Arquivo de Novembro de 2008

Crise e inovação

Crise = perigo + oportunidadeNos momentos de crise, muito se fala do ideograma chinês que já virou clichê, “crise = perigo + oportunidade”.

É fato que a história mundial é marcada por momentos de crise e que eles são seguidos por outros de crescimento, de maneira cíclica.

Toda crise traz consigo novos arranjos, sejam econômicos, políticos, sociais, de poder. E em momentos assim, ocorrem mudanças e surgem oportunidades novas para atores novos.

No texto publicado na edição de novembro do radar do inovação, o consultor Daniel da Paula, que está nos EUA desde 2003, faz uma análise muito lúcida da crise e chama atenção para a relação da crise com a inovação.

E eleição de Obama - cuja campanha em si foi marcada por inovações sem precedentes no uso inclusivo da tecnologia - neste momento representa um rearranjo no foco dos investimentos em inovação americanos (e mundiais). Reduzir a dependência do petróleo do oriente médio com inovação, investindo em tecnologias limpas e energias renováveis é o mais importante deles.

O ambiente provocado pela crise traz consigo um apelo ainda maior para a busca por novas soluções e abre um espaço - ainda que mais contigencial que planejado - para inovar. E aí sim, nascem muitas novas oportunidades.

Para nós, países latino-americanos que têm economias crescentes - e que vão continuar crescendo - a crise deve sim representar oportunidades de desempenhar novos papéis mundialmente. Em minhas recentes viagens aos EUA e à Colômbia tive a oportunidade de fazer uma reflexão interessante sobre como a criatividade, flexibilidade são valores muito mais fortes nos países latinos, que enfrentam toda sorte de problemas e escassez de recursos. Isso é um ativo inestimável, especialmente agora.

Com o perdão do repetido clichê, crise e oportunidade parecem mesmo andar juntos para aqueles que tem a inovação como valor essencial.

Créditos da imagem: AlphachimpStudio (via Flickr).

1 comentário 20 de Novembro de 2008 às 16:38 Felipe Matos

Ferramentas para gestão de idéias

lightTree - Logo IdeaScale
Como já comentamos aqui diversas vezes, uma grande tendência em inovação é a participação cada vez maior da “comunidade” na geração de produtos inovadores.

Para que isso ocorra, as empresas têm se preocupado com a captação de idéias que vêm de fora dos seus departamentos de P&D. Essas idéias podem vir de clientes, de empregados da empresa e até mesmo de alguém que caiu no seu web site por acaso.

Uma tendência que tenho observado é a utilização de sistemas específicos para a “gestão” dessas idéias (gestão entre aspas, pois a gestão de uma idéia inovadora vai muito além disso). Alternativas não faltam e as características desses softwares são bem semelhantes. Uma rápida pesquisa na Internet nos traz algumas opções, como os americanos IdeaScale e SuggestionBox e também o brasileiro Zest.

De um modo geral se tratam de sistemas no modelo “software as a service” que podem ser contratados por qualquer empresa que queira utilizá-los. E o funcionamento é simples: as pessoas podem entrar e postar as idéias que a própria “comunidade” discute e avalia através de sistemas de votação.

O potencial desses sistemas é enorme e muitas inovações estão sendo fruto de seu uso. Mas, vale lembrar que a ferramentas são só ferramentas (óbvio, não?). Nada substitui uma boa gestão da inovação, uma cultura inovadora e aberta. A adoção de um sistema desses por empresas rígidas e sem graça que ainda possuem mentalidade do século XIX pode funcionar como um verdadeiro tiro no pé.

7 comentários 6 de Novembro de 2008 às 15:20 Bruno Brant


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