Teste do elevador para empreendedores… Cabeça no espaço. Negócios na Terra

Diplopedia

6 de Agosto de 2008 às 11:03 Isabela  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 523

Talvez nem os mais entusiastas da web 2.0 tenham previsto essa: desde 2006, o Governo dos Estados Unidos vem usando uma Diplopedia.

A wiki para assuntos diplomáticos veio substituir os memorandos impressos, que continham biografias úteis em encontros entre diplomatas dos EUA e figurões de todo o mundo. Hoje, Stacie R. Hankins, que trabalha na embaixada dos EUA em Roma, contou que Ronald P. Spogli, o embaixador americano por lá, costuma ler em seu BlackBerry, a caminho dos encontros, as informações mais completas e atualizadas de praticamente qualquer personalidade do planeta.

A dinâmica de construção colaborativa da Diplopedia possibilita que os diplomatas encontrem com facilidade dados atualizados. E isso é um ponto chave: a Diplopedia é mais do que a fonte de informação mais completa, ela é a melhor forma de organizar a informação para que ela seja facilmente encontrada. No mundo 1.0, a biografia de um economista americano influente poderia estar com o departamento de economia, ou de política, ou sabe-se lá onde. Na wiki, a informação pode estar em diversas categorias, e serem rapidamente disponibilizadas por mecanismos de busca.

É surpreendente que a cultura wiki – leia-se compartilhamento, estruturas achatadas, iniciativas emergentes, participação – tenha “pegado” em uma organização que é sinônimo de burocracia e controle de discursos. Mas pegou: desde que foi criada são 650.000 páginas vistas, e, recentemente, atingiu a marca de 20.000 novas páginas vistas por semana. Não existe nenhuma censura formal ao conteúdo, mas nunca foi preciso deletar uma página. Ela não está disponível para o público em geral. Hoje existe até mesmo um departamento de eDiplomacy. Abrir-se dessa maneira para a web 2.0 demonstra uma intenção de transformação cultural grande, e que envolve os valores mais profundos de uma organização. Blogs internos também são estimulados.

Questionado sobre o que aconteceria com uma pessoa que usasse dessa cultura aberta de forma indevida, Mr. Hankins falou que existem diversas formas de um indivíduo acabar com sua carreira, e que “o jeito wiki” é apenas o mais moderno.

Este post foi inspirado no post If the US State Department Can Use Wikis and Blogs Effectively, So Can Your Organization?, de Jon Husband.

Publicação arquivada em: Produtos, serviços ou processos inovadores

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1 Comentário Faça seu próprio

  • 1. Alexandre Alves  |  10 de Agosto de 2008 às 23:19

    Cada vez mais se confirma a máxima que diz: “só temos quando desapegamos”… Ao “entregarmos” todo nosso conhecimento via wiki, ele de fato passa a ser nosso, pois ninguém mais pode roubá-lo. Isto é fascinante! Minha 1a empresa, que fundei em 1994, chama-se “COLERE”; eu sempre a defendi como “o conjunto de conhecimento que se transmite; o que se guarda, é burrice”…. Fica aí a curiosidade para descobrir o que significa “colere”…
    Parabéns Isabela.

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