Publicações arquivadas sob Conceitos de inovação e gestão

Innovation Challenge / Brasil - Play for Real

IC2 1 2 - IC2 1 2
Teve início a edição brasileira da competição Innovation Challenge para estudantes de MBA. Podem participar alunos de uma mesma Escola de Negócio, organizados em equipes de 3 a 5 pessoas.

A competição permite que os alunos participantes apliquem e extrapolem as discussões da sala de aula e expandam o seu contexto profissional, estruturando uma solução inovadora para um problema de uma empresa real. Essas soluções, em um primeiro momento, serão qualificadas usando critérios como: originalidade, proposição de valor, vantagem competitiva sustentável, viabilidade.

As 6 melhores soluções, julgadas de acordo com os critérios listados, passarão para uma fase final, presencial. Nesta etapa, os alunos terão a oportunidade de apresentar as suas idéias para uma banca composta por executivos ligados a bens de consumo e inovação. Esta Rodada Final acontece nos dias 17 e 18 de novembro, quando os premiados são anunciados.

O vídeo abaixo mostra depoimentos de participantes de edições anteriores.

Adicionar comentário 30 de Junho de 2009 às 16:09 Isabela

Tirando boas idéas das cacholas alheias

brainstorming - brainstorming

Sessões de brainstorming são uma excelente alternativa quando se busca soluções para problemas complexos. Elas permitem que pessoas com visões e “bagagens” diferentes contribuam com idéias até então não cogitadas e tendem a ser uma excelente forma de se gerar inovações.

Esse tipo de reunião é tão importante que hoje faz parte do cotidiano de muitas empresas. E é justamente por isso que elas podem se tornar enfadonhas e acabar matando o espírito criativo. O pessoal do BQF Innovation postou uma lista de sugestões de alternativas ao brainstoming tradicional que podem tornar a “sessão” bem mais divertida e ainda assim gerar os resultados desejados.

Vale lembrar que em todos os casos devem ser seguidas as regrinhas básicas de um bom brainstorming como: a existência de um bom facilitador, nada de criticismo (idéias aparentemente idiotas podem servir de base para excelentes idéias!), diversidade pessoas e pensamentos, etc.

A lista de sugestões de eventos que podem ser organizados é a seguinte:

  1. Um almoço brainstorming com pizza e drinks
  2. Uma disputa de times na qual as equipes postam suas idéias numa parte da Intranet e todos podem votar em suas idéias favoritas
  3. Um reality show no qual as pessoas votam na piores idéias e o número de participantes vai diminuindo até chegar a um vencedor
  4. Uma festa em que as pessoas têm que contribuir com idéias para ganharem bebidas e petiscos
  5. Um “evento de idéias” no qual você traz pessoas de fora para enriquecerem as discussões. Podem ser clientes, fornecedores, estudantes…
  6. Um evento fora do escritório. Pode ser um zoológico, galeria de arte, ou qualquer outro local. Só não vale que seja um hotel, eles são muito sérios!

Não se esqueça de anunciar junto com o evento qual será o critério para seleção das melhores idéias, a premiação e o prazo para envio das mesmas (quando for o caso).

Provavelmente no final dessa bagunça toda você terá ótimas idéias, um time mais unido e motivado e bons momentos de diversão.

5 comentários 29 de Maio de 2009 às 16:53 Bruno Brant

Você tem espírito empreendedor?

Uma das primeiras coisas que investidores de risco analisam ao avaliar uma oportunidade é se a pessoa que vai “tocar o negócio” tem espírito (ou perfil) empreendedor.

Existe uma vasta literatura sobre o tema e até mesmo na internet é possível encontrar diversos artigos que citam quais seriam as características dos empreendedores. O pessoal do ReadWriteWeb compilou a lista a seguir com 10 das que seriam as principais.

Dá próxima vez que você tiver uma idéia genial e for conversar com um investidor veja se você passa nesse checklist (tradução livre):

  1. Você está sempre buscando oportunidades. Essa é quase a definição de um empreendedor. Cada obstáculo é uma oportunidade.
  2. Você está preparado para trabalhar longas horas, todo dia, por um período indeterminado de tempo? Vamos acabar com as ilusões. Esqueça o “The 4-Hour Workweek”; é um mito que o autor criou para vender livros (e assim ele pudesse trabalhar só 4 horas por semana.)
  3. Boa saúde. Você não pode responder sim para o item 2 se não fores abençoado com uma boa saúde e com a disciplina para mantê-la nos tempos difíceis.
  4. Você tem um único serviço ou produto? A maioria dos empreendedores possui um monte de idéias, muitas delas viáveis. Mas eles costumam sofrer do dilema da “criança na loja de doces”, não sabendo qual idéia escolher. O truque é escolher aquela que é realmente a vencedora e ter a disciplina para ignorar todas as outras.
  5. Você está disposto a fazer sacrifícios no curto-prazo para obter sucesso no longo-prazo? Haverá longos períodos em que todos ao seu redor vão questionar sua sanidade, e seguindo as métricas normais (horas trabalhadas e stress X recompensa material), eles estarão corretos.
  6. Honestidade e integridade. Muitas vezes você terá que trabalhar sem a proteção de contratos legais. É a essência de mover-se rápido, e algumas vezes você não terá condições de bancar um advogado. Então, você terá que trabalhar com pessoas honestas e íntegras. É difícil fazê-lo sem que você mesmo o seja.
  7. Você está sonhando quilômetros à frente enquanto mantém o foco no que faz agora. O empreendedor é uma mistura ímpar: parte sonhador, parte brutalmente realista e pragmático. Você deve focar primeiro no hoje e, depois, no contexto geral, e ignorar o resto. O hoje é sobre as coisas imediatas que você tem que resolver para continuar crescendo, para entregar projetos para os clientes, para faturar, etc. Ver o contexto geral está ligado a imaginar como o mundo estará daqui a 10 anos e como se posicionar em relação a isso. Não podemos saber o que vai acontecer na próxima semana, mês ou ano. O médio-prazo é totalmente desconhecido. No entanto, muitas tendências de longo-prazo são bem claras.
  8. Você é autoconfiante? Muito provavelmente você entrará em disputas que fariam muita gente correr.
  9. Disciplina. Esse quesito se relaciona com vários pontos citados anteriormente. Você vai precisar de disciplina para manter sua saúde (item 2), de forma que você possa trabalhar duro (item 3), e poder focar no produto ou serviço ignorando todo o resto (item ).
  10. Você está preparado para dizer: “não sei, mas vou resolver.” Empreendedores têm que ser generalistas. Eles podem conhecer uma coisa muito, muito bem. Mas também têm que saber o bastante sobre praticamente tudo para que ocasionalmente façam coisas por eles mesmos. Também é importante terem o discernimento para eventualmente contratar alguém para realizar trabalhos específicos.

E aí, você concorda com essa lista? Sentiu falta de alguma características? Deixe suas impressões no comentários.

2 comentários 15 de Maio de 2009 às 14:56 Bruno Brant

Sobre proxys, economistas e indicadores de inovação

Quando eu fazia faculdade de Administração na UFMG, eu tive um grande privilégio de conviver com muitos economistas, ou futuros economistas. Havia um certa rivalidade entre os cursos e alguns dos meus colegas menosprezavam o pessoal da Economia. Seriam teóricos, bitolados, nerds, etc.

Eu, ao contrário, sempre tive inveja destes seres tão peculiares.

Cite um grande administrador.
- Taylor? Engenheiro.
- Ford? Engenheiro.
- Mayo? Engenheiro ou Psicólogo… sei lá.
- Jack Welch? Engenheiro.

Agora cite um grande economista.

Adam Smith, Keynes, Marx, Pedro Malan (ops… este é engenheiro), Schumpeter… e por aí vai.

Um dos conceitos mais bacanas que que aprendi com um economista é o tal do proxy. Outro dia, o Saddi, futuro economista e ex-estagiário do Instituto Inovação, estava me falando dos tais dos proxys.

Proxy é o seguinte: se não existe algum indicador que meça determinado fenômeno, existirá outro indicador cuja correlação com o fenômeno é alta então podemos usá-lo como um indicador aproximado. Vejamos:

- Produção de papelão nas indústrias é um proxy da atividade industrial.
- Taxa de repetência escolar é um proxy da qualidade da educação.
- Percentual de cheques sem fundos é um proxy do endividamento da população.
- Busca pela palavra “inovação” no Google é um proxy de onde está a Inovação (veja post).

Uma das discussões mais polêmicas que temos no nosso dia a dia é aquela acerca do indicador de inovação. Bem, minha conclusão é que não existe um indicador de inovação, mas um montão de proxys. Vejamos:

Para um país ou região:

- Quantidade de patentes.
- Quantidade de publicações científicas.
- Quantidade de mestres e doutores.
- Balança comercial de royalties.
- Dinheiro (ou percentual do PIB) investidos em P&D.
- Quantidade de contratos de cooperação universidade-empresa.
- Quantidade de incubadoras (ou de empresas incubadas).
- Etc.

Para uma empresa/instituição:

- Quantidade de patentes.
- Receita com produtos novos.
- Quantidade de produtos novos.
- Despesas com P&D.
- Quantidade de pesquisadores.
- Quantidade de projetos de inovação.
- Ganho de produtividade.
- Etc.

E aí? Não ficou mais simples discutir os proxys do que os indicadores? Nem sempre os economistas complicam as coisas.

Quem quiser contribuir com mais proxys, seja bem-vindo.

2 comentários 3 de Abril de 2009 às 15:26 Leonardo Lage


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