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Pessoal, vamos comemorar os cinco anos da Lei de Inovação, a Lei 10.973 de dezembro de 2004!
A Lei representou a regulamentação das relações entre universidades e empresas, na premissa de que as empresas invistam em inovação, criando soluções não paliativas, destinando novos rumos e novas diretrizes à sociedade brasileira.
Nesse sentido, o artigo publicado no Jornal da Unicamp, n 429, em maio de 2009, traz um balanço dos cinco anos de inovação, bem como seus resultados alcançados e dos gargalos a serem solucionados, além das perspectivas que a Lei pode oferecer para as indústrias e para a sociedade como um todo.
O artigo é dinâmico, pois se trata de um debate de três especialistas sobre o tema. Um deles é Paulo Mól, gerente de estudos e da política industrial da CNI; o outro é Reinaldo Dias Ferraz de Souza que é coordenador geral de Serviços Tecnológicos da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério de Ciência e Tecnologia; e por fim, o professor Carlos Américo Pacheco que é professor do Instituto de Economia da Unicamp. Este último, por coincidência foi meu professor de Ciência Política, onde aprendi um pouco sobre O Capital, obra de Karl Marx, que para alguns economistas representa um ponto singular na história do pensamento econômico, como o que melhor soube descrever o processo que chamamos de capitalismo, e para outros, um autor que foi importante em determinado período da história, mas que já não se deve dar tanto “valor de uso” à sua homérica obra.
Bom, deixemo-nos os economistas de lado, para referenciar o debate ocorrido no III Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia, realizado no final de abril, na Unicamp, a final não é sempre que estamos falando de inovação, não é verdade?
Os dados trazidos pelo MCT/Finep em 2008, foram positivos na avaliação do professor e do representante do Governo, mas com um gostinho de que poderia ser melhor para o representante da indústria. Porém, os três concordam que existem gargalos que devem ser solucionados e que as perspectivas são mais positivas para os próximos anos, sobretudo se houver melhorias na Lei e nas ações de impacto geral por parte do Governo. Outro ponto discutido foi a dificuldade que há para unir a produção científica que ocorre nas universidades e a absorção dessa produção pelo mercado, dificuldade identificada pelo Instituto Inovação de forma pioneira.
Dadas as premissas, acessem o link do Jornal da Unicamp, vale a pena conferir e refletir, a final desejamos vida longa à Lei da Inovação!
29 de Maio de 2009 às 13:55
Fernando Ohashi
O Ministério de Ciência e Tecnologia acaba de disponibilizar em seu site a nova versão do formulário de Prestação de Contas do uso dos Incentivos Fiscais à Inovação Tecnológica (Lei do Bem – 11.196/05).
O formulário já existia desde 2006 em formato de documento, quando foi aprovado pela Portaria 943, em 8 de dezembro.
A novidade agora é que o novo formulário disponibilizado será preenchido online diretamente no site do Ministério, mediante um cadastramento inicial da empresa que se utilizou dos incentivos, sendo a segurança das informações garantida através do fornecimento de uma senha individual a cada empresa.
O prazo para a Prestação de Contas dos Incentivos Fiscais à Inovação para as empresas que se utilizaram dos benefícios no ano base 2008 se encerra em 31/07/2009. A Incentivar Consultoria oferece seus serviços tanto para o levantamento de projetos de inovação e apuração dos incentivos, como também na revisão no preenchimento do formulário.
Outras informações pelo contato@incentivarconsultoria.com.br
22 de Abril de 2009 às 09:34
Isabela
O Boletim da Unicamp perguntou a especialistas: os recursos do governo que apóiam P&D na empresa induzem ou não mais investimentos delas?
Em workshop organizado pela Incentivar Consultoria, no dia 27 de novembro, perguntou-se: os incentivos fiscais servem ao aumento do investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; ou à redução da carga tributária?
Fiat, Belgo, ArcelorMittal, Scania, Iveco, Powertrain, Teksid, V&M responderam.
Sobre isso, Christimara Garcia, da Incentivar Consultoria, disse: “o objetivo da Lei [Lei do Bem] é claramente incentivar o aumento dos gastos das empresas com inovação tecnológica, mas para que isso realmente aconteça é preciso um maior envolvimento da alta direção das empresas na decisão de re-investimento dos valores recuperados nas próprias atividades de inovação.”
Vale a leitura da pesquisa com os especialistas no Boletim Unicamp, e fica a reflexão.
17 de Dezembro de 2008 às 09:26
Isabela
Palestras gratuitas e de qualidade são sempre bem-vindas, especialmente quando elas são sobre um assunto interessante. Na semana que vem (29/9 a 2/10) ocorrerá em Belo Horizonte a Inovatec: feira de ciência, tecnologia e inovação.
O evento contará com estandes das principais universidades mineiras, de empresas inovadoras, de agências de fomento e outras instituições que de alguma forma se relacionam com inovação. Além disso haverão diversas palestras, painéis e workshops interessantes, dentre as quais eu achei mais interessante:
Gestão do Conhecimento no processo de Inovação Tecnológica
Heitor Pereira (SBGC); Itaipu; Petrobrás e FIAT Automóveis
Abertura Oficial: Wikinomics - Como a colaboração em massa pode mudar seu negócio (paga)
Anthony D. Williams (co-autor do livro Wikinomics)
Atração e Retenção de Centros de P&D
Peter Oliveira (INM, Alemanha), Sérgio Queiroz (UNICAMP). Ainda não está na programação, mas participaremos desse painel, representados pela Janayna
Criatividade, Inovação e Trabalho (paga)
Domenico De Masi (Sociólogo, Itália)
Na verdade são tantas atividades interessantes (e algumas ocorrendo no mesmo horário) que é até difícil escolher.
Sobre as duas palestras que são pagas, acredito que valham o investimento. Já li o Wikinomics e gostei muito. O Domenico também é muito bom, o único perigo é você não querer trabalhar mais de quatro horas por dia depois que assistir.
Eu vou. A programação e a inscrição estão disponíveis aqui.
25 de Setembro de 2008 às 17:41
Bruno Brant
Você é um empreendedor com uma grande idéia a busca e um investidor para abrir sua empresa. De repente, por um acaso, você se vê sozinho no elevador com um grande investidor e tem a oportunidade de naquele curto espaço de tempo expor sua idéia para a pessoa que pode tornar seu sonho viável. É o teste do elevador…
No jargão da consultoria, o teste do elevador consiste num exercício de sumarizar as conclusões importantes de uma apresentação em 30 segundos. Em tese, este seria o tempo que você teria caso encontrasse alguém no elevador e tivesse que expor sua idéia. Este exercício ajuda a sintetizar o raciocínio e ser mais objetivo em uma apresentação, destacando as idéias essenciais.
Para um empreendedor, o teste do elevador pode ser aquela oportunidade única de ter alguns minutos com um investidor, expor seu plano de negócio e conseguir dinheiro para iniciar ou acelerar seu empreendimento.
Recentemente foram lançados dois sites que exploram exatamente esta idéia. O Vator.tv (americano) e o cmypitch (inglês) tem o mesmo conceito. O empreendedor posta um vídeo curto apresentando seu negócio. O vídeo tem que ser curto e deve incluir seu plano de negócio, a diferencial de sua idéia e quanto você necessita para iniciar/acelerar sua empresa.
O objetivo é que algum investidor real veja o vídeo e invista na idéia.
Para ajudar os investidores, os usuário já dão algumas dicas das idéias mais bacanas, através de votos, comentários e outros mecanismos web 2.0. Além disso, os investidores podem lançar desafios e competições para premiar a melhor idéia em determinado ramo de negócios.
Para o investidor é a oportunidade de ver várias oportunidades de maneira organizada e em um tempo curto. Para o empreendedor é a oportunidade de expor sua idéia para o público e, quem sabe, arranjar um sócio endinheirado.
Em tempo, o próprio Vator.tv é um dos negócios que procura investidores para crescer. Se você for um investidor interessado, a quantia necessária é inferior que 500 mil dólares.
25 de Julho de 2008 às 14:25
Leonardo Lage
A professora e economista do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia, Ana Paula Avellar, em seu artigo “IMPACTO DAS POLÍTICAS DE FOMENTO À INOVAÇÃO SOBRE O GASTO EM ATIVIDADES INOVATIVAS E EM ATIVIDADES DE P&D DAS EMPRESAS” discute a eficiência dos programas de fomento bem como os resultados obtidos por estes no cenário brasileiro.
O artigo tem o objetivo de discutir a existência de dois fenômenos:
• Efeito crowding out (efeito substituição) – Isso ocorre quando as empresas privadas destinam recursos financeiros às atividades de P&D&I que já seriam alocados mesmo na ausência de alguma forma de fomento. Sendo assim as políticas de fomento seriam incapazes de estimular as empresas a aumentarem seus dispêndios na área, restringindo-se a reduzir o custo das atividades de P&D&I.
• Efeito additionality (efeito alavancagem) – Isso ocorre se os programas públicos de inovação conseguem estimular as empresas a investirem em inovação um montante superior ao previamente alocado sem a interferência de um programa.
De acordo com a literatura internacional apontada pela autora:
• Para as indústrias, há 14 estudos empíricos, sendo que apenas 2 comprovam a existência do efeito crowding out entre gasto público e privado em P&D, havendo assim a predominância do efeito additionality – aumento do gasto privado estimulado pelo gasto público.
• Para as empresas de modo geral há 19 estudos, sendo que 9 apontam o efeito crowding out e 10 apontam o efeito additionality. Destaca-se que a maioria dos estudos que apontam a substituição dos gastos, concentram-se principalmente no comportamento das empresas dos EUA no setor de defesa do país.
Para avaliação do impacto de programas de incentivos fiscais e incentivos financeiros do Brasil, a autora considerou os seguintes programas: o programa de incentivo fiscal, o Programa de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (PDTI); um programa de incentivo financeiro reembolsável, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Empresa Nacional (ADTEN) e o programa de incentivo financeiro não reembolsável, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT Cooperativo).
Os resultados obtidos pela autora mostram que as empresas beneficiárias dos Programas indicam um cenário positivo em função da participação da empresa no programa público de fomento à inovação, sendo eles:
• Aumento de 36% na receita líquida
• Aumento de 23% na produtividade do trabalho
• Aumento de 55% nos gastos em P&D
• Aumento de 40% nos gastos em inovação
Assim a autora conclui: “… ao se considerar a amostra total de empresas inovadoras, que participaram de ao menos um dos programas referidos, pode-se dizer que o impacto das políticas é positivo tanto em ampliar os gastos em atividades inovativas (GAI) quanto os gastos em atividades de P&D (GPD). Porém, deve-se considerar que, diante da impossibilidade de se isolar os efeitos da política, dado que está sendo trabalhada uma amostra conjunta de empresas, não se pode firmar em termo de eficiência de cada programa, mas sim sobre a efetividade destes no aumento dos gastos em atividades inovativas das empresas. Deste modo, pode-se concluir que impacto dos programas na amostra conjunta de empresas foi efetivo pela capacidade de promoção de maiores gastos em atividades inovativas e de P&D.”
Sendo assim, pode-se esperar um futuro promissor para os resultados da Lei do Bem (lei que revogou O PDTI e ampliou os incentivos fiscais)? Até que ponto é válido “investir mais” em inovação tecnológica e não “investir melhor”?
Link do estudo.
11 de Julho de 2008 às 09:50
Manu
Está “pra sair” a Agência de Inovação e Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Porto Alegre – InovaPOA.
“A entidade será uma autarquia público-privada, com presidente indicado pela prefeitura, mas submetido ao veto de um Conselho de Administração no qual terão assento diversas entidades empresariais, incluindo Federasul, Fecomércio e do CETI, conselho que reúne as associações do setor de TI.”
Seria essa uma tendência a ser seguida por outras cidades brasileiras?
9 de Junho de 2008 às 10:36
Bruno Brant
Um conselho para quem trabalha com gestão e com inovação é acompanhar o McKinsey Quarterly, publicação periódica que traz diversos insights interessantes. A edição de abril traz uma entrevista com Brad Bird, funcionário da Pixar que assina a direção de dois filmes de animação ganhadores do Oscar.
Apesar de tratar-se de um setor econômico muito específico, podemos tirar algumas lições interessantes da entrevista. Ao ser questionado em relação a como incentiva a inovação em sua equipe, Bird diz que a principal forma de fazê-lo é tirando seus colaboradores da zona de conforto. Ele fala, por exemplo, sobre alguns desenhistas que, apesar de serem brilhantes, eram “puristas” demais, e não tinham senso de urgência em relação a orçamentos e prazos.
Em seu primeiro filme à frente da Pixar, o diretor dispunha de uma equipe que já era simplesmente uma das melhores do mundo. Contudo, no meio do projeto, chegaram em um ponto em que todos disseram: “Não dá. É impossível fazer isso com esse orçamento nesse prazo!” Ele simplesmente pediu: “Tragam-me as ovelhas negras. Eu quero artistas frustrados. Quero aqueles que possuem outra forma de fazer as coisas e que ninguém está ouvindo”. Esse projeto lhe traria seu primeiro Oscar.
O lado psicológico da equipe muitas vezes é deixado de lado pelos líderes quando pensamos em inovação. Em relação a esse aspecto, o Brad faz uma afirmação interessante: “Se você tem o moral baixo, para 1 dólar que você gasta, você obtém aproximadamente 25 cents de valor. Se você tem um moral elevado, para cada 1 dólar gasto, você obtém aproximadamente 3 dólares de valor” e arremata: “Eu vi diretores sistematicamente restringindo o input das pessoas e ignorando qualquer esforço em ‘levantar’ os problemas. Como resultado disso, as pessoas não se dedicavam a seu trabalho e sua produtividade baixava consideravelmente”.
A entrevista trás diversos exemplos interessantes e sem dúvida vale a leitura!
A opinião do autor não reflete, necessariamente, a opinião do Instituto Inovação.
13 de Maio de 2008 às 09:40
Bruno Brant
Para quem está buscando idéias para começar uma empresa, ou apenas gosta de ficar por dentro das novidades e tendências do mundo dos negócios, o site
Springwise.com é um bom ponto de partida. Contando com uma rede de mais de 8000 colaboradores localizados em diversos países, o site identifica e publica diariamente notícias a respeito de negócios inovadores espalhados por todo o mundo.
O foco, em geral, é em pequenas empresas que utilizam modelos de negócio diferenciados, ou oferecem serviços e produtos pouco usuais. As idéias apresentadas são as mais variadas possíveis, incluindo empresas como a Firewinder, que criou lâmpadas para iluminação externa que funcionam a partir da energia do vento; ParkAtMyHouse, que dá aos moradores de grandes cidades a chance de alugarem suas vagas de garagem quando não estiverem em casa, ou ainda a Blurb, que permite que pessoas criem e publiquem seus próprios livros a preços bastante acessíveis. Isto sem falar nos casos ainda mais curiosos, como o da Methodizaz, que oferece a “pessoas comuns” a oportunidade de ter um dia de suas vidas fotografado por um paparazzi, privilégio que custa entre de US$300 e US$400.
Para quem ficou curioso mas não tem tempo para acompanhar o site, ainda existe a opção de receber as atualizações por RSS. Vale a pena conferir!
23 de Abril de 2008 às 08:42
Guilherme Baião
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