InovaPoa O que é inovação?

Eventos e mais eventos…

11 de Junho de 2008 às 08:10 Leonardo Lage  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 1993

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Você foi em algum evento recentemente? Vale palestra, seminário, congresso, workshop, etc…

O que você achou destes eventos? Como foram organizados? Qual era o formato?

Possivelmente, você foi em algum auditório onde alguém apresentaria algo sobre um assunto qualquer (física quântica ou sexo dos anjos… isto não importa).

Inicialmente se formaria uma mesa com os especialistas / autoridades / organizadores onde cada um sentaria em sua cadeira e faria uma breve abertura… sempre aquela rasgação de seda:

“… estou muito satisfeito de estar aqui….”
“… tive o prazer de reencontrar fulaninho de tal que foi meu colega de colégio em 1974, lembra da professora de português, fulaninho?”
“… nunca estive diante de uma platéia tão calorosa e inteligente…”

Bem, depois chama-se o palestrante que vem com a onipresente apresentação de PowerPoint… cheia de tópicos, agendas, citações, piadinhas prontas, etc…

Depois de uma hora e meia de blábláblá, o palestrante lamenta pois o tema é muito envolvente e o tempo já estourou em 30 minutos e os 5 minutos de perguntas tem que ser cancelados. “Mas vocês podem me passar as perguntas por escrito que eu respondo por e-mail!!! Ah… e o coffee break vai ser só de 10 minutos, pois estamos com a agenda atrasada…”

Coxinhas de frango, empadinhas com azeitona, guaraná Kuat sem gás e 10 minutos depois voltamos para mais uma maratona verborrágica.

Será que ainda vale a pena sair de casa, pegar aquele trânsito, ou ainda pior, enfrentar um aeroporto para ir a um destes eventos? Será que vale a pena perder 1 dia para extrair o conteúdo que poderia ser condensado em 1 hora?

Os eventos precisam passar por uma inovação radical…

A velocidade das coisas mudou, a informação não flui mais, ela voa… a geração MTV / Internet / Orkut / MSN já está em outra sintonia.

Algumas idéias:

1. Chega de monólogo. As pessoas querem dialogar: 15 minutos de apresentação e 45 minutos de pergunta.
2. Coffee break não serve só para encher a pança. O networking entre as pessoas se dá nestas ocasiões. O coffee pode permanecer, o break tem que ser bem maior.
3. PowerPoint ainda vai, mas pelo amor de Deus, não copie o livro na transparência. Se fosse para ler, não precisaria de fazer um evento.
4. Menos verborragia, metodologias, citações, rasgações de seda… Mais interatividade, discussão, conteúdo, resultados…

Bem, entre um evento e outro, ainda estou esperando o convite para um evento inovador…

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2 Comentários Faça seu próprio

  • 1. João Cossi  |  11 de Junho de 2008 às 17:50

    Olá Leonardo,

    Eu sempre tive dificuldades com a assimilação de conteúdo em eventos. Acredito que isso se deva aos problemas levantados por você, como rasgação de ceda, etc.

    Sobre fazer um evento onde o tempo de perguntas fosse maior, acredito que a principal necessidade para que isto desse certo, seria a composição da “platéia” por um grupo bastante homogêneo. Digo isso, pois, caso sejam pessoas de diversos setores, dificilmente seria possível construir um raciocínio lógico de forma que todas as pessoas que estão no evento entendam o que está sendo discutido. Este fato ocasionaria em eventos para públicos menores.

    O grande problema que eventos menores causam é a dificuldade de se conseguir recursos e patrocínios. Nesse caso, os participantes pagariam mais, por um serviço melhor, ou seja, mais conhecimento.

  • 2. Elimar Pires Vasconcellos  |  12 de Junho de 2008 às 15:39

    João, concordo com os problemas dos eventos menores, mas eles têm uma coisa que é fundamental: FOCO.

    É muito importante que um evento deixe claro qual é seu público alvo e o que esse público alvo pode esperar do evento… Tem que ficar claro se o evento vai ser destinado a um público acadêmico, com estudantes de mestrado e doutorado, se será uma roda de negócios, com empresas buscando clientes, fornecedores e parceiros ou se o foco é tentar fazer públicos diferentes interagirem (pesquisadores mostrando para empresas suas descobertas e empresas mostrando aos pesquisadores seus problemas). Todos esses eventos têm seu valor, mas é muito comum você ver um evento que era destinado a empresas lotado de estudantes ou com palestras técnicas sobre o mecanismo de enovelamento da proteína XYZ que está sendo investigada como potencial alvo de drogas anti-câncer…

    Acredito que esclarecer esses dois aspectos, público e objetivo, bem como ser fiel a essas premissas (com palestrantes e um ambiente adequado) são parte da inovação radical que os eventos estão precisando…

    Alguma experiência de um evento-modelo a ser seguido pelos próximos organizadores?

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