pois estava confiante do excelente trabalho que seu time havia feito. O professor então concordou.
Argyris iniciou seu comentário perguntando a cada um dos times há quanto tempo sabiam como resolver o problema que eles haviam acabado de falar a respeito. As respostas variaram entre um a cinco anos. Argyris fez a mesma pergunta ao Presidente e aos “Gerentes Sêniors”. Eles responderem que ficaram sabendo da existência do problema quando os times foram formados seis meses atrás.
Argyris então perguntou a todo o grupo o que estava ocorrendo naquela organização. Problemas os quais os trabalhadores sabiam como resolver, e que salvariam à empresa milhões de dólares, eram desconhecidos da alta gestão. E mais: os problemas permaneceram sem ser resolvidos por anos!
O professor então concluiu que essa organização tinha um problema muito mais crítico do que qualquer outro que haviam acabado de solucionar. Esse problema era “algo” que evitava que os empregados levantassem problemas e levassem soluções à gestão.
O artigo do qual tirei essa estória tenta responder às perguntas que o relato nos suscita: “Por que isso acontece?” “Por que os colaboradores permanecem em silêncio diante dos problemas?”
Eu tenho minhas pistas e o artigo também traz muitos insights, mas, inspirado pelo nome do blog do qual eu tirei essa estória, eu quero saber de você. Na sua visão por que isso ocorre? Na(s) organização(es) que você faz parte isso também acontece?
Não deixe de ler o artigo na íntegra e de expressar sua opinião nos comentários!!!
Desde os tempos da invenção da roda, já praticávamos a inovação.
Um dia, um raio fez fogo, e o homem, além de ter ficado assustado e maravilhado com aquele fenômeno, aprendeu a utilizar aquele calor para se esquentar, e também para assar sua comida. Da pedra lascada aos nanomateriais, passando pela roda, demos realmente um grande salto tecnológico. A curiosidade e a necessidade fizeram o homem estabelecer uma enorme gama de desenvolvimentos em todas as áreas do conhecimento. Esses desenvolvimentos, quando aplicados para o bem, proporcionam conforto, saúde, prazer, entretenimento, produtividade, segurança, e tantos outros benefícios à nossa vida.
A prática da inovação já está impregnada na condição social do homem há várias gerações. E se isso está certo, fica a dúvida: por que ela ganhou tanto destaque nos últimos 10 anos? Seja nos fóruns empresariais ou governamentais, nas propagandas de TV, nos artigos científicos… a inovação está entre os conceitos mais citados atualmente no mercado. Recentemente, ao comentar sobre o meu trabalho com um motorista de táxi, ele ditou: “quem não inova nos tempos atuais está morto empresarialmente”. Isso mostra que a importância da inovação já está disseminada por toda a sociedade.
Mas, retomo, por que isto está acontecendo nos últimos anos? Seria muita pretensão minha determinar exatamente a razão dessa “febre” de inovação, mas arrisco algumas pistas. A inovação como vivemos hoje - tecnológica e de gestão - tem duas bases, na minha visão.
A primeira é a tecnologia da informação (TI), mais especificamente a Internet. Com o advento da conexão em rede, as pessoas passaram a ter informação de forma rápida, eficiente, barata e sem barreiras. E informação gera desejo, seja de aprender, ou de consumir. Além de um aumento do consumo, a informação da internet, permitiu a comparação, a análise, a pesquisa, e o acesso, ou seja, permitiu às pessoas escolherem melhor, de acordo com os seus critérios.
O outro aspecto que avalio como uma das bases para a atual “overdose da inovação” é a ascensão do “ser humano criativo”. Na minha visão, muitas das atuais práticas empresariais vigentes, no que tange a Pessoas, estão falidas. Elas produziram indivíduos que estão tristes e infelizes dentro das organizações. É claro que existem exceções, mas a quantidade de pessoas tolhidas de seus sonhos e de seus potenciais é grande. É nesse contexto que surge o “ser humano criativo liberto”. São pessoas que estão buscando alternativas para suas vidas, seja de forma independente, ou dentro de organizações que dão este “espaço” aos indivíduos. As empresas realmente inovadoras estão criando estruturas organizacionais colaborativas. Estas empresas perceberam que a matéria prima da inovação – fonte de vantagem competitiva - é o conhecimento criativo, por isso cultivar e estimular a criatividade dos indivíduos torna-se primordial. Não se trata apenas da implantação de sofisticados sistemas de gestão, ou de altos investimentos em centros de P&D. Também é preciso investir na criação de uma ambiente cultural que favoreça a criatividade e a inovação. Paralelamente às pessoas que encontram espaços criativos e férteis dentro das organizações que inovam, acontece uma explosão do empreendedorismo no mercado: pessoas determinadas e persistentes aproveitam o contexto favorável e libertam a sua criatividade para empreenderem no que acreditam.
A era da informação + o ser humano criativo liberto, podem ser algumas das respostas para esta efervescência da inovação que vivemos.
Minha intuição e percepção me dizem que o próximo passo será a forte valorização das ciências humanas: não é possível avançarmos tanto tecnologicamente se ainda guerreamos, matamos e desvalorizamos tanto uns aos outros. O papel do ser criativo, agora livre, é construir novos métodos de convivência, gestão e colaboração na sociedade com um todo.
3 comentários15 de Junho de 2009 às 16:51Paulo Renato
Uma das primeiras coisas que investidores de risco analisam ao avaliar uma oportunidade é se a pessoa que vai “tocar o negócio” tem espírito (ou perfil) empreendedor.
Existe uma vasta literatura sobre o tema e até mesmo na internet é possível encontrar diversos artigos que citam quais seriam as características dos empreendedores. O pessoal do ReadWriteWeb compilou a lista a seguir com 10 das que seriam as principais.
Dá próxima vez que você tiver uma idéia genial e for conversar com um investidor veja se você passa nesse checklist (tradução livre):
Você está sempre buscando oportunidades. Essa é quase a definição de um empreendedor. Cada obstáculo é uma oportunidade.
Você está preparado para trabalhar longas horas, todo dia, por um período indeterminado de tempo? Vamos acabar com as ilusões. Esqueça o “The 4-Hour Workweek”; é um mito que o autor criou para vender livros (e assim ele pudesse trabalhar só 4 horas por semana.)
Boa saúde. Você não pode responder sim para o item 2 se não fores abençoado com uma boa saúde e com a disciplina para mantê-la nos tempos difíceis.
Você tem um único serviço ou produto? A maioria dos empreendedores possui um monte de idéias, muitas delas viáveis. Mas eles costumam sofrer do dilema da “criança na loja de doces”, não sabendo qual idéia escolher. O truque é escolher aquela que é realmente a vencedora e ter a disciplina para ignorar todas as outras.
Você está disposto a fazer sacrifícios no curto-prazo para obter sucesso no longo-prazo? Haverá longos períodos em que todos ao seu redor vão questionar sua sanidade, e seguindo as métricas normais (horas trabalhadas e stress X recompensa material), eles estarão corretos.
Honestidade e integridade. Muitas vezes você terá que trabalhar sem a proteção de contratos legais. É a essência de mover-se rápido, e algumas vezes você não terá condições de bancar um advogado. Então, você terá que trabalhar com pessoas honestas e íntegras. É difícil fazê-lo sem que você mesmo o seja.
Você está sonhando quilômetros à frente enquanto mantém o foco no que faz agora. O empreendedor é uma mistura ímpar: parte sonhador, parte brutalmente realista e pragmático. Você deve focar primeiro no hoje e, depois, no contexto geral, e ignorar o resto. O hoje é sobre as coisas imediatas que você tem que resolver para continuar crescendo, para entregar projetos para os clientes, para faturar, etc. Ver o contexto geral está ligado a imaginar como o mundo estará daqui a 10 anos e como se posicionar em relação a isso. Não podemos saber o que vai acontecer na próxima semana, mês ou ano. O médio-prazo é totalmente desconhecido. No entanto, muitas tendências de longo-prazo são bem claras.
Você é autoconfiante? Muito provavelmente você entrará em disputas que fariam muita gente correr.
Disciplina. Esse quesito se relaciona com vários pontos citados anteriormente. Você vai precisar de disciplina para manter sua saúde (item 2), de forma que você possa trabalhar duro (item 3), e poder focar no produto ou serviço ignorando todo o resto (item ).
Você está preparado para dizer: “não sei, mas vou resolver.” Empreendedores têm que ser generalistas. Eles podem conhecer uma coisa muito, muito bem. Mas também têm que saber o bastante sobre praticamente tudo para que ocasionalmente façam coisas por eles mesmos. Também é importante terem o discernimento para eventualmente contratar alguém para realizar trabalhos específicos.
E aí, você concorda com essa lista? Sentiu falta de alguma características? Deixe suas impressões no comentários.
Com milhares de engenheiros espalhados pelo mundo, o Google é uma fábrica de inovações. A empresa começou sua saga se estabelecendo como um excelente motor de buscas, e aos poucos foi lançando novos produtos que, devido à sua qualidade, rapidamente dominaram seus nichos. Foi assim com o Gmail, o Google Maps, o Google Docs, entre outros.
Agora lançaram mais um, e esse tem tudo pra ser um sucesso no ambiente corporativo: Google Moderator. Criado nos famosos 20% de tempo livre, o aplicativo foi pensado como uma solução simples para um problema simples.
“No Google, nós temos muitas palestras, mas como o número de participantes aumentou, a parte de perguntas e respostas não estava sendo possível. Nunca havia tempo para todas as questões, e não estava claro se as melhores perguntas é que eram respondidas. Além disso, a participação de pessoas fora de Mountain View não se fazia possível.”
Para resolver essa questão o engenheiro Taliver Heath criou um sisteminha simples onde todos podem mandar perguntas e votar nas perguntas enviadas por outras pessoas.
Há alguns dias escrevemos sobre ferramentas para gestão de idéias e essa é exatamente umas das funcionalidades que a nova ferramenta do Google pretende abranger. É o Google fornecendo - “sem querer” - ferramentas para gestão da inovação aberta (Open Innovation).
Será que as empresas que desenvolvem essas ferramentas estão prontas para concorrer com o Google e sua política de fornecer tudo de graça? Tá certo que o Moderator ainda é bem limitado, mas a tendência é que ele evolua rapidamente.
Essa é uma questão que todas as empresas que trabalham com software devem começar a se perguntar: “e quando o Google chegar no meu nicho, o que vai ser de mim?” E que fique claro que não são só essas empresas que estão ameaçadas. A missão de organizar toda a informação do mundo é abrangente o suficiente para deixar muita gente preocupada.
1 comentário14 de Abril de 2009 às 20:54Bruno Brant
Eu poderia dizer também que não podemos olhar só a ponta do iceberg ou fazer qualquer outra analogia que indique que uma análise mais minuciosa se faz necessária.
Num excelente artigo que saiu esses dias no Radar do Inovação a Renata Horta juntamente com outros autores explica os diferentes níveis da cultura organizacional e como não podemos nos ater apenas à parte aparente dessa cultura quando queremos avaliar o quanto uma empresa é inovadora.
Os três níveis da cultura organizacional
A idéia do artigo é que não adianta intervir apenas nos artefatos ou nos valores. Uma cultura inovadora possui pressupostos que a sustentam e os líderes devem estar a atentos a esses pressupostos e à sua capacidade de influenciá-los (modificando assim toda a cultura da organização).
Através de cases, que são na verdade contra-exemplos, o artigo aponta ainda algumas barreiras culturais que, mesmo tendo sido percebidas pelos gestores, não puderam ser superadas por exigerem modificações exatamente nesses níveis mais profundos da cultura.
Como já comentamos aqui diversas vezes, uma grande tendência em inovação é a participação cada vez maior da “comunidade” na geração de produtos inovadores.
Uma tendência que tenho observado é a utilização de sistemas específicos para a “gestão” dessas idéias (gestão entre aspas, pois a gestão de uma idéia inovadora vai muito além disso). Alternativas não faltam e as características desses softwares são bem semelhantes. Uma rápida pesquisa na Internet nos traz algumas opções, como os americanos IdeaScale e SuggestionBox e também o brasileiro Zest.
De um modo geral se tratam de sistemas no modelo “software as a service” que podem ser contratados por qualquer empresa que queira utilizá-los. E o funcionamento é simples: as pessoas podem entrar e postar as idéias que a própria “comunidade” discute e avalia através de sistemas de votação.
O potencial desses sistemas é enorme e muitas inovações estão sendo fruto de seu uso. Mas, vale lembrar que a ferramentas são só ferramentas (óbvio, não?). Nada substitui uma boa gestão da inovação, uma cultura inovadora e aberta. A adoção de um sistema desses por empresas rígidas e sem graça que ainda possuem mentalidade do século XIX pode funcionar como um verdadeiro tiro no pé.
7 comentários6 de Novembro de 2008 às 15:20Bruno Brant
Os visitantes desse blog devem se perguntar: “Esse povo do Instituto Inovação deve ser tudo atôa. Onde eles arrumam tempo para assistir vídeos de 40 minutos???”
Não tenho a resposta para essa pergunta. Talvez eu esteja dormindo pouco, trabalhando demais ou realmente com pouco serviço. O importante é que esses dias esbarrei em mais um vídeo muito bom. E esse tem até legendas em português.
Guy Kawasaki é o diretor de um fundo de capital semente e um cara muito bem humorado. Em 2004 ele escreveu um livro chamado “A arte do começo” (The art of the Start), onde traz diversos conselhos para empreendedores que desejam iniciar sua própria empresa. No vídeo abaixo ele apresenta de uma maneira bem divertida as principais idéias do livro.
De maneira bem resumida (assista o video!) os onze conselhos dele são:
Faça sentido. O importante é que sua idéia/tecnologia faça sentido, que seja capaz de mudar o mundo. Pode ser uma forma de:
Aumentar a qualidade de vida das pessoas
Corrigir coisas erradas
Evitar o fim de algo que seja bom
Segundo Guy os gestores dos fundos de capital de risco, por incrível que pareça, não querem ouvir que sua idéia é boa para “fazer dinheiro” e sim que ela “faz sentido”, que fará alguma diferença para a sociedade.
Crie um mantra para sua organização. Essa é uma das partes mais divertidas da palestra. Ele diferencia esse mantra das missões vazias de sentido. Um mantra é uma frase de três ou quatro palavras que diz o que sua empresa faz e “a que veio”.
Continue a caminhada (get going)
Pense diferente. Crie algo novo.
Polarize as pessoas. Se seu produto agrada a todos, você criou algo medíocre.
Encontre uma alma gêmea. Se você é um sonhador, encontre alguém “pé no chão”. Se você é engenheiro, encontre alguém da área de marketing.
Defina seu modelo de negócio
Seja específico. De onde virá o faturamento??
Mantenha simples. Nada de inventar nessa hora.
Pergunte a uma mulher o que ela acha sobre seu modelo de negócios. Assista o vídeo para conhecer a explicação.
Possua objetivos, premissas e tarefas
Descubra seu nicho
Siga a regra 10/20/30
Como diretor de um fundo de capital de risco Guy diz que está cansado de ver apresentações (pitches) cansativas que não agregam nada. A regra criada por ele é:
10 Slides no máximo
20 minutos
Fonte tamanho 30
Você seria capaz de “vender a sua idéia” inovadora com uma apresentação nesse formato?
Contrate pessoas infectadas (pelo seu produto)
Ignore o irrelevante. Muitas vezes a pessoa ser apaixonada pelo seu produto/serviço é mais importante do que sua formação.
Contrate pessoas melhores que você.
Faça o teste do shopping center. Se você “bateu o olho” na pessoa e não “foi com a cara dela”, não a contrate.
Diminua as barreiras de adoção
Diminua a curva de aprendizado.
Abrace o evangelismo.
Semeie as nuvens
Permita test-drives
Ache os influenciadores
Não deixe os “palhaços” acabarem com sua idéia. Muitas pessoas vão te dizer que seu negócio não dará certo. Tenha cuidado para não acreditar nesses palhaços.
Esta é uma dica de vídeo, que infelizmente só está disponível em inglês.
É uma palestra de Scott Berkun, autor do livro The Myths of Innovation.
Alguns dos mitos abordados na palestra:
1. Cronocentrismo: sempre há a tendência de se acreditar de que a inovação que está acontecendo hoje é a mais importante da história do mundo. Muita gente crê que a internet foi a inovação mais revolucionária da história da humanidade. Será que a canalização da água e esgoto não seria mais importante?
2. Relativismo: o que é obsoleto para alguns pode ser revolucionário para outros. Para boa parte do mundo que vive sem energia elétrica, esta é uma baita inovação em suas vidas.
3. Epifania: Inovação é uma dádiva quase divina. Como o mito da maçã caindo na cabeça de Isaac Newton foi criado, botando ênfase ao acaso em detrimento do trabalho esforçado do pesquisador.
4. O pesquisador solitário: Como as grandes inovações foram obras de um esforço conjunto de inúmeras pessoas, em contraste com o mito do professor trancado num laboratório descobrindo coisas fantásticas.
5. E por aí vai…
O vídeo demora cerca de 1 hora, mas vale a pena o tempo perdido (ou ganho?).
Palestras gratuitas e de qualidade são sempre bem-vindas, especialmente quando elas são sobre um assunto interessante. Na semana que vem (29/9 a 2/10) ocorrerá em Belo Horizonte a Inovatec: feira de ciência, tecnologia e inovação.
O evento contará com estandes das principais universidades mineiras, de empresas inovadoras, de agências de fomento e outras instituições que de alguma forma se relacionam com inovação. Além disso haverão diversas palestras, painéis e workshops interessantes, dentre as quais eu achei mais interessante:
Gestão do Conhecimento no processo de Inovação Tecnológica
Heitor Pereira (SBGC); Itaipu; Petrobrás e FIAT Automóveis
Abertura Oficial: Wikinomics - Como a colaboração em massa pode mudar seu negócio (paga)
Anthony D. Williams (co-autor do livro Wikinomics)
Atração e Retenção de Centros de P&D
Peter Oliveira (INM, Alemanha), Sérgio Queiroz (UNICAMP). Ainda não está na programação, mas participaremos desse painel, representados pela Janayna
Criatividade, Inovação e Trabalho (paga)
Domenico De Masi (Sociólogo, Itália)
Na verdade são tantas atividades interessantes (e algumas ocorrendo no mesmo horário) que é até difícil escolher.
Sobre as duas palestras que são pagas, acredito que valham o investimento. Já li o Wikinomics e gostei muito. O Domenico também é muito bom, o único perigo é você não querer trabalhar mais de quatro horas por dia depois que assistir.
Eu vou. A programação e a inscrição estão disponíveis aqui.
1 comentário25 de Setembro de 2008 às 17:41Bruno Brant