Arquivo de 3 de Abril de 2008

Medindo a inovação nas empresas

O uso de indicadores para medir o grau de inovação em empresas é um tema cada vez mais discutido no meio gerencial.

Mas afinal, qual é a sua real importância?

Indicadores permitem a uma organização medir os progressos em direção a metas estabelecidas; fornecendo dados para a tomada de decisões e ajudando no alinhamento entre as ações dos colaboradores e os interesses da empresa. É como dizem os administradores, “não se pode gerenciar o que não se pode medir”. Em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, a inovação deve ser cuidadosamente administrada, tarefa na qual os indicadores possuem papel determinante. Sendo assim, o interesse pelo tema tem crescido rapidamente, embora certos aspectos de seu desenvolvimento e aplicação permaneçam ainda pouco compreendidos.

Estudos como o “Measuring Innovation”, publicado pela BCG em 2007, confirmam o interesse dos gestores em quantificar a inovação em suas empresas, além de apontarem algumas das dificuldades existentes no processo. Um exemplo é a dúvida freqüente em relação a quantos e quais indicadores utilizar. Atualmente, a grande variedade de métricas disponível vai desde aquelas mais clássicas, como gasto com P&D ou número de patentes registradas, até as mais subjetivas, como avaliação da cultura de inovação. É interessante notar que, embora a maioria das empresas opte por medidas mais tradicionais, uma combinação dos dois tipos pode levar a insights importantes, que muitas vezes surgem apenas da análise de dados mais qualitativos. A grande conclusão, porém, é que não existe uma resposta mágica que resolva os problemas de qualquer empresa, devendo-se sempre ter em mente as particularidades de cada negócio.

Os próximos anos certamente serão marcados por uma grande evolução na área, guiada principalmente pela validação prática da eficácia de diferentes indicadores. Até lá, caberá aos gestores assumir o importante papel de definir a combinação de métricas que mais se adeque às características de cada empresa, seja ela uma indústria ou uma prestadora de serviços, atuando em setores de base tecnológica ou não.

1 comentário 3 de Abril de 2008 às 11:03 Guilherme Baião


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