Arquivo de Maio de 2009

Tirando boas idéas das cacholas alheias

brainstorming - brainstorming

Sessões de brainstorming são uma excelente alternativa quando se busca soluções para problemas complexos. Elas permitem que pessoas com visões e “bagagens” diferentes contribuam com idéias até então não cogitadas e tendem a ser uma excelente forma de se gerar inovações.

Esse tipo de reunião é tão importante que hoje faz parte do cotidiano de muitas empresas. E é justamente por isso que elas podem se tornar enfadonhas e acabar matando o espírito criativo. O pessoal do BQF Innovation postou uma lista de sugestões de alternativas ao brainstoming tradicional que podem tornar a “sessão” bem mais divertida e ainda assim gerar os resultados desejados.

Vale lembrar que em todos os casos devem ser seguidas as regrinhas básicas de um bom brainstorming como: a existência de um bom facilitador, nada de criticismo (idéias aparentemente idiotas podem servir de base para excelentes idéias!), diversidade pessoas e pensamentos, etc.

A lista de sugestões de eventos que podem ser organizados é a seguinte:

  1. Um almoço brainstorming com pizza e drinks
  2. Uma disputa de times na qual as equipes postam suas idéias numa parte da Intranet e todos podem votar em suas idéias favoritas
  3. Um reality show no qual as pessoas votam na piores idéias e o número de participantes vai diminuindo até chegar a um vencedor
  4. Uma festa em que as pessoas têm que contribuir com idéias para ganharem bebidas e petiscos
  5. Um “evento de idéias” no qual você traz pessoas de fora para enriquecerem as discussões. Podem ser clientes, fornecedores, estudantes…
  6. Um evento fora do escritório. Pode ser um zoológico, galeria de arte, ou qualquer outro local. Só não vale que seja um hotel, eles são muito sérios!

Não se esqueça de anunciar junto com o evento qual será o critério para seleção das melhores idéias, a premiação e o prazo para envio das mesmas (quando for o caso).

Provavelmente no final dessa bagunça toda você terá ótimas idéias, um time mais unido e motivado e bons momentos de diversão.

5 comentários 29 de Maio de 2009 às 16:53 Bruno Brant

5 Anos de Lei de Inovação no Brasil

birthday cake 1 - birthday cake 1
Pessoal, vamos comemorar os cinco anos da Lei de Inovação, a Lei 10.973 de dezembro de 2004!

A Lei representou a regulamentação das relações entre universidades e empresas, na premissa de que as empresas invistam em inovação, criando soluções não paliativas, destinando novos rumos e novas diretrizes à sociedade brasileira.

Nesse sentido, o artigo publicado no Jornal da Unicamp, n 429, em maio de 2009, traz um balanço dos cinco anos de inovação, bem como seus resultados alcançados e dos gargalos a serem solucionados, além das perspectivas que a Lei pode oferecer para as indústrias e para a sociedade como um todo.

O artigo é dinâmico, pois se trata de um debate de três especialistas sobre o tema. Um deles é Paulo Mól, gerente de estudos e da política industrial da CNI; o outro é Reinaldo Dias Ferraz de Souza que é coordenador geral de Serviços Tecnológicos da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério de Ciência e Tecnologia; e por fim, o professor Carlos Américo Pacheco que é professor do Instituto de Economia da Unicamp. Este último, por coincidência foi meu professor de Ciência Política, onde aprendi um pouco sobre O Capital, obra de Karl Marx, que para alguns economistas representa um ponto singular na história do pensamento econômico, como o que melhor soube descrever o processo que chamamos de capitalismo, e para outros, um autor que foi importante em determinado período da história, mas que já não se deve dar tanto “valor de uso” à sua homérica obra.

Bom, deixemo-nos os economistas de lado, para referenciar o debate ocorrido no III Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia, realizado no final de abril, na Unicamp, a final não é sempre que estamos falando de inovação, não é verdade?

Os dados trazidos pelo MCT/Finep em 2008, foram positivos na avaliação do professor e do representante do Governo, mas com um gostinho de que poderia ser melhor para o representante da indústria. Porém, os três concordam que existem gargalos que devem ser solucionados e que as perspectivas são mais positivas para os próximos anos, sobretudo se houver melhorias na Lei e nas ações de impacto geral por parte do Governo. Outro ponto discutido foi a dificuldade que há para unir a produção científica que ocorre nas universidades e a absorção dessa produção pelo mercado, dificuldade identificada pelo Instituto Inovação de forma pioneira.

Dadas as premissas, acessem o link do Jornal da Unicamp, vale a pena conferir e refletir, a final desejamos vida longa à Lei da Inovação!

3 comentários às 13:55 Fernando Ohashi

Sobre inovação, valor e modelos de negócios

emailnwalk180509 - emailnwalk180509
Uma inovação só é inovação quando chega ao mercado. Para que um produto seja viável e chegue ao mercado é preciso que ele de alguma forma tenha valor para seus compradores e seu preço seja compatível com esse valor.

A Imagem ao lado é de um software que foi desenvolvido para o iPhone e permite que seus usuários escrevam emails e ao mesmo tempo vejam o que está acontecendo à sua frente, evitando, assim, acidentes. Sem dúvidas é uma interessante inovação. Você compraria? E se eu disser que custa U$0,99?

Isso só é possível devido à iTunes App Store, loja virtual da Apple que permite que desenvolvedores do mundo todo tenham acesso a um mercado gigantesco de consumidores (já foram vendidos 21Milhões de iPhones e 19Milhões de iPods touch) sem esforço. Se eu fosse um programador pode ter certeza que eu estaria pensando sem parar num aplicativo pro iPhone/iPod Touch.

Não sei quantos % do preço de venda do aplicativo ficam com a Apple, mas, sem dúvidas ainda é um negócio lucrativo. Imagine que 70% do valor vá para quem desenvolveu e você é o sortudo que criou um joguinho que é um sucesso, como o Flight Control que bateu o recorde de vendas e chegou na marca dos 700.000 downloads….

Mais uma vez parabéns para a Apple que saiu na frente com esse modelo e permite que programadores possam vender softwares a menos de dólar e que seus consumidores tenham acesso a diversos aplicativos a um preço acessível.

3 comentários 21 de Maio de 2009 às 15:53 Bruno Brant

Você tem espírito empreendedor?

Uma das primeiras coisas que investidores de risco analisam ao avaliar uma oportunidade é se a pessoa que vai “tocar o negócio” tem espírito (ou perfil) empreendedor.

Existe uma vasta literatura sobre o tema e até mesmo na internet é possível encontrar diversos artigos que citam quais seriam as características dos empreendedores. O pessoal do ReadWriteWeb compilou a lista a seguir com 10 das que seriam as principais.

Dá próxima vez que você tiver uma idéia genial e for conversar com um investidor veja se você passa nesse checklist (tradução livre):

  1. Você está sempre buscando oportunidades. Essa é quase a definição de um empreendedor. Cada obstáculo é uma oportunidade.
  2. Você está preparado para trabalhar longas horas, todo dia, por um período indeterminado de tempo? Vamos acabar com as ilusões. Esqueça o “The 4-Hour Workweek”; é um mito que o autor criou para vender livros (e assim ele pudesse trabalhar só 4 horas por semana.)
  3. Boa saúde. Você não pode responder sim para o item 2 se não fores abençoado com uma boa saúde e com a disciplina para mantê-la nos tempos difíceis.
  4. Você tem um único serviço ou produto? A maioria dos empreendedores possui um monte de idéias, muitas delas viáveis. Mas eles costumam sofrer do dilema da “criança na loja de doces”, não sabendo qual idéia escolher. O truque é escolher aquela que é realmente a vencedora e ter a disciplina para ignorar todas as outras.
  5. Você está disposto a fazer sacrifícios no curto-prazo para obter sucesso no longo-prazo? Haverá longos períodos em que todos ao seu redor vão questionar sua sanidade, e seguindo as métricas normais (horas trabalhadas e stress X recompensa material), eles estarão corretos.
  6. Honestidade e integridade. Muitas vezes você terá que trabalhar sem a proteção de contratos legais. É a essência de mover-se rápido, e algumas vezes você não terá condições de bancar um advogado. Então, você terá que trabalhar com pessoas honestas e íntegras. É difícil fazê-lo sem que você mesmo o seja.
  7. Você está sonhando quilômetros à frente enquanto mantém o foco no que faz agora. O empreendedor é uma mistura ímpar: parte sonhador, parte brutalmente realista e pragmático. Você deve focar primeiro no hoje e, depois, no contexto geral, e ignorar o resto. O hoje é sobre as coisas imediatas que você tem que resolver para continuar crescendo, para entregar projetos para os clientes, para faturar, etc. Ver o contexto geral está ligado a imaginar como o mundo estará daqui a 10 anos e como se posicionar em relação a isso. Não podemos saber o que vai acontecer na próxima semana, mês ou ano. O médio-prazo é totalmente desconhecido. No entanto, muitas tendências de longo-prazo são bem claras.
  8. Você é autoconfiante? Muito provavelmente você entrará em disputas que fariam muita gente correr.
  9. Disciplina. Esse quesito se relaciona com vários pontos citados anteriormente. Você vai precisar de disciplina para manter sua saúde (item 2), de forma que você possa trabalhar duro (item 3), e poder focar no produto ou serviço ignorando todo o resto (item ).
  10. Você está preparado para dizer: “não sei, mas vou resolver.” Empreendedores têm que ser generalistas. Eles podem conhecer uma coisa muito, muito bem. Mas também têm que saber o bastante sobre praticamente tudo para que ocasionalmente façam coisas por eles mesmos. Também é importante terem o discernimento para eventualmente contratar alguém para realizar trabalhos específicos.

E aí, você concorda com essa lista? Sentiu falta de alguma características? Deixe suas impressões no comentários.

2 comentários 15 de Maio de 2009 às 14:56 Bruno Brant

As empresas mais inovadoras do mundo

A Business Week publicou mês passado a The Most Innovative Companies 2009, elaborada pelo BCG. Mais uma vez, Apple e Google estão na liderança.

Passando o olho pela lista, me chamou a atenção o número de fabricantes de automóvel. Dos EUA, no entanto, só a Ford aparece, em trigésimo primeiro lugar. Não é por menos que, atualmente, a indústria automobilística americana enfrenta tanta dificuldade, principalmente diante da crise. A razão para a Ford estar listada é o seu esforço para levar ao mercado carros elétricos e híbridos, que ainda vão levar tempo para representarem uma parcela significativa nas vendas da montadora americana. As outras montadoras listadas são (em ordem): Toyota, Tata, Volks, BMW, Honda, Daimler e Fiat.

Entretanto, é importante observar que a metodologia utilizada para compor a lista é simplista. Consiste basicamente da consulta, através de um formulário de 20 questões, a executivos de empresas no mundo todo. O faturamento e crescimento das empresas listadas têm um peso inferior a 20%. Ou seja, esse ranking representa praticamente a percepeção de quais as empresas são mais inovadoras.

A lista The World’s Most Innovative Companies, da Fast Company, traz empresas mais desconhecidas e muitas novidades. Das 50 listadas em 2009, 33 estão no ranking pela primeira vez.

1 comentário às 12:21 Bruno Knoedt


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