Inovação e Animação: o que um dos melhores tem a nos dizer?
13 de Maio de 2008 às 09:40 Bruno Brant | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 657
Um conselho para quem trabalha com gestão e com inovação é acompanhar o McKinsey Quarterly, publicação periódica que traz diversos insights interessantes. A edição de abril traz uma entrevista com Brad Bird, funcionário da Pixar que assina a direção de dois filmes de animação ganhadores do Oscar.
Apesar de tratar-se de um setor econômico muito específico, podemos tirar algumas lições interessantes da entrevista. Ao ser questionado em relação a como incentiva a inovação em sua equipe, Bird diz que a principal forma de fazê-lo é tirando seus colaboradores da zona de conforto. Ele fala, por exemplo, sobre alguns desenhistas que, apesar de serem brilhantes, eram “puristas” demais, e não tinham senso de urgência em relação a orçamentos e prazos.
Em seu primeiro filme à frente da Pixar, o diretor dispunha de uma equipe que já era simplesmente uma das melhores do mundo. Contudo, no meio do projeto, chegaram em um ponto em que todos disseram: “Não dá. É impossível fazer isso com esse orçamento nesse prazo!” Ele simplesmente pediu: “Tragam-me as ovelhas negras. Eu quero artistas frustrados. Quero aqueles que possuem outra forma de fazer as coisas e que ninguém está ouvindo”. Esse projeto lhe traria seu primeiro Oscar.
O lado psicológico da equipe muitas vezes é deixado de lado pelos líderes quando pensamos em inovação. Em relação a esse aspecto, o Brad faz uma afirmação interessante: “Se você tem o moral baixo, para 1 dólar que você gasta, você obtém aproximadamente 25 cents de valor. Se você tem um moral elevado, para cada 1 dólar gasto, você obtém aproximadamente 3 dólares de valor” e arremata: “Eu vi diretores sistematicamente restringindo o input das pessoas e ignorando qualquer esforço em ‘levantar’ os problemas. Como resultado disso, as pessoas não se dedicavam a seu trabalho e sua produtividade baixava consideravelmente”.
A entrevista trás diversos exemplos interessantes e sem dúvida vale a leitura!
A opinião do autor não reflete, necessariamente, a opinião do Instituto Inovação.
Publicação arquivada em: Experiências Internacionais, Inovação Empresarial, Fomento
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