Crise e inovação Os mecanismos de fomento aumentam o investimento em P&D?

Escola do Século XXI: educar para inovar

3 de Dezembro de 2008 às 15:32 Bruno Brant  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 7235

Como podemos gerar inovações se nossas crianças e jovens não tiverem interesse em buscar soluções para problemas? O processo de inovação é uma busca incansável por problemas e suas soluções.

Há alguns dias postei aqui o vídeo de uma palestra do Luli Radfahrer sobre inovação. O cara é, definitivamente, fera! Semana passada ele falou sobre sua visão da educação e de como as tecnologias podem e vão impactar os processos de aprendizagem. Para nossa sorte o evento foi gravado e mais uma vez temos um excelente vídeo cheio de reflexões interessantes.

Para os construtivistas e críticos ao modelo tradicional de educação pode não haver muita novidade, afinal, a mensagem principal da palestra é que a função do professor/educador não é passar informação e sim despertar a vontade de aprender, é de criar “curadores”.

Algumas reflexões presentes no vídeo:

  • A Internet não fala para o pobre;
  • A escola é uma rede social: a criança não vai na escola pra aprender e sim para encontrar os amigos;
  • O professor deve ser um guia e não um adestrador;
  • O verdadeiro líder tem a capacidade de despertar a curiosidade, a criatividade;
  • A atual crise financeira é uma crise de idéias, é o colapso de um modelo baseado num ambiente de escassez de informação;
  • A empresa de hoje é a repartição pública de ontem;
  • Qualquer informação que você busca deve marcar o início de um diálogo;
  • Os orientais não estão prontos para serem inovadores como nós, brasileiros, estamos;

Sei que parecem idéias soltas, mas ele as amarra muito bem. Meu intuito foi mais tentar aguçar o interesse de assistir o vídeo…bom apetite!

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3 Comentários Faça seu próprio

  • 1. Guilherme Baião  |  9 de Dezembro de 2008 às 17:09

    Muito bom, com certeza vale o tempo “investido”!

  • 2. Lucianne Canto  |  11 de Dezembro de 2008 às 14:38

    Parabéns pelo blog, está muito interessante!
    Sugiro que dê uma passada no innoblog também, estão analisando uma experimentação da Coca Cola Guararapes.
    O link é http://innoscienceblog.blogspot.com/

  • 3. Renata Horta  |  12 de Dezembro de 2008 às 10:49

    Essa palestra é muito boa. Uma das coisas que mais me incomoda é o fato do nosso sistema educacional não conseguir evoluir junto com a própria pedagogia. Sabemos que não funciona há tantos anos que parece que já estamos quase nos esquecendo.
    E com o tempo os desafios vão aumentando e quem já está envolvido no sistema vai se sentindo cada vez mais longe da possibilidade de mudar, com mais medo e mais resistência. Encarar isso como um problema é o primeiro passo, depois temos que começar a ajudar quem precisa se inserir. Por outro lado temos hoje ferramentas que poderão nos facilitar tudo isso, pessoas com competência para gerar conteúdos e transformar as funções do acesso à web.
    Também gostei de ver o alinhamento dos nossos serviços de educação e cultura pra inovação. Nossa idéia do “curso sem professor” e sim com um “provocador” é um exemplo disso.
    Fora isso, a palestra tem um ritmo muito bacana, o cara mostra que tem conteúdo, as metáforas são inteligentes e engraçadas… Mas.. por que tão pouco participativa?rs… temos que praticar! No final das contas a idéia lá foi justamente “ensinar”, mas não vou ser injusta, claro que nos instiga e faz refletir!

    Outra provocação: como professora, ao tentar adotar outro padrão, a pressão dos alunos também é MUITO grande! Querem ficar sentados ouvindo, e a aceitação é muito maior quando o professor começa a aula (no primeiro dia) se enaltecendo e dizendo tudo o que ele estudou e fez, já se colocando como autoridade. Antes de mais nada, professor e aluno precisam estar em sintonia para que qualquer coisa aconteça, e isso é um processo que envolve muita paciência, principalmente do professor que, num primeiro momento é quem tem uma responsabilidade maior… (será?).

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