O SER HUMANO CRIATIVO ESTÁ LIVRE…
15 de Junho de 2009 às 16:51 Paulo Renato | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 3862
Desde os tempos da invenção da roda, já praticávamos a inovação.
Um dia, um raio fez fogo, e o homem, além de ter ficado assustado e maravilhado com aquele fenômeno, aprendeu a utilizar aquele calor para se esquentar, e também para assar sua comida. Da pedra lascada aos nanomateriais, passando pela roda, demos realmente um grande salto tecnológico. A curiosidade e a necessidade fizeram o homem estabelecer uma enorme gama de desenvolvimentos em todas as áreas do conhecimento. Esses desenvolvimentos, quando aplicados para o bem, proporcionam conforto, saúde, prazer, entretenimento, produtividade, segurança, e tantos outros benefícios à nossa vida.
A prática da inovação já está impregnada na condição social do homem há várias gerações. E se isso está certo, fica a dúvida: por que ela ganhou tanto destaque nos últimos 10 anos? Seja nos fóruns empresariais ou governamentais, nas propagandas de TV, nos artigos científicos… a inovação está entre os conceitos mais citados atualmente no mercado. Recentemente, ao comentar sobre o meu trabalho com um motorista de táxi, ele ditou: “quem não inova nos tempos atuais está morto empresarialmente”. Isso mostra que a importância da inovação já está disseminada por toda a sociedade.
Mas, retomo, por que isto está acontecendo nos últimos anos? Seria muita pretensão minha determinar exatamente a razão dessa “febre” de inovação, mas arrisco algumas pistas. A inovação como vivemos hoje - tecnológica e de gestão - tem duas bases, na minha visão.
A primeira é a tecnologia da informação (TI), mais especificamente a Internet. Com o advento da conexão em rede, as pessoas passaram a ter informação de forma rápida, eficiente, barata e sem barreiras. E informação gera desejo, seja de aprender, ou de consumir. Além de um aumento do consumo, a informação da internet, permitiu a comparação, a análise, a pesquisa, e o acesso, ou seja, permitiu às pessoas escolherem melhor, de acordo com os seus critérios.

A era da informação + o ser humano criativo liberto, podem ser algumas das respostas para esta efervescência da inovação que vivemos.
Minha intuição e percepção me dizem que o próximo passo será a forte valorização das ciências humanas: não é possível avançarmos tanto tecnologicamente se ainda guerreamos, matamos e desvalorizamos tanto uns aos outros. O papel do ser criativo, agora livre, é construir novos métodos de convivência, gestão e colaboração na sociedade com um todo.
Publicação arquivada em: Inovação Empresarial, Produtos, serviços ou processos inovadores
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3 Comentários Faça seu próprio
1. Alexandre Alves | 15 de Junho de 2009 às 18:05
Grande visionário! Amor e educação.
A liberdade e a criatividade nos levará a retomarmos o sentido e a percepção que SOMOS TODOS UM.
Já é.
2. Leonardo Lage | 16 de Junho de 2009 às 15:04
Tenho uma visão um pouco diferente sobre os motivos da overdose do uso da palavra INOVAÇÃO, tanto no linguajar dos negócios, da propaganda, da política, etc.
Me parece que de tempos em tempos surgem empresas que se tornam paradigmas de como se deve fazer negócio e de certa forma elas pautam qual é o jargão da moda.
Na época da Ford, o jargão era padronização.
Na época que o ícone era a Toyota, o jargão era qualidade.
No ápice da Ambev/Inbev, o jargão era resultado.
Agora é a vez da Apple e da Google e o jargão se tornou inovação.
De certa forma a era da informação tem a ver com a ascensão destas empresas. E a era da informação exige de empresas e governos mais e mais inovação.
Infelizmente, sou mais pessimista em relação à liberdade do ser humano criativo.
3. Catarina Farias | 13 de Novembro de 2009 às 13:51
Inovação = ascensão do “ser humano criativo” - concordo, mas como ficam as empresas com seus produtos, se não inovam para atender as necessidades do CLIENTE. Precisamos inovar observando o FOCO do cliente, para podermos crescer e oferecer aquilo que atenda aos seus sonhos e expectativas. E como fazer isso ?? RELACIONAMENTO é a palavra chave para inovação. Chegar perto do cliente, estudar suas necessidades, observar suas preferências e trazê-lo para dentro do nosso negócio. Ele irá nos mostrar as “inovações” que precisamos fazer para crescermos.
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