A competição permite que os alunos participantes apliquem e extrapolem as discussões da sala de aula e expandam o seu contexto profissional, estruturando uma solução inovadora para um problema de uma empresa real. Essas soluções, em um primeiro momento, serão qualificadas usando critérios como: originalidade, proposição de valor, vantagem competitiva sustentável, viabilidade.
As 6 melhores soluções, julgadas de acordo com os critérios listados, passarão para uma fase final, presencial. Nesta etapa, os alunos terão a oportunidade de apresentar as suas idéias para uma banca composta por executivos ligados a bens de consumo e inovação. Esta Rodada Final acontece nos dias 17 e 18 de novembro, quando os premiados são anunciados.
O vídeo abaixo mostra depoimentos de participantes de edições anteriores.
Existem muitos conhecimentos nas empresas, ou melhor, na cabeça das pessoas das empresas que, apesar do potencial de ganho de produtividade e de inovações que eles trazem consigo, permanecem apenas na cabeça das pessoas. A estorinha abaixo, retirada e adaptada do excelente blog Conversation Matters, ilustra isso muito bem:
Chris Argyris, um famoso Professor em Comportamento Organizacional de Harvard, foi convidado para uma “celebração de melhoria de qualidade” em uma grande empresa. Durante a noite os times de melhoria que haviam sido bem-sucedidos vieram um-a-um contar sobre a economia que haviam conseguido com seus projetos. As economias eram inegavelmente consideráveis e justificavam a celebração.
Quando todos os times haviam sido aplaudidos o Presidente da empresa pediu a Argyris que comentasse sobre o que acabara de ouvir. Argyris que era conhecido por nunca deixar de dizer a verdade sobre o que pensava, em consideração à natureza de celebração do evento, sugeriu ao presidente que talvez fosse melhor se ele não comentasse nada. Contudo o Presidente foi insistente pois estava confiante do excelente trabalho que seu time havia feito. O professor então concordou.
Argyris iniciou seu comentário perguntando a cada um dos times há quanto tempo sabiam como resolver o problema que eles haviam acabado de falar a respeito. As respostas variaram entre um a cinco anos. Argyris fez a mesma pergunta ao Presidente e aos “Gerentes Sêniors”. Eles responderem que ficaram sabendo da existência do problema quando os times foram formados seis meses atrás.
Argyris então perguntou a todo o grupo o que estava ocorrendo naquela organização. Problemas os quais os trabalhadores sabiam como resolver, e que salvariam à empresa milhões de dólares, eram desconhecidos da alta gestão. E mais: os problemas permaneceram sem ser resolvidos por anos!
O professor então concluiu que essa organização tinha um problema muito mais crítico do que qualquer outro que haviam acabado de solucionar. Esse problema era “algo” que evitava que os empregados levantassem problemas e levassem soluções à gestão.
O artigo do qual tirei essa estória tenta responder às perguntas que o relato nos suscita: “Por que isso acontece?” “Por que os colaboradores permanecem em silêncio diante dos problemas?”
Eu tenho minhas pistas e o artigo também traz muitos insights, mas, inspirado pelo nome do blog do qual eu tirei essa estória, eu quero saber de você. Na sua visão por que isso ocorre? Na(s) organização(es) que você faz parte isso também acontece?
Não deixe de ler o artigo na íntegra e de expressar sua opinião nos comentários!!!
Desde os tempos da invenção da roda, já praticávamos a inovação.
Um dia, um raio fez fogo, e o homem, além de ter ficado assustado e maravilhado com aquele fenômeno, aprendeu a utilizar aquele calor para se esquentar, e também para assar sua comida. Da pedra lascada aos nanomateriais, passando pela roda, demos realmente um grande salto tecnológico. A curiosidade e a necessidade fizeram o homem estabelecer uma enorme gama de desenvolvimentos em todas as áreas do conhecimento. Esses desenvolvimentos, quando aplicados para o bem, proporcionam conforto, saúde, prazer, entretenimento, produtividade, segurança, e tantos outros benefícios à nossa vida.
A prática da inovação já está impregnada na condição social do homem há várias gerações. E se isso está certo, fica a dúvida: por que ela ganhou tanto destaque nos últimos 10 anos? Seja nos fóruns empresariais ou governamentais, nas propagandas de TV, nos artigos científicos… a inovação está entre os conceitos mais citados atualmente no mercado. Recentemente, ao comentar sobre o meu trabalho com um motorista de táxi, ele ditou: “quem não inova nos tempos atuais está morto empresarialmente”. Isso mostra que a importância da inovação já está disseminada por toda a sociedade.
Mas, retomo, por que isto está acontecendo nos últimos anos? Seria muita pretensão minha determinar exatamente a razão dessa “febre” de inovação, mas arrisco algumas pistas. A inovação como vivemos hoje - tecnológica e de gestão - tem duas bases, na minha visão.
A primeira é a tecnologia da informação (TI), mais especificamente a Internet. Com o advento da conexão em rede, as pessoas passaram a ter informação de forma rápida, eficiente, barata e sem barreiras. E informação gera desejo, seja de aprender, ou de consumir. Além de um aumento do consumo, a informação da internet, permitiu a comparação, a análise, a pesquisa, e o acesso, ou seja, permitiu às pessoas escolherem melhor, de acordo com os seus critérios.
O outro aspecto que avalio como uma das bases para a atual “overdose da inovação” é a ascensão do “ser humano criativo”. Na minha visão, muitas das atuais práticas empresariais vigentes, no que tange a Pessoas, estão falidas. Elas produziram indivíduos que estão tristes e infelizes dentro das organizações. É claro que existem exceções, mas a quantidade de pessoas tolhidas de seus sonhos e de seus potenciais é grande. É nesse contexto que surge o “ser humano criativo liberto”. São pessoas que estão buscando alternativas para suas vidas, seja de forma independente, ou dentro de organizações que dão este “espaço” aos indivíduos. As empresas realmente inovadoras estão criando estruturas organizacionais colaborativas. Estas empresas perceberam que a matéria prima da inovação – fonte de vantagem competitiva - é o conhecimento criativo, por isso cultivar e estimular a criatividade dos indivíduos torna-se primordial. Não se trata apenas da implantação de sofisticados sistemas de gestão, ou de altos investimentos em centros de P&D. Também é preciso investir na criação de uma ambiente cultural que favoreça a criatividade e a inovação. Paralelamente às pessoas que encontram espaços criativos e férteis dentro das organizações que inovam, acontece uma explosão do empreendedorismo no mercado: pessoas determinadas e persistentes aproveitam o contexto favorável e libertam a sua criatividade para empreenderem no que acreditam.
A era da informação + o ser humano criativo liberto, podem ser algumas das respostas para esta efervescência da inovação que vivemos.
Minha intuição e percepção me dizem que o próximo passo será a forte valorização das ciências humanas: não é possível avançarmos tanto tecnologicamente se ainda guerreamos, matamos e desvalorizamos tanto uns aos outros. O papel do ser criativo, agora livre, é construir novos métodos de convivência, gestão e colaboração na sociedade com um todo.
3 comentários15 de Junho de 2009 às 16:51Paulo Renato
Teremos no mês de junho mais uma edição do evento Falaii, com o tema “Desmistificando o Capital de Risco“.
Dando continuidade à apresentação de temas tratando de inovação, essa exposição visa apresentar tópicos básicos acerca do capital de risco e modalidades de investimentos em empresas. Serão apresentados tópicos acerca do que é o capital de risco, seus modelos e modos de operação; além da apresentação de cases nacionais e internacionais que ilustrem o processo.
Como tópico prévio de discussão, sugerimos as questões: o que leva as empresas a buscar o capital de risco? O que faz das empresas brasileiras estruturalmente atrativas ou avessas à esse tipo de investimento?
Desmistificando o Capital de Risco
Data: 17 de junho de 2009
Horário: 12h30 às 13h30
Local: Instituto Inovação - Av. Romeu Tórtima, 699
Tel: 3289-0353
Lembrando a todos que iremos coletar doações no dia do evento para o Lar da Criança Feliz. A lista de doações será entregue por email para os inscritos, lembrando que a doação é necessária para participação do evento.