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Crise e inovação

20 de Novembro de 2008 às 16:38 Felipe Matos  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 1173

Crise = perigo + oportunidadeNos momentos de crise, muito se fala do ideograma chinês que já virou clichê, “crise = perigo + oportunidade”.

É fato que a história mundial é marcada por momentos de crise e que eles são seguidos por outros de crescimento, de maneira cíclica.

Toda crise traz consigo novos arranjos, sejam econômicos, políticos, sociais, de poder. E em momentos assim, ocorrem mudanças e surgem oportunidades novas para atores novos.

No texto publicado na edição de novembro do radar do inovação, o consultor Daniel da Paula, que está nos EUA desde 2003, faz uma análise muito lúcida da crise e chama atenção para a relação da crise com a inovação.

E eleição de Obama - cuja campanha em si foi marcada por inovações sem precedentes no uso inclusivo da tecnologia - neste momento representa um rearranjo no foco dos investimentos em inovação americanos (e mundiais). Reduzir a dependência do petróleo do oriente médio com inovação, investindo em tecnologias limpas e energias renováveis é o mais importante deles.

O ambiente provocado pela crise traz consigo um apelo ainda maior para a busca por novas soluções e abre um espaço - ainda que mais contigencial que planejado - para inovar. E aí sim, nascem muitas novas oportunidades.

Para nós, países latino-americanos que têm economias crescentes - e que vão continuar crescendo - a crise deve sim representar oportunidades de desempenhar novos papéis mundialmente. Em minhas recentes viagens aos EUA e à Colômbia tive a oportunidade de fazer uma reflexão interessante sobre como a criatividade, flexibilidade são valores muito mais fortes nos países latinos, que enfrentam toda sorte de problemas e escassez de recursos. Isso é um ativo inestimável, especialmente agora.

Com o perdão do repetido clichê, crise e oportunidade parecem mesmo andar juntos para aqueles que tem a inovação como valor essencial.

Créditos da imagem: AlphachimpStudio (via Flickr).

Publicação arquivada em: Experiências Internacionais, Sistemas de Inovação

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1 Comentário Faça seu próprio

  • 1. Leonardo Lage  |  3 de Dezembro de 2008 às 09:27

    Outro dia, o pessoal comentava sobre Schumpeter, o “economista da inovação”. Parece que ele pensava algo semelhante: os momentos de baixa no clico econômico servia para um rearranjo produtivo, onde as empresas mais capazes inovadoras sobreviveriam, eliminando as empresas ineficientes e gerando uma alta no ciclo econômico. Seria um darwinismo empresarial. Corrijam-me os economistas!

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